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O diretor presidente da EDP Brasil, João Marques da Cruz, explicou que esse ajuste não foi feito em 2021 porque a termelétrica estava contratada
A EDP Brasil (ENBR3) informou nesta quinta-feira (26) que reconhecerá uma imparidade de R$ 1,2 bilhão devido ao cancelamento do leilão de reserva de capacidade que estava previsto para acontecer no final de 2022, que levou à perda da janela mais adequada para renovação dos contratos da subsidiária Porto do Pecém Geração de Energia.
A empresa informou que apesar desse fato, não haverá impactos na geração de caixa prevista até julho de 2027, no pagamento de dívidas ou obrigações financeiras e na política de dividendos.
“Além do ajuste contábil, a consequência é absolutamente nada”, disse o diretor presidente da EDP Brasil, João Marques da Cruz, em teleconferência.
Cruz informou ainda que a decisão por fazer um ajuste de imparidade de R$ 1,2 bilhão é decorrente da incerteza sobre quando haverá um novo leilão no qual a usina poderá ser contratada.
O executivo explicou também que esse ajuste não foi feito em 2021 porque a termelétrica estava contratada, que o contrato vigente tem validade até julho de 2027 e que a partir do ano passado poderia fazer novos contratos.
No comunicado, a EDP esclareceu que continuará trabalhando ativamente para que novas oportunidades sejam criadas para a renovação dos contratos de Pecém, como forma de permitir que a usina continue a atuar em favor da segurança energética do sistema elétrico do País.
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A usina termelétrica está localizada no Ceará e tem capacidade instalada de 720 megawatts (MW). Ela dá suporte ao Sistema Interligado Nacional (SIN) no Nordeste, através de contratos de disponibilidade.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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