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Recuperação judicial

Em quatro meses, Americanas perde mais de 5 mil funcionários e fecha 30 lojas

Informações constam em documentos do administrador judicial da companhia

Fachada de loja da Americanas (AMER3)
Fachada de loja da Americanas (AMER3). - Imagem: Divulgação

Pouco mais de quatro meses depois de chacoalhar o Brasil com a revelação de "inconsistências contábeis" de cerca de R$ 40 bilhões, a Americanas já perdeu mais de 5 mil funcionários e fechou 30 lojas.

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Os dados estão disponíveis no relatório semanal de monitoramento periódico do administrador judicial da Americanas.

No documento, consta a informação de que a Americanas tinha 38.098 funcionários celetistas no dia 21 de maio deste ano. Em relação a janeiro, houve uma queda de 5.025, entre colaboradores demitidos ou que pediram demissão.

A Americanas também informou que a quantidade de lojas ativas na mesma data era de 1.850, ante 1.880 em janeiro.

Os documentos do administrador judicial são a única fonte sobre as operações recentes da Americanas, dado que a varejista ainda não publicou as demonstrações financeiras do quarto trimestre de 2022 nem do primeiro trimestre deste ano.

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Caixa da Americanas encolhe

Além do relatório semanal, existe um relatório mensal, com informações sobre o caixa da companhia.

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O mais recente, referente a abril, indica que a Americanas encerrou o mês com caixa total de R$ 1,4 bilhão, o que corresponde a 38% do que a empresa tinha em abril de 2022.

A base de clientes ativos caiu 3,2 milhões de janeiro até abril, mas vale notar que a trajetória de queda já vinha acontecendo desde julho do ano passado.

No entanto, itens como receita bruta e volume bruto de mercadoria estão listados como sigilosos no documento.

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Relembre o caso

A Americanas entrou com pedido de recuperação judicial no dia 19 de janeiro, após a revelação de uma "inconsistência contábil" da ordem de R$ 20 bilhões uma semana antes.

A varejista montou um comitê independente para investigar o buraco e, nesse meio tempo, sua ação quase virou pó na bolsa.

O imbróglio ganhou contornos de disputa judicial antes mesmo da empresa protocolar a recuperação, quando a Americanas obteve uma decisão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que suspendia qualquer vencimento antecipado de dívidas e bloqueio de bens da companhia.

No seu pedido à Justiça, a Americanas disse que alguns credores já a estavam notificando para declarar o vencimento antecipado das obrigações, citando especificamente uma dívida junto ao BTG Pactual no valor de R$ 1,2 bilhão. O documento trouxe, ainda, uma explicação na qual a dívida total da varejista chegava a R$ 40 bilhões.

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Depois de muita briga com os bancos, a empresa conseguiu uma trégua e apresentou seu plano de recuperação judicial listando a venda de diversos ativos, desde o negócio do Hortifruti Natural da Terra até um jato executivo. Leia mais sobre o plano nesta matéria.

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