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O banco de investimentos tem recomendação neutra para esses papéis, com preço-alvo de US$ 9,50 em 12 meses, mas diz que vale a pena comprar agora; entenda por quê
Na história de “Ali Babá e os Quarenta Ladrões” bastava dizer “abre-te, sésamo”, que a boca de uma caverna se abria e dava acesso ao tesouro escondido pelos quarenta ladrões. Já o investidor que quiser encontrar uma oportunidade para lucrar não precisará dizer palavras mágicas para ter acesso a uma ação com ganhos no curto prazo.
Segundo o BTG Pactual, essa janela de oportunidade está aberta para o Nubank (ROXO34), cujo desempenho negativo dos papéis no último mês deu espaço para a compra ao menos no curto prazo.
O banco de investimentos tem recomendação neutra para as ações do Nubank, com preço-alvo de US$ 9,50 em 12 meses — o que representa um potencial de valorização de 14,5% em relação ao fechamento de sexta-feira (1).
“Permanecemos neutros, mas do ponto de vista da negociação, o recente desempenho inferior das ações, além de nossas expectativas de resultados muito fortes no quarto trimestre, provavelmente tornam as ações do Nubank uma oportunidade melhor de curto prazo do que muitos dos nomes que recentemente se recuperaram no Brasil, como o Inter, que rebaixamos recentemente”, diz o BTG em relatório.
Por volta de 12h20, a ação Nubank caía 1,16% na B3, cotadas a R$ 6,78. Em Nova York, os papéis NU recuavam 1,20%, a US$ 8,20. Acompanhe a nossa cobertura ao vivo dos mercados.
Para o BTG, os múltiplos altos do Nubank deixam pouco espaço para erros ou resultados abaixo do esperado no longo prazo, mas em um horizonte menor, o preço ficou mais atrativo.
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Segundo o banco de investimentos, a queda de 1% das ações da fintech em novembro foi surpreendente, porque outros ativos de maior risco subiram. O Ibovespa, por exemplo, teve alta de 12,5%, e o Nasdaq, de empresas de tecnologia listadas nos EUA, subiu 11%.
No mesmo período, papéis brasileiros dos setores financeiro e de tecnologia também tiveram bom desempenho. As ações da B3 e do BTG avançaram 20% cada, enquanto as da XP tiveram alta de 15%, as do Mercado Livre, de 15%, e as do Inter, de 15%. Stone e PagSeguro subiram 57% e 43%, respectivamente.
Após uma pesquisa com investidores, o BTG detectou que a maior parte deles tem previsões otimistas para o Nubank no longo prazo, relacionadas à evolução da operação no México ou à operação de crédito consignado no Brasil.
Entretanto, para 72% deles, as ações caíram em novembro porque as expectativas estavam muito altas — acima dos resultados do terceiro trimestre, que a casa considera fortes.
A janela de oportunidade para o Nubank está aberta no curto prazo, mas para um período mais longo, a história é um pouco diferente.
"Ainda que tenhamos uma visão construtiva para o sucesso do Nubank e já estejamos mais otimistas que o mercado, principalmente para 2024-2025, temos dificuldade em sermos mais otimistas com a ação em horizonte mais longo", diz o BTG.
O banco de investimentos, repetidamente, mostrou preocupação com os múltiplos muito altos do Nubank, e com o impressionante valor de mercado de US$ 39 bilhões.
A análise do BTG é de que o Nubank terá resultados bastante fortes nos próximos dois anos, acompanhados de expectativas também altas.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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