O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Um setor que responde por 8% do PIB não pode se dar ao luxo de não ter nenhuma regulação, diz Leonel Andrade, CEO da operadora de turismo
Se o balanço do primeiro trimestre da CVC (CVCB3) fosse comparado a uma viagem, seria uma daquelas com vários perrengues no caminho. Afinal, a empresa de turismo registrou novo prejuízo e queima de caixa nos três primeiros meses do ano.
As ações da CVC inicialmente reagiram com uma queda que passou de 3% nas mínimas na B3. Mas os papéis viraram e fecharam em alta depois das teleconferências da operadora de turismo com o mercado.
Esse é um sinal da confiança que os investidores depositam em Leonel Andrade, o CEO que chegou à CVC para promover uma reestruturação na companhia em abril de 2020, no auge da quarentena com a pandemia da covid-19.
Além de guiar a companhia de volta à rota da lucratividade — cujo tempo de chegada ao destino ainda é incerto —, Andrade resolveu encampar uma nova batalha: a da regulação das empresas de turismo.
“Um setor que responde por 8% do PIB não pode se dar ao luxo de não ter nenhuma regulação”, disse o CEO da CVC, em entrevista ao Seu Dinheiro no fim da tarde desta quarta-feira.
A defesa da regulação vem depois de casos como o do Hurb (ex-Hotel Urbano). A empresa que ganhou mercado vendendo pacotes de viagem com muita antecedência e a preços mais baixos vem deixando milhares de consumidores na mão desde o segundo semestre do ano passado.
Leia Também
Andrade não mencionou especificamente o Hurb, mas defendeu o fim do que chamou de "venda a descoberto" de pacotes de turismo.
"Ninguém consegue comprar uma passagem aérea para além de 12 meses, então se eu vender uma viagem para maio ou junho de 2024 essa viagem não existe."
Em outras palavras, as empresas que realizam esse tipo de venda em muitos casos estão tomando dinheiro emprestado do cliente, e muitas vezes sem avisar isso de forma clara.
Andrade negou que a crise no Hurb seja favorável para os negócios da CVC. "Não quero me beneficiar em cima do fracasso de um concorrente, quando isso acontece todos perdem."
Para ele, a regulação também deveria incluir a publicação obrigatória de balanços para as empresas que faturam acima de R$ 300 milhões. "Desafio qualquer um dos meus competidores a mostrar o balanço."
O CEO da CVC defendeu ainda a exigência de requisitos mínimos, incluindo capital, para as companhias operarem no setor. "Confiança é tudo nesse negócio, já que o cliente paga na frente pra realizar sua viagem."
Enquanto batalha pela regulação, o CEO da CVC tem seus próprios problemas para lidar. Um deles é o compromisso que a companhia assumiu com os credores no processo de renegociação da dívida concluído no mês passado.
Pelo acordo, a operadora de turismo tem até novembro para promover um novo aumento de capital — o terceiro na gestão de Andrade —, de pelo menos R$ 125 milhões.
A operação pode acontecer tanto por meio de um aumento de capital privado — destinado aos acionistas — como via oferta de ações, de acordo com o executivo.
O modelo e o valor ainda não estão definidos, mas a expectativa da companhia é que a operação aconteça antes do previsto. "Devemos ter notícias no meio do ano sobre isso."
Dentro dos planos para equacionar o balanço, Andrade descarta a venda de ativos. "Não fechamos nenhum dos negócios. Reduzimos custos e mantivemos todos ativos."
| Os principais números da CVC no 1º trimestre: Reservas consumidas: R$ 4 bilhões (+32,6%) Receita líquida: R$ 295,5 milhões (+0,5%) Ebitda: R$ 15,8 milhões (-52,5%) Prejuízo líquido: R$ 128 milhões (-23,3%) |
Desde a descoberta de um rombo contábil que coincidiu com o início da pandemia, a CVC embarcou em uma viagem praticamente sem escalas de prejuízos financeiros. E não foi diferente no primeiro trimestre deste ano, apesar da melhora em números como o avanço nas reservas.
Mas, afinal, quando a operadora de turismo vai chegar ao destino do lucro? A data do pouso ainda é incerta, porém a trajetória aponta nessa direção, de acordo com Andrade.
"A companhia infelizmente entrou na pandemia num momento muito duro e se endividou além do que deveria para fazer aquisições."
Ele destaca, contudo, a redução da dívida líquida de R$ 2,2 bilhões para os atuais R$ 750 milhões após a última renegociação, o que ele considera adequado para o tamanho da CVC. O problema é o custo, que beira atualmente os 20% ao ano — equivalente algo como CDI + 5% ao ano.
Com a dívida cara, porém equacionada, a rota do lucro da CVC passa agora pela capacidade de a empresa gerar caixa. O que os números mais recentes do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) já mostram, segundo Andrade.
Então os acionistas que viram as ações da CVC derreterem mais de 85% desde o começo da pandemia serão recompensados?
"O mercado de capitais é cíclico. Eu preciso cuidar dos fundamentos da empresa, que estão melhorando", diz.
Isso não significa que não o trabalho esteja concluído. Alguns números do último balanço frustraram não só o mercado como o próprio CEO da CVC.
Um deles foi o chamado take rate, o percentual da receita com a venda de pacotes que fica com a companhia.
Mas Andrade projeta uma melhora no indicador nos próximos trimestres. Entre outras razões, ele destaca a decisão da empresa de não operar mais eventos específicos, como por exemplo o Rock in Rio, Cirque du Soleil e cruzeiros temáticos.
"Não é que esses eventos sejam ruins, mas eles não são a cara da CVC."
Recomendação de compra foi mantida, mas com a classificação “alto risco”; banco prevê crescimento mais fraco de vendas e lucro líquido menor neste ano
O banco rebaixou as ações da seguradora de “compra” para “neutra”, alertando que o espaço para novas revisões positivas de lucro ficou mais limitado
Apple avalia nova arquitetura interna para “esconder” os sensores do Face ID nos modelos Pro
O banco elevou preço-alvo para as ações ENEV3 e vê gatilhos capazes de destravar valor mesmo após a forte alta recente; o que está por trás do otimismo?
Alcançando a mínima intradia desde agosto do ano passado, os papéis da companhia lideram a ponta negativa do Ibovespa nesta tarde
A expectativa é reduzir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões ainda neste ano, criando condições para que a companhia invista em segmentos mais promissores
Geração de caixa recorde rouba a cena no 4T25, enquanto vendas seguem firmes; bancos reforçam a leitura positiva e mantêm recomendação de compra para o papel
Oferta terá participação restrita a investidores profissionais e prioridade concedida aos acionistas da companhia; volume de ações ofertadas poderá dobrar se houver demanda
Vendas disparam no 4T25, ritmo comercial acelera e reforça a tese positiva para a construtora, apesar do foco maior na queima de estoques e de um caixa ainda pressionado
A companhia se antecipou a movimento de minoritários, ocupando vagas no conselho e rejeitando pedido de assembleia feito por Rafael Ferri, que queria uma Assembleia sobre as vagas que estavam em aberto desde o fim de dezembro
Enquanto os holofotes apontam para o S26 Ultra, um detalhe discreto no modelo básico pode ser o verdadeiro salto da próxima geração: carregamento mais rápido
Autoridade monetária cita “violações graves” e diz que apurações seguem em curso; entenda o caso
Concessionária acumula nove autuações desde 2019 e é acusada de falhas graves em serviços essenciais; número oficial de afetados por apagão em dezembro sobe para 4,4 milhões
Os analistas passaram o preço-alvo para 12 meses de R$ 59 para R$ 58, com potencial de valorização de cerca de 7%
Após trocar de presidente e diretoria, banco convocou uma assembleia para deliberar sobre mudanças em seu conselho de administração
Jamie Dimon aposta que a IA será o diferencial competitivo que permitirá ao banco expandir margens de lucro, acelerar inovação e manter vantagem sobre concorrentes
Empresa ganhou destaque na mídia após a tentativa de compra do Banco Master no final de 2025
Três anos após a revelação da fraude contábil bilionária, o caso Americanas ainda reúne investigações em andamento, sanções sem desfecho na B3, disputas por ressarcimento e uma empresa que tenta se reerguer em um mercado cada vez mais competitivo
Multinacional anuncia saída do transporte doméstico no Brasil, inicia demissões e reforça estratégia focada em logística internacional e cadeia de suprimentos
Aos 24 anos, Oscar Rachmansky é fundador do OS Group, negócio que oferece calçados e roupas de marcas consolidadas