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Vale relembrar que a companhia perdeu seu diretor financeiro e de relações com investidores, Marcelo Kopel, três semanas antes da divulgação do balanço
Balanços de empresas marcadas pelas dificuldades de caixa e endividamento elevado costumam chamar a atenção do mercado. Por isso a CVC (CVCB3) está do foco dos investidores B3 na noite desta terça-feira (9) com a divulgação dos resultados do primeiro trimestre.
A empresa de turismo registrou prejuízo líquido de R$ 128 milhões no início deste ano. A cifra representa uma melhora de 23,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o indicador foi de R$ 166,8 milhões negativos.
O resultado financeiro também ficou no vermelho, com R$ 96,7 milhões de despesas líquidas. Segundo a CVC, o aumento de 8,9% ante o 1T22 é explicado principalmente pelos efeitos da alta do CDI médio — que passou de 10,3% para 13,7% ao ano — na dívida líquida da companhia, que era de R$ 616,3 milhões ao final do primeiro trimestre.
Já o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) da companhia caiu 52,5% na mesma base de comparação, para 15,8 milhões. A receita líquida, por outro lado, cresceu 0,9% ante o 1T22 e chegou a R$ 295,5 milhões.
Vale relembrar que a CVC perdeu seu diretor financeiro e de relações com investidores, Marcelo Kopel, três semanas antes da divulgação do balanço.
Kopel deixou o cargo pouco após a rede de agências de turismo concluir uma renegociação de dívida com os credores de debêntures.
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Pelo acordo com os investidores, a empresa terá mais três anos e meio para quitar o compromisso de R$ 900 milhões — ou seja, em novembro de 2026. Originalmente, o vencimento de duas das três debêntures da companhia ocorreria ainda neste semestre.
De acordo com a administração, o reperfilamento levou a empresa ao menor patamar de dívida dos últimos cinco anos. "Passamos a contar com uma dívida mais gerenciável, vencimentos condizentes com a geração de caixa nos próximos anos e menor endividamento bruto", destaca a nota que acompanha o balanço do primeiro trimestre.
A CVC não informou as razões da saída do executivo, que esteve à frente do processo de renegociação, mas destacou que, enquanto a empresa não arruma um substituto, o CEO Leonel Andrade vai acumular o cargo de forma interina.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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