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Os detentores das ações PCAR3 terão o direito de receber esses BDRs ao final do pregão do dia 22 de agosto; depois dessa data, os papéis passarão a ser ex-direito
A novela da cisão do Pão de Açúcar (PCAR3) e do Êxito parece que entrou na reta final. Nesta terça-feira (08), o GPA recebeu autorização do órgão regulador da Colômbia para a transferência das ações da rede colombiana aos acionistas do grupo brasileiro.
Recapitulando, em fevereiro deste ano, os acionistas do GPA decidiram pela separação do Êxito — que, inclusive, recebeu propostas do bilionário colombiano Jaime Gilinski. A recusa veio por um motivo aparentemente simples: o valor oferecido foi considerado baixo demais.
Com a autorização de hoje, o GPA entregará aos seus acionistas 1.080.556.276 ações do Êxito em posse da companhia, na proporção de 4 ações de emissão da rede colombiana para cada ação do Pão de Açúcar.
Esses papéis serão distribuídos tanto na forma de BDRs quanto de ADRs — estes últimos negociados na bolsa New York Stock Exchange (NYSE). O número representa aproximadamente 83% da participação do GPA no Êxito.
Os detentores das ações PCAR3 terão o direito de receber esses BDRs após o fim do pregão do dia 22 de agosto. Esses papéis passarão a ser ex-direito a partir do dia 23 deste mês.
O valor dos BDRs entregues aos acionistas terá como base o valor contábil do dia 30 de setembro de 2022, o que corresponde a cerca de R$ 7,133 bilhões.
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No mesmo comunicado enviado ao mercado, o Pão de Açúcar informa que os BDRs passarão a ser negociados na B3 com o ticker EXCO. Os créditos desses recibos acontecem no dia 25 de agosto.
Os investidores poderão fazer a conversão de seus BDRs em ADRs (ou vice-versa) ou em ações de emissão do Êxito até 2 de outubro deste ano. “Não será cobrada taxa de cancelamento ou emissão, conforme o caso”, diz o documento.
Por último, o GPA ainda afirmou que irá convocar uma assembleia geral para nivelar o valor da redução de capital, aprovado no encontro de fevereiro deste ano. O comunicado ainda destaca que maiores informações sobre o tema serão divulgadas ao mercado.
O “lugar de gente feliz” faz parte do grupo francês Casino, que passará a deter participação na Êxito após a segregação, como mostrado no documento:
Entretanto, os europeus parecem estar de malas prontas para deixar a operação da América Latina de lado. O Casino anunciou que pretende se retirar definitivamente da região, tendo inclusive vendido o que restava de sua fatia na rede de atacarejo Assaí (ASAI3).
A empresa que chegou a ser gerida pelo bilionário Abilio Diniz no passado está em um processo de reestruturação da dívida — e, recentemente, as chances de um calote voltaram. Os conciliadores, aqueles que conduzem as negociações da reestruturação da dívida, solicitaram aos credores que renunciassem o direito de reivindicar pagamentos antecipados com base em qualquer caso de inadimplência.
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