CTEEP (TRPL4) vê lucro quase triplicar no quarto trimestre e confirma pagamento de dividendos; confira
O desempenho foi impulsionado pela atualização da Receita Anual Permitida das concessões da empresa pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período e pelo reajuste tarifário do ciclo 2022/2023

Destaque no setor elétrico, a Isa CTEEP (TRPL4) também é uma das grandes pagadoras de dividendos da bolsa brasileira. Por isso, os analistas e investidores observam com atenção o balanço financeiro da companhia, em busca de indícios de como será a próxima distribuição de proventos.
E os números divulgados nesta quinta-feira (23) podem ser um bom presságio para o mercado. A companhia registrou lucro líquido de R$ 363,6 milhões no quarto trimestre, acima das expectativas dos analistas e 2,7 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O indicador também cresceu 6,8% no acumulado anual e chegou a R$ 936,9 milhões.
Já o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) ficou em R$ 634,7 milhões no 4T22, alta de 37,1% ante o apresentado nos últimos quatro meses de 2021. O resultado consolidado de 2022 avançou 4,6% na comparação anual, para R$ 2,4 bilhões.
A receita líquida do quarto trimestre totalizou R$ 891,2 milhões, alta de 34,1% em base anual de comparação. Considerando os 12 meses, a receita foi de R$ 3,258 bilhões, com avanço de 6,2%.
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Isa CTEEP (TRPL4): desempenho e operacional
O desempenho da Isa CTEEP (TRPL4) foi impulsionado pela atualização da Receita Anual Permitida (RAP) das concessões da empresa pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período, pela recomposição parcial da Rede Básica Sistema Existente (RBSE) e pelo reajuste tarifário do ciclo 2022/2023.
Além disso, a companhia também se beneficiou do resultado da energização de projetos greenfield que adicionaram mais de R$ 338 milhões à RAP.
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Na parte operacional, o Índice de Energia Não Suprida (IENS) da Isa CTEEP ficou em 0,0004%, menor do que o indicador de referência estipulado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), de 0,0016%.
A gestão do IENS é importante já que a empresa é remunerada pela disponibilidade de seus ativos, e eventuais indisponibilidades podem acarretar perda de receita.
A disponibilidade das linhas de transmissão no trimestre foi de 99,55%, 0,10 ponto percentual melhor do que no trimestre anterior. Em relação à referência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o indicador ficou 0,43 pp melhor na comparação trimestral.
Os transformadores da Isa CTEEP (TRPL4) tiveram índice de disponibilidade estável em relação ao trimestre anterior em 99,21%, e 0,12 pp melhor do que a referência da Aneel, de 99,09%.
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Como ficam os dividendos da Isa CTEEP (TRPL4)?
Junto com os resultados do quarto trimestre, a Isa CTEEP confirmou os R$ 700 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) que serão pagos a partir de 11 de abril deste ano. O montante, no entanto, já havia sido anunciado pela companhia em dezembro do ano passado, com data de corte em 27 de dezembro de 2022.
Apesar do bom desempenho financeiro, há, segundo o Itaú BBA, a expectativa de uma redução no payout — percentual do lucro que é distribuído na forma de proventos — em função do alto nível de endividamento da companhia.
O banco prevê um payout menor, de cerca de 50%, de 2024 a 2026, quando a alavancagem da companhia deve ficar pressionada e estourar o limite.
No relatório de resultados de hoje, a companhia confirmou que o estatuto social prevê que a distribuição de dividendo mínimo seja sempre o maior valor entre R$ 359 milhões e 25% do lucro líquido do exercício e que o payout de 2022 ficou em 75%.
Em relatório publicado no dia 12 de fevereiro, os analistas do banco revisaram suas estimativas para a CTEEP de 2022 a 2026, elevando as previsões para receita líquida e Ebitda, mas reduzindo as projeções para o lucro líquido em quase todos os anos, com exceção de 2024.
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Os motivos para essa queda nas projeções de lucro são as necessidades de investimento (Capex) por parte da companhia bem como a expectativa de uma taxa Selic mais elevada nos próximos anos.
O grande volume de desembolsos de Capex (concentrados sobretudo em 2024 e 2025), aliás, é um dos fatores que, na visão dos analistas do Itaú BBA, vêm dificultando a desalavancagem da companhia, projetada em cerca de três vezes a relação dívida líquida/Ebitda nos próximos anos.
Os analistas projetam um dividend yield de 5,5% para a empresa no curto/médio prazo e de 5% em média até 2026.
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