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Conselho de administração da estatal aprovou o ex-BNDES e ex-executivo da Iguá Saneamento para o comando da companhia. Salcedo trabalhou com o governador de SP no ministério da Infraestrutura
O novo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), conseguiu emplacar sua indicação para o cargo de diretor-presidente da companhia de saneamento do estado, a Sabesp (SBSP3).
Nesta quinta-feira (12), a companhia publicou fato relevante informando que seu conselho de administração elegeu como novo CEO André Salcedo, que foi diretor de Fomento do Ministério da Infraestrutura na gestão de Tarcísio.
Ele assume o comando da empresa no lugar de Benedito Pinto Ferreira Braga Júnior e também passa a integrar o conselho.
O governador de São Paulo e ex-ministro da Infraestrutura de Bolsonaro havia sinalizado a indicação de Salcedo para a presidência da Sabesp no início de dezembro, o que provocou uma reação negativa dos papéis na bolsa. Hoje, as ações estatal abriram o dia em alta, mas passaram a cair cerca de 0,5% perto das 11h30. Acompanhe nossa cobertura completa de mercados.
No dia 30 de dezembro, a Sabesp confirmou, em fato relevante, que Tarcísio havia pedido ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a liberação de Salcedo para assumir a presidência da companhia. O executivo fez carreira no banco de fomento, onde ocupou diversas posições entre 2003 e 2019.
André Gustavo Salcedo Teixeira Mendes é formado em engenharia elétrica e de produção pela PUC-Rio, por onde também tem mestrado em engenharia elétrica.
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Além de ter atuado no serviço público em diversas posições no BNDES e no Ministério da Infraestrutura de Bolsonaro, Salcedo também tem experiência no setor de saneamento, tendo ocupado a Diretoria Executiva de Novos Negócios da Iguá Saneamento entre 2020 e 2021.
A trajetória do novo CEO da Sabesp, no entanto, também foi marcada por controvérsias. Salcedo chegou a ser alvo de uma operação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal por suspeita de gestão fraudulenta quando era chefe do Departamento de Investimento da BNDESPAR.
Em 2017, ele sofreu condução coercitiva junto de outros técnicos no âmbito da Operação Bullish, que investigava as operações do BNDES com o frigorífico JBS.
A denúncia, no entanto, só foi apresentada pelo MPF em março de 2019, quando Salcedo já estava trabalhando no Ministério da Infraestrutura, então comandado por Tarcísio. Na denúncia, o MPF alegava que o BNDES teria tido R$ 1,8 bilhão de prejuízo nas operações com a JBS.
Dois meses depois da denúncia, a Justiça Federal do Distrito Federal rejeitou a peça, alegando que faltavam indícios contra os técnicos e que eles teriam sido usados pelos réus, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho.
Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio
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