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Avanço das despesas financeiras e receita estagnada no segundo trimestre pesam no resultado da CVC, que está sob novo comando desde junho
Nem o dinheiro novo da oferta de ações realizada em junho nem o aumento demanda por viagens após a pandemia da covid-19 foram suficientes para tirar a CVC (CVCB3) do vermelho.
A operadora de turismo registrou prejuízo líquido de R$ 167 milhões no segundo trimestre, 76,1% a mais do que a perda do mesmo período de 2022.
Quem for atrás dos demais números do balanço também terá dificuldades em encontrar boas notícias. Após um início de ano animador, as reservas consumidas da CVC apresentaram um aumento de apenas 2% na comparação com abril e junho do ano passado e somaram R$ 3,6 bilhões.
No Brasil, as reservas apresentaram queda de 4%, puxada pelo negócio de B2B (viagens corporativas). Mas o avanço de 19,9% nas reservas consumidas na Argentina compensou o resultado mais fraco da operação brasileira.
Já o take rate — ou seja, o percentual das reservas que vai para a companhia — recuou 0,1 ponto percentual e ficou em 7,5%. Com isso, a receita líquida do grupo teve uma leve queda de 0,1%, para R$ 269,4 milhões.
Seja como for, o prejuízo maior da CVC em relação do segundo trimestre do ano passado é fruto principalmente do avanço das despesas financeiras.
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Com a alta da taxa básica de juros (Selic), o custo do endividamento da companhia aumentou. Assim, a empresa teve uma despesa 191,7% maior com o pagamento de juros e outros encargos.
A CVC, vale lembrar, passa por um longo processo de reestruturação. O grupo fechou um acordo para renegociar as dívidas com os credores de debêntures, que contemplava a realização de uma nova oferta de ações.
A empresa captou R$ 550 milhões na operação, mas o dinheiro da captação chegou tarde demais para ajudar no resultado do segundo trimestre. As restrições de capital afetaram negativamente os números do período, de acordo com a companhia.
Além da oferta de ações, a CVC passou por mudanças no comando em junho. Fabio Godinho assumiu o cargo de CEO no lugar de Leonel Andrade.
O novo CEO da CVC é próximo de Guilherme Paulus, fundador e antigo controlador da companhia de turismo, que decidiu investir novamente na companhia.
"A reunião de executivos experientes com o conhecimento detido pelos fundadores – agora também investidores – aporta know how de décadas e forma a 'nova velha CVC'", escreveu a companhia, no relatório que acompanha o balanço.
Veja a seguir os principais números do balanço da CVC:
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Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen