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Novidade é mais um passo em direção à consolidação do braço de serviços financeiros da Apple
A Apple lançou nesta segunda-feira (17) uma conta poupança em parceria com o Goldman Sachs para os clientes que têm o Apple Card, o cartão de crédito virtual integrado ao sistema de pagamentos da fabricante do iPhone.
De acordo com a companhia, a conta é isenta de taxas, não tem valor mínimo de depósito ou saldo e tem rendimento anual de 4,15%. A taxa é mais de 10 vezes maior do que a média praticada nos EUA, de 0,37%.
Os clientes poderão fazer depósitos diretamente na conta ou abastecê-la com o cashback gerado pelas compras efetuadas com o Apple Card no programa Daily Cash. O dinheiro deve entrar automaticamente na conta, mas o cliente poderá mudar essa configuração se quiser.
Vale destacar que a conta poupança da empresa está disponível apenas para clientes nos Estados Unidos, assim como o Apple Card.
A conta poupança é mais um lançamento da gigante de tecnologia no segmento de serviços financeiros. Em março, a companhia anunciou o Apple Pay Later, um sistema que permite que os usuários dividam as compras em quatro pagamentos distribuídos por seis semanas sem juros ou taxas.
Os usuários podem solicitar empréstimos entre US$ 50 e US$ 1.000 (de R$ 260 a R$ 5.170), que podem ser usados para compras on-line e no aplicativo via iPhone e iPad com comerciantes que aceitam o Apple Pay.
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Para se ter ideia do potencial do serviço, o Apple Pay é aceito por mais de 85% dos varejistas norte-americanos, de acordo com a empresa.
O lançamento de serviços financeiros da companhia acontece num momento de queda das vendas de aparelhos da companhia.
As remessas de MacBooks, iMacs e outros produtos da linha de computadores pessoais da Apple recuaram 40,5% no primeiro trimestre de 2023 em comparação com igual intervalo do ano passado, para apenas 4,1 milhões de unidades, de acordo com o último relatório da IDC.
A queda fez a participação de mercado da fabricante do iPhone, que integrava o segmento de PCs com a linha de Macs, diminuir 1,4 ponto percentual na base anual, baixando de 8,6% para 7,2%.
A menor demanda em meio à aceleração da inflação e o dólar mais forte reduziram em 13% o lucro líquido da Apple entre outubro e dezembro do ano passado na comparação com o mesmo período do ano anterior, para US$ 29,998 bilhões.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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