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Projeto da Oncoclínicas (ONCO3) prevê investimento de R$ 145 milhões, com entrega das obras prevista para o início de 2026
A Associação de Combate ao Câncer em Goiás em breve deixará de ser o único centro de assistência de alta complexidade em oncologia da região Centro-Oeste. Pelo menos no que depender da disposição da Oncoclínicas (ONCO3).
A rede de oncologia clínica para o tratamento contra o câncer anunciou na manhã desta terça-feira (31) a assinatura de um acordo para desenvolver um novo hospital em Goiânia.
Trata-se de mais um passo da Oncoclínicas visando à expansão de sua rede de atendimento pelo país.
No último trimestre do ano passado, a empresa já havia anunciado a criação de joint ventures nesse sentido, uma com a Unimed e outra com a Porto.
De acordo com a Oncoclínicas, o projeto para a construção de um complexo hospitalar de excelência e centro integrado de tratamento ao câncer contará com investimento de R$ 145 milhões, com entrega prevista para o início de 2026.
Ainda de acordo com a Oncoclínicas, em uma tentativa de otimizar a alocação do capital, o investimento será desembolsado somente depois da conclusão das obras.
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“Enxergamos que existe um crescimento natural muito grande ao aumentar a cobertura da jornada do paciente via abertura de mais Cancer Centers pelo país”, afirma Fernando Ferrer, analista da Empiricus.
De acordo com ele, cerca de 10% da receita da Oncoclínicas vem atualmente de procedimentos in patient. No entanto, para cada real gasto em procedimento ambulatorial, a companhia gasta outro real em procedimento hospitalar.
Lançada na bolsa em agosto de 2021, ONCO3 acumula perda de quase 60% desde o IPO.
Na opinião de Ferrer, entretanto, o anúncio de hoje “aumenta o poder de fogo” da Oncoclínicas e a companhia deve surpreender o mercado na atual temporada de resultados trimestrais.
“Com 4,8% de participação de mercado e líder de seu segmento, a companhia possui robustas avenidas de crescimento orgânico e inorgânico, além de negociar a múltiplos atrativos para o ano que vem (5 vezes ebitda e 12 vezes seus lucros)”, avalia ele.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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