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O banco havia recuperado o direito de bloquear R$ 95 milhões devidos pela Americanas (AMER3), de um total de R$ 2,5 bilhões
Em uma situação complicada como a que se encontra a Americanas (AMER3), qualquer vitória vale muito. E, desta vez, a varejista conseguiu uma vantagem em relação ao banco Safra na Justiça.
Conforme o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), houve suspensão do acórdão que determinava o dia 19 de janeiro como o início da recuperação judicial da Americanas, incluindo sua proteção em relação aos credores.
Assim, a data inicial do processo de recuperação judicial e, por consequência, qualquer tipo de blindagem contra cobranças passa a ser dia 12 de janeiro.
O principal atingido pela medida é o banco Safra, que tinha recuperado o direito de bloquear R$ 95 milhões devidos pela Americanas, de um total de R$ 2,5 bilhões, por conta das mudanças de data.
O intuito da Americanas (AMER3) era mesmo garantir que a data inicial de sua proteção contra cobranças fosse considerada como 12 de janeiro. Porém, por conta de uma decisão da 18º Câmara de Direito Privado do TJ-RJ, essa data havia sido desconsiderada, passando a ser dia 19 do mesmo mês.
Com isso, os bancos que bloquearam bens da empresa e cobraram valores devidos entre essas duas datas foram beneficiados, afinal, sem o processo de RJ em andamento não havia nada que os impedisse de agir contra a empresa. O Safra é um deles.
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Agora, com a determinação de que a data inicial da recuperação judicial foi mesmo 12 de janeiro, a Americanas sai vitoriosa desta queda de braço, já que estende seu período de proteção.
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