Giro corporativo: Petrobras, Oi, CSN Mineração e Gafisa
A Petrobras (PETR4) e a CSN Mineração (CMIN3) vão engordar o caixa, mas por motivos bem distintos. Confira alguns dos destaques do giro corporativo

A Petrobras (PETR4) e a CSN Mineração (CMIN3) vão engordar o caixa, mas por motivos bem distintos. A Oi (OIBR3) decidiu jogar a toalha e retirou as projeções para o negócio da empresa dentro do plano estratégico feito em 2021, enquanto a Gafisa (GFSA3) anunciou a convocação de uma nova assembleia de acionistas.
Leia a seguir alguns dos destaques do giro corporativo desta terça-feira:
Petrobras (PETR4): devolução de R$ 456 milhões
O acerto de contas pelo escândalo de corrupção na Petrobras (PETR4) ainda não terminou. A estatal recebeu a devolução de aproximadamente R$ 456 milhões da UOP LLC, uma subsidiária da Honeywell International.
O dinheiro recuperado faz parte de acordo de leniência da empresa com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU).
O acerto envolveu uma atuação coordenada com Ministério Público Federal (MPF) e autoridades norte-americanas, de acordo com a Petrobras, que não teve acesso ao acordo.
CSN Mineração (CMIN3): pré-pagamento de US$ 500 milhões
A CSN Mineração (CMIN3) fechou acordo de fornecimento de longo prazo de minério de ferro com a trader suíça Glencore International. A companhia vai receber um pré-pagamento de até US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões, no câmbio atual) por aproximadamente 13 milhões de toneladas.
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O fornecimento tem prazo de quatro anos, com início em 2024. O desembolso ocorrerá quando forem cumpridas certas condições precedentes, habituais para este tipo de transação, de acordo com a CSN Mineração.
- LEIA TAMBÉM: CSN Mineração (CMIN3) fecha contrato de compra e venda de minério com a Glencore, gigante anglo-suíça
Oi (OIBR3) retira guidance
Os acionistas da Oi (OIBR3) já não podem mais contar com as projeções (guidance) para o negócio da companhia. Isso porque a operadora anunciou a retirada das estimativas operacionais e financeiras divulgadas em julho de 2021.
No documento, a Oi fazia uma série de projeções sobre a receita líquida e crescimento do negócio de fibra ótica dentro do plano estratégico. Havia a expectativa, por exemplo, de que a "nova Oi" registrasse um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) entre R$ 1,9 bilhão e R$ 2,3 bilhão em 2024.
A empresa decidiu retirar o guidance diante das "relevantes mudanças no cenário macroeconômico brasileiro e a consequente contrapartida no ambiente competitivo e nas necessidades de financiamento da companhia". Leia a íntegra do comunicado.
Gafisa (GFSA3) atende pedido da Esh e convoca nova assembleia
Pouco mais de uma semana após a última assembleia geral extraordinária da Gafisa (GFSA3), a companhia anunciou que fará outro encontro de acionistas em 10 de fevereiro. A nova AGE foi solicitada novamente pela Esh Capital, acionista da empresa cujo pedido também foi responsável pela convocação anterior.
A proposta da gestora foi derrotada no encontro de janeiro, mas não desistiu da batalha pública que trava contra o empresário Nelson Tanure e outros controladores da Gafisa. Agora ela pede a suspensão dos direitos políticos da Planner, MAM Asset, Trustee Distribuidora, Banco Master e pessoas físicas e jurídicas que tenham qualquer tipo de ligação com Tanure até que uma oferta pública de aquisição (OPA) seja realizada com base na poison pill — ou pílula de veneno.
O dispositivo está presente no estatuto das empresas e é utilizado para dificultar a tomada de controle de uma empresa com capital pulverizado na bolsa. No caso da Gafisa, o estatuto social determina que qualquer investidor que atingir 30% do capital precisa lançar uma oferta pública de aquisição das ações dos demais acionistas.
Vale destacar que, antes da última assembleia, Nelson Tanure e outros controladores da empresa fortaleceram a posição para a votação. A MAM Asset Management, gestora do Banco Master e veículo de investimentos do empresário, aumentou para 20,54% sua participação na Gafisa.
O argumento da Esh é o de que por mais que a MAM não tenha ultrapassado a linha dos 30%, a fatia detida pela asset, somada a eventuais participações detidas por Tanure e outros veículos ligados a ele, atingiram cerca de 44,33%, marca que dispararia a poison pill e exigiria a realização de uma OPA.
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