Sinal verde: Cade aprova compra da Avenue pelo Itaú (ITUB4) em transação de R$ 1,4 bilhão; veja objetivo do banco com corretora
Num primeiro momento, o Itaú pagará R$ 493 milhões pela fatia em questão e realizará um aporte de R$ 160 milhões na corretora

A Superintendência-Geral Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta sexta-feira (15) a aquisição de parte da Avenue, corretora focada em investimentos no exterior, pelo Itaú Unibanco (ITUB4). A decisão foi publicada no na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU).
A transação — anunciada em julho do ano passado — corresponde a 35% da corretora e deve movimentar cerca de R$ 1,4 bilhão.
Num primeiro momento, o Itaú pagará R$ 493 milhões pela fatia em questão e realizará um aporte de R$ 160 milhões na corretora; passados dois anos do fechamento, o banco brasileiro comprará outros 15,1% da empresa, atingindo o controle das operações.
Por fim, cinco anos após a conclusão da primeira etapa, o Itaú poderá comprar a porção restante do capital da Avenue, chegando aos 100% do capital social.
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O que a Avenue faz que despertou interesse do Itaú?
O modelo de negócios da Avenue é ligeiramente diferente das grandes corretoras nacionais: ela, na verdade, é constituída nos EUA e, sendo assim, permite que os investidores brasileiros tenham acesso direto ao mercado internacional, sem as burocracias envolvidas na abertura de conta numa corretora estrangeira.
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Por exemplo: digamos que você queira investir na Apple. A maioria das corretoras viabiliza essa operação através dos recibos de ações (BDRs) da companhia, sob o código AAPL34 — é um ativo negociado na B3.
A Avenue, por estar constituída nos EUA, permite que você compre diretamente os papéis AAPL que estão em circulação na Nasdaq.
O tamanho da corretora
A Avenue, hoje, tem cerca de 230 mil clientes ativos e 492 mil contas habilitadas, contando com R$ 6,4 bilhões sob custódia — números bastante sólidos para uma empresa que, até agora, andou com as próprias pernas.
No entanto, com o apoio do Itaú (ITUB4), essas bases devem crescer num ritmo muito mais intenso — já que a ideia do banco é integrar os serviços da Avenue ao seu ecossistema de investimentos, colocando os serviços internacionais da nova parceira à disposição dos clientes da plataforma Íon.
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