Como a Americanas (AMER3) impacta o futuro do Mercado Livre (MELI34)
Com o consumidor menos confiante diante dos problemas da Americanas (AMER3), empresas como o Mercado Livre (MELI34) devem ver mudanças em diversas linhas do balanço

A inesperada crise enfrentada pela Americanas (AMER3) e sua consequente entrada no processo de recuperação judicial já foi objeto de análise de muitos especialistas e curiosos, mas quando o assunto é o impacto da derrocada de uma das maiores varejistas do país para as suas principais concorrentes, os analistas preferem um tom mais conservador.
Ainda assim, é unanimidade que o fluxo de clientes, volume de acesso e até mesmo de vendedores cadastrados nas plataformas de marketplace devem migrar para as empresas mais resilientes do setor — como Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e Mercado Livre (NY: MELI).
Um mês após as primeiras notícias envolvendo os problemas financeiros da Americanas, as ações da varejista argentina acumulam ganhos de quase 20% e podem não parar por aí — ainda que não saia como a grande vencedora em todas as frentes.
Em relatório, analistas da Genial Investimentos apontam que "dado que o Mercado Livre concorre diretamente com o marketplace da Americanas no Brasil, existem algumas dinâmicas que podem ocorrer como consequência das novas circunstâncias neste mercado".
Confira cinco possíveis impactos da recuperação judicial da Americanas na operação do Mercado Livre:
1) Mais vendedores na plataforma?
Com uma grande incerteza com o que pode acontecer com a plataforma online da Americanas, muitos vendedores que utilizam o 'marketplace' da companhia podem repensar suas estratégias.
Leia Também
Isso, no entanto, não necessariamente será revertido em um forte fluxo de novos vendedores cadastrados no Mercado livre. Os analistas estimam que boa parte desse público já ofertava os seus produtos em mais de uma plataforma.
2) Fluxo aumentado
O número de vendedores pode até não crescer de forma significante, mas o fluxo de acessos deve sim aumentar —ainda que quase 80% do tráfego entre as varejistas tenha sobreposição.
Para os analistas, à medida que a confiança dos clientes em relação a Americanas se deteriora, a tendência é de que o fluxo deve ser impulsionado.
"Vemos esse efeito possivelmente tomando mais corpo a partir do 2T23, uma vez que um terço do 1T23 ainda foi afetado por muita especulação".
3) Ganho de volume de vendas no marketplace
Quando o assunto é o marketplace, o Mercado Livre já domina o cenário e é o grande líder dentre os concorrentes nacionais, mas ainda há espaço para mais.
Segundo a Genial, MELI tem potencial para ter um volume de vendas online no marketplace 3 vezes maior do que o segundo colocado, Mercado Livre.
Com a credibilidade deteriorada, fornecedores também podem buscar relações melhores com outras varejistas. Nesse caso, a casa de análise vê espaço para que a empresa fortaleça a sua operação de vendas direto ao consumidor.
"Nesse caso, dado que o Mercado Livre vem investindo no aumento da operação 1P, vemos isso como positivo para a evolução desse canal. Porém, ainda acreditamos que a maior parte do GMV 1P seria convertido para Via e Magalu, grandes players nessa operação".
5) Ganho de fatia de mercado
Com a Americanas perdendo espaço, é natural que os clientes migrem para outras plataformas.
Há espaço para que uma fatia desse mercado vá para o Mercado Livre, mas pela empresa ter uma fatia relevante do total, o crescimento deve ser mais modesto do que o visto, por exemplo, nos números do Magazine Luiza.
O que esperar do balanço?
Mas enquanto os efeitos ainda se encontram no campo das hipóteses, o que esperar do balanço do quarto trimestre é algo mais tangível.
A Genial espera que o Mercado Livre entregue um crescimento acima dos seus pares nas vendas da Black Friday, assim como também crescimento de sua fatia de mercado e maior volume de vendas durante a Copa do Mundo — ao contrário do que ocorreu com os players locais.
Assim, a casa de análise decidiu elevar o preço-alvo das ações; com recomendação de compra, os analistas estimam os papéis em US$ 1.397,40 ao fim de 2023 — um potencial de alta de mais de 20%. Já o BDR de MELI34 tem um valor estimado de R$ 60,06.
VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS