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As ações da empresa de papel e celulose encerraram o pregão da quinta-feira (30) como a terceira maior queda do principal índice da bolsa brasileira e continua caindo hoje; entenda o que está acontecendo
As ações da Klabin estão entre as maiores quedas do Ibovespa pelo segundo dia seguido, na esteira da divulgação das estimativas de investimentos do dia anterior. Chegou a hora de rasgar os papéis KLBN11?
Segundo o Itaú BBA, sim. O banco de investimentos rebaixou a recomendação para as ações da companhia de neutra para venda e reduziu o preço-alvo de R$ 24 para R$ 22 — o que representa uma potencial desvalorização de 2,5% em relação ao fechamento de quinta-feira (30).
O Bank of America também manteve a indicação de venda para Klabin, com o preço-alvo ainda menor do que o do Itaú BBA: R$ 20, o que representa uma desvalorização de 10% em relação ao último fechamento.
Por volta de 12h, as units da Klabin recuavam 5,63% na B3, cotadas a R$ 21,29 — a segunda maior queda do Ibovespa hoje, atrás apenas da Braskem (BRKM5). No ano, as units da Kablin acumulam ganho de 13%. Acompanhe nossa cobertura ao vivo de mercados.
A Klabin realizou ontem o Investor Day e apresentou estimativas que não agradaram os investidores — as units da empresa de papel e celulose acabaram terminando o dia com queda de 3,67%, a R$ 22,57, na terceira maior baixo do Ibovespa.
Na ocasião, a companhia informou que os investimentos para 2023 totalizariam R$ 4,5 bilhões e que o mesmo montante seria aplicado em 2024.
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Confira os investimentos projetados pela Klabin no ano que vem:
De acordo com o BofA, a Klabin reduziu o investimento em 2023 para R$ 4,5 bilhões — em comparação com a orientação anterior de R$ 5,4 bilhões e a estimativa do banco de R$ 5 bilhões —, mas orientou o investimento em 2024 também em R$ 4,5 bilhões — em comparação com a estimativa do banco de R$ 3 bilhões —, já que alguns dos investimentos foram adiados deste ano.
O novo guidance de investimentos da Klabin de R$ 4,5 bilhões para 2024 inclui R$ 1,1 bilhão para aquisição de madeira em pé, um valor acima dos R$ 400 milhões deste ano e deve ser seguido por R$ 1 bilhão em média até 2028, à medida que adquire madeira de terceiros para o primeiro ciclo do Puma II.
Com base nas estimativas de investimento da Klabin, o Itaú BBA revisou as projeções para a empresa em 2024.
Agora, o banco de investimentos espera um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) de R$ 6,5 bilhões ano ano que vem — uma performance 5,7% abaixo da previsão anterior.
A projeção do Ebitda mais fraco é baseado sobretudo em um desempenho pior que o esperado para as divisões de papéis e embalagens.
"A Klabin também anunciou os planos de reforma da caldeira de Monte Alegre e de compra de madeira de terceiros, a serem realizados nos próximos anos, o que pode limitar a geração de caixa da companhia", diz o Itaú BBA em relatório.
O movimento marca o início de uma captação mais ampla, que tem como meta atingir US$ 1,5 bilhão ao longo dos próximos cinco anos
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