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A possibilidade de se trabalhar remotamente no pós-pandemia — e a resistência de muitos empregadores a esse modelo — representou uma revolução em inúmeras carreiras
O ano de 2022 foi marcado pela volta aos escritórios no mundo inteiro. Passado o isolamento de pouco mais de 12 meses em razão da Covid-19, os encontros presenciais ganham um novo significado — e, em muitas empresas, uma nova regra.
Muito se falou em demissão voluntária (great resignation), home office, trabalho híbrido, equilíbrio entre a vida pessoal e profissional (quiet quitting), semana de quatro dias úteis… Mas também tivemos movimentos que foram no caminho oposto ao da flexibilização.
Basta olhar para as posições de Elon Musk em suas empresas — Tesla, SpaceX e Twitter. O bilionário defende abertamente que os funcionários sejam forçados a retornar às suas mesas de trabalho no escritório; caso contrário, a demissão é uma certeza.
A possibilidade de se trabalhar remotamente no pós-pandemia — e a resistência de muitos empregadores quanto a esse modelo — representou uma revolução em inúmeras carreiras.
Mas, após tanta discussão, quais tendências permanecerão fortes no mercado de trabalho em 2023 — e quais devem ficar para trás?
Colaboraram com essa reportagem: Leonardo Berto, gerente (Branch Manager) da Robert Half, Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios, Gabriela Mative, diretora de operações da consultoria de recursos humanos Luandre e Patrícia Suzuki, diretora de Pessoas e Cultura da Catho.
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Esta matéria faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir no primeiro semestre de 2023. Eis a lista completa:
A primeira notícia é positiva: demissões em massa, como as vistas nas empresas de tecnologia nos últimos meses, não devem mais ser tão frequentes, e o mercado de trabalho tende a ficar aquecido neste ano.
Segundo o último Guia Salarial da Robert Half, 47% das empresas pretendem abrir novas posições, e outros 47% planejam preencher posições que já estão abertas.
Em segundo lugar, as competências comportamentais, conhecidas como soft skills, — habilidade de comunicação e perfil analítico, por exemplo — devem se fortalecer como requisitos diferenciais na hora da contratação de um profissional, independentemente da área.
Por fim, não há passo para trás: as "novidades" no ambiente corporativo — como a semana de quatro dias e o trabalho híbrido — vieram para ficar. Mas há algumas ressalvas, a depender do setor.
A discussão sobre o trabalho à distância, de forma remota ou presencial, conquistou um “meio termo” em 2022: o formato híbrido.
E, ao que tudo indica, esse modelo de trabalho não vai ser abandonado com a reabertura econômica. “Tudo o que foi conquistado no online [durante a pandemia], fica”, afirma Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios.
Contudo, na visão dos especialistas ouvidos pelo Seu Dinheiro, ainda é cedo para afirmar que o “novo” formato de trabalho é adequado para todas as empresas e tipos de profissionais.
Isso porque o modelo remoto ou híbrido exige, obrigatoriamente, investimentos em infraestrutura e mudanças no modelo de gestão dos negócios, bem como na segurança da informação.
“Algumas empresas não conseguiram adotar [os formatos de trabalho] na mesma velocidade, ou entender que, pela sua cultura e pelos seus processos internos, esse modelo de trabalho não era mais eficiente”, explica Leonardo Berto, da Robert Half.
Por outro lado, a demanda por profissionais também tornou-se determinante na escolha do modelo de trabalho. O exemplo mais claro disso é o setor de tecnologia.
"É muito mais difícil encontrar um desenvolvedor que aceite um trabalho híbrido, quanto menos presencial. Ao contrário de um profissional de finanças, em que é muito comum encontrar já quem não quer o remoto”, diz Berto.
Ou seja, o caminho — e o resumo — dos modelos a serem adotados podem ser traduzidos em uma palavra: flexibilidade.
Os avanços do mundo corporativo no ambiente virtual não podem ser deixados para trás. Na verdade, a discussão não se dá mais entre três possibilidades, mas entre cinco, segundo Berto:
Ainda nas discussões de trabalho à distância, por ferramentas de comunicação virtuais, entra a temática do recrutamento online e do metaverso nos processos seletivos.
Mas, antes de tudo, o que é metaverso? Em linhas gerais, é um ambiente virtual em que é possível interagir com outras pessoas, em processos gamificados — um princípio semelhante ao dos jogos virtuais. No caso do mundo corporativo, ele pode ser direcionado a eventos e processos seletivos.
Ambev, Scania e Red Bull são exemplos de empresas pioneiras nesse front. “O metaverso é uma ferramenta que traz mais funcionalidade e recursos para um processo de seleção”, disse Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios.
A tendência é de que outras companhias adequem os seus processos seletivos ao ambiente virtual.
Além disso, não existe mais processo seletivo sem o recrutamento online — ou melhor, sem inteligência artificial. As plataformas de divulgação de vagas têm sido aprimoradas de tal modo que é cada vez mais difícil encontrar um emprego sem estar online.
Um dia a menos de trabalho por semana. A jornada mais curta ganhou força em países relevantes da Europa, Ásia e chegou nas Américas, primeiro nos EUA.
No Brasil, a medida começou a ser adotada em meados do segundo semestre do ano passado e testada, principalmente, por empresas de tecnologia e agências de marketing.
Apesar de ser uma tendência que deve seguir em 2023, com novas adequações e testes no mundo todo, por aqui ainda é muito cedo para afirmar que a iniciativa seja uma “queridinha” do mercado de trabalho, assim como o home office.
Nem mesmo a eventual regulamentação da jornada de quatro dias é vista como certa.
“As organizações entenderam que é possível e rentável trabalhar dessa forma, mas [a semana de quatro dias úteis] não deve ser implementada em larga escala por aqui”, explica Gabriela Mative, a diretora de operações da consultoria de recursos humanos Luandre.
A exemplo do que já vem acontecendo, a semana de quatro dias úteis deve continuar a ser implementada em empresas mais ligadas à inovação e que tenham, como uma das bandeiras da cultura organizacional, maior flexibilidade da jornada de trabalho.
Com a pandemia, os benefícios corporativos ganharam protagonismo: um pacote robusto poderia ser o diferencial para se aceitar uma vaga de emprego, embora o salário ainda seja o fator predominante na decisão.
“Se eu oferto uma vaga, por exemplo, para um desenvolvedor [da área de tecnologia], presencial, com remuneração de R$ 20 mil, e outra empresa oferece a mesma oportunidade por R$ 16 mil, mas que não precisa sair da casa dele, certamente a escolha [do candidato] será a segunda opção”, explica Leonardo Berto, da Robert Half.
A questão dos benefícios e da flexibilidade tem relação com um dos fenômenos mais importantes do mercado de trabalho ao longo de 2022: a “Great Resignation”, grande renúncia, em tradução livre, resultou em milhares de demissões voluntárias nos EUA no último ano, com os trabalhadores priorizando o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal ante a remuneração.
No Brasil, o movimento conquistou adeptos, sobretudo entre profissionais com níveis mais altos de escolaridade e remuneração.
A exemplo disso, em geral, os especialistas em recursos humanos têm uma certeza: a oferta de benefícios tornou-se um diferencial atrativo das empresas para a admissão de profissionais mais qualificados.
“Não é somente sobre remuneração”, afirma Patrícia Suzuki, diretora da Catho. “Os colaboradores estão olhando para o trabalho como um lugar onde possam desenvolver e ter um contribuição efetiva, a considerar diversos aspectos como a flexibilidade e estilo, cultura organizacional”, explica.
Segundo pesquisa recente da Catho, os temas de segurança e bem-estar no ambiente corporativo são as principais tendências para 2023 — e a preocupação com a saúde mental dos colaboradores, com implementação contínua e aprimoramento de programas relacionados ao tema, são diferenciais no nível de satisfação dos trabalhadores.
“As companhias devem seguir atentas a programas de saúde integral, que consideram as questões física, social, emocional e financeira dos colaboradores. [...] Isso tem conquistado maior interesse dos candidatos”, afirma Suzuki.
Em 2023, a transparência salarial na divulgação das vagas pode ganhar força no Brasil, seguindo o movimento que já começou no exterior, mais precisamente nos EUA.
Por lá, pelo menos 17 estados já adotaram a lei de transparência salarial, em que as empresas são obrigadas a divulgar as faixas salariais e permite que os trabalhadores negociem os salários sem qualquer discrição.
No Brasil, as discussões já ocorrem dentro das empresas, ainda como um tema restrito da área de recursos humanos. Mas, segundo a diretora de operações da consultoria de recursos humanos Luandre, Gabriela Mative, a tendência não deve virar uma regra tão cedo por aqui.
“Isso é opcional. É um fator, inclusive, polêmico, porque quando se divulga- uma oportunidade com faixa salarial, [o valor proposto] passa a ser obrigatório, e a empresa tem pouca margem de negociação com o candidato”, afirma Mative.
Na visão da executiva, a transparência salarial, se adotada como prática no mercado, pode prejudicar, principalmente, a competitividade em cargos de gestão e diretoria.
Porém, um projeto de lei (PL 1.149/22) que obriga as empresas a informarem a faixa salarial, além dos requisitos necessários para o preenchimento da vaga, tramita na Câmara dos Deputados. A proposta, que vale para empresas públicas e privadas, ainda não tem previsão de ser analisada pela Câmara dos Deputados devido às últimas eleições.
Não há discussões quando o tema é a soberania da área de tecnologia em carreiras. As empresas devem vivenciar em 2023 o mesmo dilema de anos anteriores: a alta demanda por profissionais de um lado e, de outro, a escassez de mão de obra qualificada.
E o motivo também não mudou. “A gente não consegue formar profissionais na mesma velocidade e proporção necessária do mercado”, explica Leonardo Berto, gerente da Robert Half.
“Hoje, uma tendência muito forte é o investimento das empresas com seus próprios programas de informação, patrocínio ou apoio profissional com oferta de capacitação dentro de alguma carreira de tecnologia, dada a dificuldade da contratação”, afirma Berto.
Mas, o que impulsionou o setor de tecnologia também é o responsável pelo aumento da demanda pelas carreiras do ramo logístico.
O movimento acelerado de transformação digital e a necessidade de expansão da atuação nos negócios em diversos segmentos atingiu, na outra ponta, as vendas online, o conhecido e-commerce.
“Com a retomada do consumo no último ano, o crescimento do volume de importações e exportações e a preocupação com matéria-prima na pandemia evidenciaram a necessidade de profissionais de logística especializados em compras e supply chain (suprimentos) das empresas, por exemplo”, afirma Berto.
Além disso, Berto explica “a batalha diária” das empresas do e-commerce entre si, “de quem entrega mais rápido” necessita de profissionais de movimentação interna e externa em prol da eficiência”.
Sendo assim, analistas e gerentes de e-commerce e de comércio exterior estão entre as carreiras mais promissoras para 2023, segundo a Robert Half.
“2022 terminou com uma dificuldade muito grande por parte das empresas de encontrar profissionais especializados na função que vai ser desempenhada. E esse é um comportamento que tem pressionado a base salarial das empresas”, afirma Leonardo Berto.
2023 também deve ser o ano para reafirmar a necessidade de conhecimento em inglês para qualquer pessoa que pretende evoluir na carreira, ainda que dentro das profissões em alta em 2023.
No mundo corporativo, saber inglês, espanhol ou qualquer outro idioma — além de ter conhecimento em Excel — é uma característica essencial para o que o mercado chama de “profissional qualificado”, explica Berto da Robert Half.
Soma-se a isso os anos de estudo. “[Entre] profissionais com ensino superior completo, por exemplo, o nível de desemprego é em torno de 4%. Então, se a pessoa tem formação superior, a empregabilidade é maior, além de acesso a melhores remunerações e benefícios”, destaca Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios.
E para além disso, o executivo da Companhia de Estágios, dá algumas dicas para conseguir um emprego — tanto para quem deseja entrar no mercado de trabalho, seja estágio ou trainee, quanto para quem busca uma nova posição:
No ranking de profissões mais promissoras, tecnologia e logística travam uma disputa ferrenha pelo primeiro lugar. Mas setores como o de finanças e o de comunicação também entram na briga.
Confira a seguir quais são os profissionais mais procurados e as maiores remunerações em cinco áreas que mais empregam no Brasil — spoiler: carreiras do futuro:
Ao contrário das demais áreas, os profissionais precisam ter certificação para atuar — CFA, CGA, CFP e Ancord são as mais exigidas no setor.
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