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A recomendação para a Hapvida foi elevada de neutro para compra pelo Goldman Sachs; as ações estão entre as maiores altas do Ibovespa
Nem sempre as ações de uma empresa refletem da melhor forma os seus fundamentos, já que outros fatores, como o cenário macroeconômico, podem afetar os preços. Para o Goldman Sachs, é isso que está acontecendo com as ações da Hapvida (HAPV3).
Segundo os analistas do banco, as ações não têm se comportado de acordo com a realidade da companhia de planos de saúde, que tem mostrado melhora na rentabilidade e tem potencial para mais no futuro.
“Mesmo com uma perspectiva de um desempenho operacional brilhante, as ações não responderam adequadamente desde o anúncio dos resultados do segundo trimestre (as ações da Hapvida caíram 10% frente a queda de 0,5% do Ibovespa no mesmo período)”, explicaram em relatório.
Na avaliação do banco, o cenário macroeconômico ainda traz dúvidas e pesou sobre o papel recentemente, mas quando se olha para a relação entre o preço da ação e o lucro por ação da companhia (métrica chamada de P/L) o ponto de entrada é atraente, além de cobrir possíveis riscos.
“O P/L ajustado de para 2024 e 2024 de 17 vezes e 12 vezes, respectivamente, implica em um ponto de entrada atraente para HAPV3 e cobre riscos potenciais para a tese de investimento, como a maior concorrência no Sudeste e potencial impacto da folha de pagamento de enfermagem nas margens”, afirmaram.
O Goldman Sachs acredita que os últimos resultados financeiros da Hapvida já mostraram sinais consistentes de que a companhia está começando a colher os frutos da recuperação da rentabilidade.
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Isso porque os preços para os beneficiários tiveram reajustes de dois dígitos e a maior racionalização da carteira dos chamados produtos de livre escolha (PPO) está atenuando pressões de custos, que estão mais altos devido ao aumento da frequência de atendimentos.
A leitura é que a administração da Hapvida está encaminhando corretamente a principal preocupação do mercado em relação à empresa, que é a disciplina de recuperação de rentabilidade.
Os analistas ainda preveem outros fatores que podem levar a uma melhora das margens de lucros:
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Além de elevar a recomendação para as ações, o preço-alvo de 12 meses definido pelo Goldman Sachs para as ações, de R$ 6,00, mostra um potencial de alta de 36,1%, frente ao preço de R$ 4,41 registrado no fechamento de ontem (5).
As ações reagiram bem ao relatório e à recomendação. Por volta das 13h20, o papel subia 2,49%, a R$ 4,52. Trata-se da maior alta do Ibovespa no momento.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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