🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

LUCRO NA CRISE

Jorge Paulo Lemann e outros dois bilionários ganharam mais de R$ 16 bilhões neste ano mesmo com crise na Americanas (AMER3). Veja os brasileiros que mais lucraram em 2023

Apesar de toda a crise na varejista, o trio de acionistas de referência da Americanas (AMER3) conseguiu ficar ainda mais rico em 2023. Confira

Camille LimaDani Alvarenga
24 de dezembro de 2023
12:09 - atualizado às 11:11
Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, bilionários acionistas da Americanas (AMER3)
Carlos Alberto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Herrmann Telles, acionistas da Americanas (AMER3) - Imagem: Shutterstock/Ambev/Seu Dinheiro - Montagem Brenda Silva

O ano de 2023 foi uma verdadeira montanha-russa no mercado financeiro brasileiro — especialmente para quem acompanhou de perto o noticiário corporativo local logo no início  do ano. Afinal, o mês de janeiro se iniciou com a descoberta de fraude contábil e rombo bilionário na Americanas (AMER3), uma das maiores varejistas do Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A revelação do buraco nos balanços da gigante do varejo levou a empresa à recuperação judicial e à fuga de investidores com temores sobre a saúde financeira da companhia.

Aliás, a crise na varejista foi tamanha que a empresa acabou por ser expulsa do Novo Mercado, o patamar mais elevado de governança corporativa da B3.

E, na realidade, o desenrolar dessa história ainda está se desenvolvendo. Você acompanha todas as notícias sobre a Americanas aqui.

Mas apesar de toda a crise na varejista, o trio de acionistas de referência da Americanas (AMER3) conseguiu ficar ainda mais rico em 2023. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Combinados, Jorge Paulo Lemann, Carlos ‘Beto’ Sicupira e Marcel Herrmann Telles embolsaram cerca de US$ 3,35 bilhões no ano — o equivalente a R$ 16,3 bilhões, nas cotações atuais.

Leia Também

Vale lembrar que os bilionários ocupam lugar de destaque na lista de homens mais ricos do Brasil.

Na realidade, Lemann é considerado a pessoa mais rica do país, com uma fortuna estimada em US$ 23,4 bilhões (R$ 114,3 bilhões), segundo a Bloomberg. No ranking mundial, o bilionário ocupa o 73º lugar na lista dos maiores ricaços.

Já Telles atualmente detém a terceira maior fortuna do Brasil. Seu patrimônio chegou a US$ 10,7 bilhões, o que, nas conversões atuais, corresponde a cerca de R$ 52,3 bilhões. No mundo, o bilionário ocupa a 193ª posição no ranking das pessoas mais ricas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já Beto Sicupira detém o quinto maior patrimônio do país, com uma riqueza de aproximadamente US$ 9 bilhões, correspondente a algo próximo de R$ 44 bilhões.

Confira os bilionários que mais ganharam dinheiro no Brasil em 2023:

NomeFortunaGanho/perda de patrimônio no anoSegmento
Eduardo SaverinUS$ 19,3 bilhõesUS$ 12,5 bilhõesTecnologia
André EstevesUS$ 9,61 bilhõesUS$ 3,43 bilhõesFinanças
Jorge Paulo LemannUS$ 23,1 bilhõesUS$ 1,91 bilhãoComidas e Bebidas
Fernando Moreira SallesUS$ 7,05 bilhõesUS$ 1,71 bilhãoFinanças
Pedro Moreira SallesUS$ 7,15 bilhõesUS$ 1,67 bilhãoFinanças
Walther Moreira Salles JrUS$ 6,09 bilhõesUS$ 1,01 bilhãoFinanças
João Moreira SallesUS$ 6,09 bilhõesUS$ 1,01 bilhãoFinanças
Marcel TellesUS$ 10,6 bilhõesUS$ 781 milhõesComidas e Bebidas
Carlos SicupiraUS$ 8,89 bilhõesUS$ 661 milhõesComidas e Bebidas
Jorge Moll & familyUS$ 7,44 bilhõesUS$ 503 milhõesSaúde
Fonte: Bloomberg Billionaires Index | Dados coletados em 22 de dezembro de 2023.

O trio de bilionários da Americanas (AMER3)

É quase impossível falar do trio de bilionários composto por Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles sem tocar no tópico da AB Inbev (ABUD34). Afinal, foi a dona da Ambev (ABEV3) que rendeu a eles grande parte de suas fortunas.

Apesar do tamanho e relevância do conglomerado de bebidas, não foi a dona da Skol e Budweiser que fez os executivos ganharem ainda mais destaque no noticiário corporativo em 2023. Mas vamos do início.

A história dos investidores começa lá atrás, na década de 1970, quando compraram o banco de investimentos Garantia — e deram início à cultura empresarial pela qual carregam fama até hoje.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não demorou muito para os empresários deixarem as finanças tradicionais de lado para começar a investir em empresas da “economia real” — e uma delas foi justamente a Americanas (AMER3).

No começo dos anos 1980, o trio de investidores começou a adquirir cada vez mais participações na empresa, até que se tornaram controladores da varejista. Na época, Sicupira foi o escolhido para ficar à frente da gestão da companhia.

Foi no comando da Americanas que Sicupira recebeu o apelido de “rolo compressor”, em razão ao modelo rígido de gestão do executivo, que implicava em um controle rigorosíssimo dos custos e em uma forte cultura de meritocracia.

O relacionamento entre o trio de investidores e a Americanas perdura até hoje. Aliás, foi enquanto os investidores ocupavam as cadeiras do conselho de administração da companhia que ela se tornou o quinto maior império varejista do Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acontece que o mundo dos investimentos tem seus reveses — e, no caso da Americanas (AMER3), dizer que a situação ficou complicada seria um eufemismo.

O que aconteceu com a Americanas (AMER3) em 2023

A crise da Americanas pegou o mercado de surpresa. Afinal, até então, a varejista vinha quebrando recorde atrás de recorde nos balanços. A empresa encerrou 2021 com lucro líquido de R$ 731 milhões — o maior já registrado pela companhia até então.

Na época, a empresa havia finalizado um processo de reorganização societária da Lojas Americanas com a B2W. Assim, as antigas ações LAME3 e LAME4 deixaram de ser negociadas para dar lugar aos papéis AMER3 — correspondentes à Americanas S.A.

Com a divulgação dos dados, o então CEO da Americanas, Miguel Gutierrez, afirmou que o 4º trimestre de 2021 havia marcado o início da colheita dos benefícios da unificação das bases acionárias. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em comunicado na ocasião, o executivo destacou que a empresa cumpriu o compromisso de crescer as vendas acima do ritmo do mercado.

O ano de 2022 parecia tão promissor para a Americanas quanto 2021, especialmente com o fim da pandemia e a volta gradual à normalidade. Na época, a empresa foi considerada uma das principais varejistas a surfar a retomada econômica.

Foi em meados do ano passado que Miguel Gutierrez deixou o cargo de CEO após 20 anos ocupando a cadeira. Um nome já conhecido do mercado foi escolhido para assumir a posição: Sergio Rial, antigo diretor executivo do Santander (SANB11). 

Ele chegava na Americanas para fazer uma transição importante para a varejista, levando a companhia para o e-commerce.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acontece que a gestão de Rial na Americanas relâmpago. O executivo assumiu o cargo em janeiro de 2023 e ocupou a cadeira de CEO por apenas 10 dias — logo saíram as notícias de “inconsistências contábeis” bilionárias na varejista, que em pouco tempo revelaram se tratar de fraudes financeiras.

Após a crise financeira na companhia se tornar pública, a varejista sofreu na bolsa brasileira com a perda de confiança — tanto dos investidores como do mercado como um todo. 

Logo depois da apuração das “inconsistências contábeis”, bancos de investimento como Morgan Stanley, XP e Itaú BBA suspenderam as recomendações para as ações AMER3.

Não à toa, os papéis despencaram fortemente ao longo deste ano, não apenas caindo para a classificação de “penny stock — isto é, uma ação negociada abaixo de R$ 1,00 —, como também perdendo lugar no Ibovespa, o principal índice acionário da B3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que a recuperação judicial da companhia tenha sido aprovada logo no começo deste ano, só recentemente a varejista conseguiu a aprovação do plano de reestruturação em assembleia com credores.

Mas nem mesmo as expectativas sobre o andamento da RJ da varejista foram capazes de reconquistar a confiança dos investidores por enquanto. 

As ações ainda operam em baixa na bolsa brasileira. Só em um mês, os papéis AMER3 acumularam desvalorização de 25%. Se estendermos o horizonte para o ano inteiro, as ações amargaram uma queda superior a 90% em 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AUMENTO DE CAPITAL

A conta aumentou: Banco de Brasília (BRB) busca aporte de quase R$ 9 bilhões com acionistas após caso do Banco Master; entenda

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.

A ESTRELA DO MERCADO CAIU?

Rede D’Or (RDOR3) tem alta de 39,2% no lucro, mas ação cai forte na bolsa; expectativas estavam altas demais?

26 de fevereiro de 2026 - 10:40

A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima

ALÍVIO NO CAPITAL

Banco do Brasil (BBAS3) quer mais fôlego no balanço e renegocia prazo para pagamento de R$ 4,1 bilhões ao Tesouro

26 de fevereiro de 2026 - 10:12

Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027

PROVENTOS NO RADAR

Engie Brasil (EGIE3) anuncia mais de meio bilhão de reais em dividendos após balanço do 4T25

25 de fevereiro de 2026 - 19:57

Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado

BTG SUMMIT 2026

Executivos da Amazon e do Google alertam: a IA é uma questão de sobrevivência para as empresas

25 de fevereiro de 2026 - 19:30

Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita

BALANÇO

Nubank (ROXO34) surpreende no 4T25: lucro cresce 50% e ROE atinge máxima histórica de 33%

25 de fevereiro de 2026 - 18:21

Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques

PLANO OUSADO... OU TEDIOSO?

Santander Brasil (SANB11) crava data para alcançar o sonhado ROE acima de 20%; banco mira eficiência na briga com fintechs

25 de fevereiro de 2026 - 16:29

Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players

RAIO-X DO BALANÇO

Lucro da C&A (CEAB3) cresce no 4T25, mas vendas perdem força. O que fazer com a ação agora?

25 de fevereiro de 2026 - 13:15

Pressão no vestuário e ambiente promocional intenso limitaram o crescimento, mas bancos enxergam ganhos operacionais à frente

REAÇÃO AO BALANÇO

O pior trimestre em 10 anos: WEG (WEGE3) decepciona no crescimento no 4T25. Ainda vale pagar caro pela excelência?

25 de fevereiro de 2026 - 12:39

Lucro vem abaixo do esperado e receita perde força, mas analistas revelam “trunfo” do balanço; veja o que esperar

VAI TER ROE DE BANCÃO?

Depois do IPO, vale investir? BB Investimentos inicia cobertura de PicPay com recomendação de compra e potencial de alta de 32%

25 de fevereiro de 2026 - 11:58

Enquanto algumas empresas no estágio de abertura de capital ainda estão queimando caixa para crescer, essa não é a história do PicPay, diz o BB Investimentos, e ROE pode chegar ao nível do de grandes bancos nos próximos anos

DEPOIS DO AVAL DA JUSTIÇA

Oi (OIBR3) põe R$ 140 milhões ‘na mesa’ em 2º leilão para pagar credores de fora da RJ, mas exige desconto de até 70%

25 de fevereiro de 2026 - 10:37

Com aval da Justiça, a Oi (OIBR3) busca quitar dívidas fora do plano da RJ, reservando R$ 140 milhões aos credores que aceitarem dar descontos de até 70% para receber antes

VEJA OS NÚMEROS DO BALANÇO

Pão de Açúcar (PCAR3): há “incerteza relevante” sobre capacidade da empresa de seguir de pé, diz auditoria; veja detalhes

25 de fevereiro de 2026 - 8:47

Com déficit de capital circulante de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão em dívidas vencendo em 2026, varejista recebe ressalva da Deloitte sobre continuidade operacional, enquanto diz renegociar débitos. Grupo divulgou resultados do 4T25 ontem

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A empresa escondida que quer fazer IPO na Nasdaq, os resultados corporativos e o que mais você precisa saber hoje

25 de fevereiro de 2026 - 8:37

Transire tem 75% do mercado de fabricação de maquininhas de pagamento e grandes sonhos para os próximos anos: conheça a história da empresa e suas aspirações de abertura de capital

'IMPÉRIO' DISCRETO

Transire: a empresa brasileira que ninguém vê, mas todo mundo usa — e que agora quer IPO na Nasdaq para bancar expansão global

25 de fevereiro de 2026 - 6:01

Com 75% do mercado brasileiro e R$ 2 bilhões em receita, a fabricante de maquininha de cartão agora aposta em ecossistema próprio. A companhia está por trás de marcas como Stone, Cielo e outras

DE MUDANÇA

Santander (SANB11) anuncia nova sede corporativa sustentável em São Paulo; projeto é desenvolvido pela GTIS Partners

24 de fevereiro de 2026 - 19:48

Campus JK reunirá três torres corporativas interligadas e seguirá padrões internacionais de eficiência energética

CORRIDA TECNOLÓGICA

Meta escolhe a AMD para turbinar data center de IA e embala Wall Street; entenda o que está por trás do acordo de US$ 100 bilhões

24 de fevereiro de 2026 - 18:09

O acordo marca um avanço importante da AMD na disputa direta com a Nvidia pelo domínio do mercado de GPUs voltadas ao boom da IA

FICOU PARA TRÁS

Comeu poeira? Ação do Nubank decepciona entre os bancos em 2026, mas analistas enxergam “oportunidade rara” antes do 4T25

24 de fevereiro de 2026 - 17:47

Enquanto os bancões brasileiros sobem mais de 20% no ano, o roxinho patina em Wall Street. Às vésperas do 4T25, analistas veem oportunidade onde o mercado vê risco; veja o que esperar

COM A PALAVRA, ACCIOLY

Quem falhou no caso Banco Master? Presidente da CVM rebate críticas e fala em “alinhamento perverso” no mercado

24 de fevereiro de 2026 - 15:53

Em audiência no Senado, João Accioly afirma que o problema não foi falta de ação da CVM, já que investigação já mirava o banco antes da crise explodir

MUDANÇA DE ROTA

Vale a pena voltar para a Azul (AZUL53)? Bradesco BBI melhora recomendação após reestruturação bilionária

24 de fevereiro de 2026 - 15:30

Banco eleva recomendação para neutra após reestruturação reduzir dívida, juros e custos de leasing; foco agora é gerar caixa e diminuir alavancagem

MUDANÇA NO CONTROLE

Quem é David Neeleman, fundador da Azul (AZUL53) que deixou de controlar a empresa e vive nova fase financeira

24 de fevereiro de 2026 - 15:27

Reestruturação da Azul dilui participação do fundador, que segue no Conselho de Administração

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar