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Miguel Setas também fazia parte do conselho do grupo EDP, na Europa; ele sucederá Waldo Perez, que comandava interinamente a CCR (CCRO3)
Passados sete meses desde a renúncia de seu CEO, a CCR (CCRO3) finalmente tem um novo nome para ocupar a cadeira da presidência de maneira efetiva. Miguel Setas, um veterano do setor de energia e infraestrutura — e ex-presidente da EDP Brasil (ENBR3) —, foi o escolhido pela companhia; ele assume oficialmente a partir de 24 de abril.
O posto estava vago desde agosto do ano passado, quando Marco Antonio Caduro renunciou ao cargo alegando "questões de foro pessoal". Sua saída foi anunciada ao mercado um dia antes de uma nova rodada de concessões de aeroportos — a CCR, apontada como uma das favoritas para a disputa, optou por não participar do certame.
Desde então, o cargo de CEO era ocupado interinamente por Waldo Perez Leskovar, CFO e diretor de relações com investidores da CCR. A escolha de Setas ocorreu após reuniões entre o comitê de Gente e ESG e o conselho de administração da companhia de concessões de infraestrutura.
Miguel Setas é um executivo bastante respeitado no setor de energia, ocupando a posição de CEO da EDP Brasil (ENBR3) por sete anos; desde 2021, ele fazia parte do conselho de administração do grupo EDP, sendo responsável pelo negócio de infraestrutura de redes em Portugal, Espanha e Brasil.
Em paralelo, ele também presidia o conselho da EDP Brasil — vale lembrar que a matriz portuguesa tem planos para fechar o capital da controlada brasileira, oferecendo R$ 24 por ação ENBR3, um prêmio de 22% em relação às cotações de fechamento da sessão anterior à divulgação da OPA (oferta pública de aquisição).
Em comunicado, a CCR (CCRO3) disse apenas que "a conclusão deste planejamento sucessório é mais um importante
passo para o fortalecimento e a perenidade dos seus negócios".
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Os negócios citados, naturalmente, dizem respeito às concessões de rodovias, aeroportos e mobilidade urbana, no Brasil e no exterior: além dos investimentos e das eventuais renegociações contratuais, a companhia também precisará examinar os ativos de infraestrutura que serão leiloados num futuro próximo — em nível federal ou estadual.
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