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Apesar de toda a crise na varejista, o trio de acionistas de referência da Americanas (AMER3) conseguiu ficar ainda mais rico em 2023. Confira
O ano de 2023 foi uma verdadeira montanha-russa no mercado financeiro brasileiro — especialmente para quem acompanhou de perto o noticiário corporativo local logo no início do ano. Afinal, o mês de janeiro se iniciou com a descoberta de fraude contábil e rombo bilionário na Americanas (AMER3), uma das maiores varejistas do Brasil.
A revelação do buraco nos balanços da gigante do varejo levou a empresa à recuperação judicial e à fuga de investidores com temores sobre a saúde financeira da companhia.
Aliás, a crise na varejista foi tamanha que a empresa acabou por ser expulsa do Novo Mercado, o patamar mais elevado de governança corporativa da B3.
E, na realidade, o desenrolar dessa história ainda está se desenvolvendo. Você acompanha todas as notícias sobre a Americanas aqui.
Mas apesar de toda a crise na varejista, o trio de acionistas de referência da Americanas (AMER3) conseguiu ficar ainda mais rico em 2023.
Combinados, Jorge Paulo Lemann, Carlos ‘Beto’ Sicupira e Marcel Herrmann Telles embolsaram cerca de US$ 3,35 bilhões no ano — o equivalente a R$ 16,3 bilhões, nas cotações atuais.
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Vale lembrar que os bilionários ocupam lugar de destaque na lista de homens mais ricos do Brasil.
Na realidade, Lemann é considerado a pessoa mais rica do país, com uma fortuna estimada em US$ 23,4 bilhões (R$ 114,3 bilhões), segundo a Bloomberg. No ranking mundial, o bilionário ocupa o 73º lugar na lista dos maiores ricaços.
Já Telles atualmente detém a terceira maior fortuna do Brasil. Seu patrimônio chegou a US$ 10,7 bilhões, o que, nas conversões atuais, corresponde a cerca de R$ 52,3 bilhões. No mundo, o bilionário ocupa a 193ª posição no ranking das pessoas mais ricas.
Já Beto Sicupira detém o quinto maior patrimônio do país, com uma riqueza de aproximadamente US$ 9 bilhões, correspondente a algo próximo de R$ 44 bilhões.
| Nome | Fortuna | Ganho/perda de patrimônio no ano | Segmento |
|---|---|---|---|
| Eduardo Saverin | US$ 19,3 bilhões | US$ 12,5 bilhões | Tecnologia |
| André Esteves | US$ 9,61 bilhões | US$ 3,43 bilhões | Finanças |
| Jorge Paulo Lemann | US$ 23,1 bilhões | US$ 1,91 bilhão | Comidas e Bebidas |
| Fernando Moreira Salles | US$ 7,05 bilhões | US$ 1,71 bilhão | Finanças |
| Pedro Moreira Salles | US$ 7,15 bilhões | US$ 1,67 bilhão | Finanças |
| Walther Moreira Salles Jr | US$ 6,09 bilhões | US$ 1,01 bilhão | Finanças |
| João Moreira Salles | US$ 6,09 bilhões | US$ 1,01 bilhão | Finanças |
| Marcel Telles | US$ 10,6 bilhões | US$ 781 milhões | Comidas e Bebidas |
| Carlos Sicupira | US$ 8,89 bilhões | US$ 661 milhões | Comidas e Bebidas |
| Jorge Moll & family | US$ 7,44 bilhões | US$ 503 milhões | Saúde |
É quase impossível falar do trio de bilionários composto por Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles sem tocar no tópico da AB Inbev (ABUD34). Afinal, foi a dona da Ambev (ABEV3) que rendeu a eles grande parte de suas fortunas.
Apesar do tamanho e relevância do conglomerado de bebidas, não foi a dona da Skol e Budweiser que fez os executivos ganharem ainda mais destaque no noticiário corporativo em 2023. Mas vamos do início.
A história dos investidores começa lá atrás, na década de 1970, quando compraram o banco de investimentos Garantia — e deram início à cultura empresarial pela qual carregam fama até hoje.
Não demorou muito para os empresários deixarem as finanças tradicionais de lado para começar a investir em empresas da “economia real” — e uma delas foi justamente a Americanas (AMER3).
No começo dos anos 1980, o trio de investidores começou a adquirir cada vez mais participações na empresa, até que se tornaram controladores da varejista. Na época, Sicupira foi o escolhido para ficar à frente da gestão da companhia.
Foi no comando da Americanas que Sicupira recebeu o apelido de “rolo compressor”, em razão ao modelo rígido de gestão do executivo, que implicava em um controle rigorosíssimo dos custos e em uma forte cultura de meritocracia.
O relacionamento entre o trio de investidores e a Americanas perdura até hoje. Aliás, foi enquanto os investidores ocupavam as cadeiras do conselho de administração da companhia que ela se tornou o quinto maior império varejista do Brasil.
Acontece que o mundo dos investimentos tem seus reveses — e, no caso da Americanas (AMER3), dizer que a situação ficou complicada seria um eufemismo.
A crise da Americanas pegou o mercado de surpresa. Afinal, até então, a varejista vinha quebrando recorde atrás de recorde nos balanços. A empresa encerrou 2021 com lucro líquido de R$ 731 milhões — o maior já registrado pela companhia até então.
Na época, a empresa havia finalizado um processo de reorganização societária da Lojas Americanas com a B2W. Assim, as antigas ações LAME3 e LAME4 deixaram de ser negociadas para dar lugar aos papéis AMER3 — correspondentes à Americanas S.A.
Com a divulgação dos dados, o então CEO da Americanas, Miguel Gutierrez, afirmou que o 4º trimestre de 2021 havia marcado o início da colheita dos benefícios da unificação das bases acionárias.
Em comunicado na ocasião, o executivo destacou que a empresa cumpriu o compromisso de crescer as vendas acima do ritmo do mercado.
O ano de 2022 parecia tão promissor para a Americanas quanto 2021, especialmente com o fim da pandemia e a volta gradual à normalidade. Na época, a empresa foi considerada uma das principais varejistas a surfar a retomada econômica.
Foi em meados do ano passado que Miguel Gutierrez deixou o cargo de CEO após 20 anos ocupando a cadeira. Um nome já conhecido do mercado foi escolhido para assumir a posição: Sergio Rial, antigo diretor executivo do Santander (SANB11).
Ele chegava na Americanas para fazer uma transição importante para a varejista, levando a companhia para o e-commerce.
Acontece que a gestão de Rial na Americanas relâmpago. O executivo assumiu o cargo em janeiro de 2023 e ocupou a cadeira de CEO por apenas 10 dias — logo saíram as notícias de “inconsistências contábeis” bilionárias na varejista, que em pouco tempo revelaram se tratar de fraudes financeiras.
Após a crise financeira na companhia se tornar pública, a varejista sofreu na bolsa brasileira com a perda de confiança — tanto dos investidores como do mercado como um todo.
Logo depois da apuração das “inconsistências contábeis”, bancos de investimento como Morgan Stanley, XP e Itaú BBA suspenderam as recomendações para as ações AMER3.
Não à toa, os papéis despencaram fortemente ao longo deste ano, não apenas caindo para a classificação de “penny stock” — isto é, uma ação negociada abaixo de R$ 1,00 —, como também perdendo lugar no Ibovespa, o principal índice acionário da B3.
Ainda que a recuperação judicial da companhia tenha sido aprovada logo no começo deste ano, só recentemente a varejista conseguiu a aprovação do plano de reestruturação em assembleia com credores.
Mas nem mesmo as expectativas sobre o andamento da RJ da varejista foram capazes de reconquistar a confiança dos investidores por enquanto.
As ações ainda operam em baixa na bolsa brasileira. Só em um mês, os papéis AMER3 acumularam desvalorização de 25%. Se estendermos o horizonte para o ano inteiro, as ações amargaram uma queda superior a 90% em 2023.
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