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Confira os detalhes das operações divulgadas nesta quarta-feira (19) e saiba dos valores e das datas dos proventos

Se você acompanha a bolsa brasileira, já deve ter percebido que, quando a administração de uma empresa decide que suas próprias ações estão baratas demais, ela tem uma ferramenta poderosa em mãos: a recompra desses papéis. Nesta quarta-feira (19), duas grandes companhias da B3 resolveram acionar esse mecanismo.
A TIM (TIMS3) e a Marcopolo (POMO4) anunciaram o lançamento de novos programas de recompra de ações. E para deixar o acionista da Marcopolo mais satisfeito, a fabricante carrocerias de ônibus também anunciou a distribuição de dividendos.
Antes de ir aos números, vale lembrar que um programa de recompra acontece quando a empresa usa o dinheiro do caixa para adquirir as próprias ações no mercado secundário (na B3).
Isso costuma acontecer por três motivos. Um deles é gestão avalia que o preço das ações na bolsa está abaixo do que a empresa realmente vale (o chamado valor intrínseco). Neste caso, recomprar é uma forma de dizer ao mercado: "nossos papéis estão baratos".
Mas esta não é a única razão. Quando a empresa recompra e cancela essas ações, o número total de papéis em circulação diminui. Resultado: o lucro total da empresa passa a ser dividido por menos ações, o que aumenta o lucro por ação e, potencialmente, os dividendos futuros de quem continuou com os papéis.
Além disso, a empresa pode manter os papéis em tesouraria para entregar como bônus em planos de opção de compra de ações para diretores e funcionários.
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A TIM aprovou hoje o nono programa de recompra de ações. A operadora pretende adquirir até 55.187.638 ações ordinárias (TIMS3), o que representa 2,31% do total de papéis dessa classe.
Objetivo principal da operação é a manutenção em tesouraria e posterior cancelamento. O desembolso máximo é de R$ 1 bilhão e o programa tem vencimento previsto para 19 de fevereiro de 2028.
A TIM usou como justificativa para o programa o valor atual das ações na bolsa que, segundo a companhia, não reflete adequadamente seu valor intrínseco, a força e a resiliência do modelo de negócios, nem a capacidade de geração de caixa e perspectivas de crescimento.
A operadora destacou que a recompra é uma alocação eficiente de capital e reforça o compromisso da gestão com uma postura disciplinada, sem comprometer a capacidade da empresa de continuar investindo no negócio e buscando novas oportunidades.
A empresa também aproveitou para anunciar o encerramento do programa anterior, aprovado em fevereiro de 2025 e concluído em 12 de agosto de 2026.
Durante esse período foram adquiridas 46.884.500 ações ordinárias, somando aproximadamente R$ 1 bilhão em desembolso.
Em 16 de dezembro de 2025, 28,6 milhões dessas ações foram canceladas, gerando valor direto para os acionistas remanescentes. O saldo restante continua em tesouraria.
A Marcopolo aprovou um plano duplo de geração de valor para o acionista: além de recolher ações no mercado, vai distribuir proventos.
A fabricante de carrocerias de ônibus pretende adquirir até 49.000.000 de ações preferenciais (POMO4). O prazo de execução do programa é de até 18 meses, com início a partir de 20 de agosto de 2026. As operações serão realizadas via Ágora Corretora e XP Investimentos.
Segundo a empresa, o foco da operação é o plano de remuneração baseado em ações, manutenção em tesouraria, cancelamento e/ou posterior alienação (venda) no mercado.
Atualmente, a companhia possui 8.498.257 ações preferenciais em tesouraria (1,06% do total da classe), frente a uma base de 733,6 milhões de ações PN em circulação no mercado (excluindo controladores e administradores).
Para completar o pacote de boas notícias, o conselho de administração da Marcopolo aprovou o pagamento de proventos de R$ 0,13 por ação, imputados ao dividendo obrigatório do exercício de 2026.
Para garantir o recebimento é preciso ter ações da Marcopolo ao final do pregão do dia 25 de agosto de 2026. A data "ex" começa em 26 de agosto.
Portanto, você pode adquirir os papéis agora para ter direito aos dividendos ou esperar a data de corte passar e comprá-los a um valor menor, porém sem direito aos proventos. O pagamento deve acontecer a partir de 9 de setembro de 2026.
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