Com “atraso” de dois anos, XP atinge marca de R$ 1 trilhão em ativos de clientes
A expectativa inicial de Guilherme Benchimol, sócio-fundador da XP, era ingressar no "clube do trilhão" ainda em 2021, mas alta dos juros reduziu o ritmo de crescimento

Pioneira entre as plataformas de investimento fora dos grandes bancos, a XP alcançou a marca histórica de R$ 1 trilhão em ativos de clientes. O anúncio aconteceu neste domingo, mas chegou com um "atraso" de dois anos em relação aos planos originais.
A expectativa de Guilherme Benchimol, sócio-fundador da XP, era ingressar no "clube do trilhão" ainda em 2021, conforme ele anunciou na Expert XP, evento anual da companhia.
Na ocasião, a meta parecia factível. Afinal, a corretora havia encerrado o primeiro semestre daquele ano com R$ 817 bilhões em ativos, e com um crescimento anual de 88%.
O problema é que, de lá para cá, os negócios das plataformas de investimento sofreram com o processo de alta da taxa básica de juros (Selic).
Selic alta adia meta da XP
Com a queda da bolsa e dos ativos de risco em geral, o negócio da XP sofreu uma forte desaceleração. Para se ter uma ideia, no primeiro trimestre a corretora contava com R$ 954 bilhões em ativos de clientes, um avanço de apenas 9%.
As ações da XP, que são listadas na bolsa norte-americana Nasdaq, sentiram esse efeito e chegaram a cair quase 80% no pior momento.
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Mas com a recente recuperação dos mercados brasileiros aconteceu o efeito contrário. Desde as mínimas, as ações da companhia mais que dobraram de valor. Ainda assim, seguem bem longe das máximas.
Também dona das marcas Rico e Clear, o grupo da XP conta com 4 milhões de clientes ativos.
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