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A Petrobras passará a deter 100% de participação nos ativos que estavam sendo negociados
A Brava Energia (BRAV3) ficou de fora de alguns campos de petróleo. A empresa informou ao mercado, na noite de segunda-feira (16), que foram encerradas as negociações anunciadas no mês passado para a aquisição de 50% do campo de Tartaruga Verde (Concessão BM-C-36) e do Módulo III do campo de Espadarte, localizados na Bacia de Campos e detidos pela Petronas Petróleo Brasil.
O movimento ocorre porque a Petrobras (PETR4) decidiu exercer o direito de preferência para aquisição desses 50%. Os ativos são atualmente operados pela estatal, que já detém 50% de participação, por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, em operação desde 2018.
A Petronas Petróleo Brasil é subsidiária da petroleira estatal da Malásia e atua com foco na exploração de petróleo e gás, lubrificantes e combustíveis.
A conclusão da transação entre Brava e Petronas dependia, entre outros fatores, justamente da manifestação quanto ao direito de preferência do atual operador. Dessa maneira, a Petrobras passará a deter 100% de participação nos ativos.
A operação previa o desembolso de US$ 450 milhões. Segundo a Petrobras, o desembolso final ainda será ajustado conforme os resultados que os ativos trouxerem.
O pagamento de US$ 50 milhões, pela Brava, ocorreu na assinatura do acordo, enquanto o pagamento de US$ 350 milhões seria realizado no fechamento da transação, sendo o valor sujeito a ajustes atrelados a data efetiva da transação, de 1 de julho de 2025. A Petrobras deve reembolsar a concorrente por esse pagamento.
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Por fim, os pagamentos de duas parcelas, no valor de US$ 25 milhões cada, ocorreriam em 12 e 24 meses após o fechamento.
“Com o exercício do direito de preferência, a companhia encerra as negociações com a Petronas no âmbito da referida transação e será reembolsada do valor pago no momento da assinatura, sem impacto econômico, observadas as correções contratuais”, disse a Brava Energia em fato relevante.
Para a Brava, a aquisição poderia aumentar sua promoção de forma relevante. Os ativos têm potencial de exploração de 27,5 mil barris diários, e a junior oil produziu 73,8 mil barris por dia em janeiro.
Já a Petrobras tem produção de 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Além disso, essa aquisição poderia trazer mais receitas e ajudar a acelerar a redução do endividamento da junior oil.
Já a Petrobras recupera, por US$ 450 milhões, ativos que haviam sido vendidos pela própria estatal durante o governo Jair Bolsonaro, em 2019, por US$ 1,9 bilhão. "Consideramos a transação positiva para a Petrobras, uma vez que consolida os campos totalmente operados por ela em seu portfólio e reforça a geração de fluxo de caixa a partir de ativos que já são controlados por ela", diz o BTG Pactual em relatório.
Em um contexto de petróleo mais caro, por causa da guerra no Oriente Médio, o custo da compra para a Petrobras deve ser limitado, diz o banco, uma vez que parte desses gastos serão compensados por geração de caixa que já vem desses campos.
O campo de Tartaruga Verde e o Módulo III de Espadarte estão localizados na porção sul da Bacia de Campos, em lâmina d’água entre aproximadamente 700 e 1.620 metros, com reservatórios a cerca de 3.000 metros de profundidade.
A unidade conta atualmente com 14 poços produtores, sendo 11 associados ao campo de Tartaruga Verde e 3 ao Módulo III de Espadarte.
De acordo com a Brava, em 2025, a produção média dos ativos foi de aproximadamente 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia (100% do ativo), composta majoritariamente por óleo, com parcela residual de gás natural, escoado por meio do gasoduto de Enchova até o terminal de Cabiúnas.
As concessões têm vigência até 2039, nos termos dos contratos atualmente em vigor.
À época do anúncio da, agora encerrada, transação, a Brava afirmou que o movimento se alinhava à estratégia de revisão contínua do portfólio da Brava e ao compromisso em buscar retorno ajustado a riscos, diversificação de ativos e eficiência na alocação de capital.
Com Money Times
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