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Empresas comunicaram aumento de participação ao mercado, mas Marfrig diz que não visa alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da BRF
Não, o apetite da Marfrig (MRFG3) pela ex-rival e agora investida BRF (BRFS3) não chegou ao fim. O frigorífico aumentou sua participação acionária na dona das marcas Perdigão e Sadia e elevou sua fatia no capital votante e total da companhia de 45% para mais de 50%.
A transação foi informada ao mercado pelas companhias após o fechamento do último pregão do ano, nesta quinta-feira (28).
Em fato relevante, a BRF comunica que foi notificada pela Marfrig de que sua principal acionista passou a deter direta e indiretamente 842.165.702 papéis, entre ações ordinárias e American Depositary Receipts (“ADRs”), representativos de 50,06% do total das suas ações.
De acordo com o fato relevante e a comunicação da Marfrig, a aquisição tem por objetivo apenas incrementar a participação acionária do frigorífico na BRF, mas sem alterar a atual composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia.
Também não foram celebrados, pela Marfrig, contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários emitidos pela BRF.
A Marfrig foi comprando ações da BRF aos poucos ao longo deste ano, mas analistas do BTG que avaliaram o movimento calculavam que as compras poderiam continuar apenas até a empresa atingir uma participação de 45% na dona da Sadia e da Perdigão, o que ocorreu em outubro.
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Porém, o avanço do frigorífico continuou, como foi revelado nesta quinta-feira, e na prática a Marfrig já dava as cartas na BRF. No mercado, há quem espere uma fusão entre as duas empresas, mas na visão do BTG, o movimento não seria interessante para a Marfrig.
No ano, os papéis da Marfrig acumularam alta de 12,14%, enquanto os da BRF dispararam 66,79%.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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