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DILUIÇÃO PARA OS MINORITÁRIOS

Lemann e sócios podem ficar com quase 50% da Americanas (AMER3) após capitalização bilionária

Americanas revela preço por ação na capitalização prevista no plano de recuperação judicial que vai a votação nesta terça-feira

Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, bilionários acionistas da Americanas (AMER3)
Carlos Alberto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Herrmann Telles, acionistas da Americanas (AMER3) - Imagem: Shutterstock/Ambev/Seu Dinheiro - Montagem Brenda Silva

No "Dia D" em que os credores vão decidir sobre o plano de recuperação judicial da Americanas (AMER3), a varejista revelou mais um importante detalhe sobre como pretende reduzir o rombo bilionário do balanço.

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O preço por ação na capitalização de R$ 24 bilhões que a companhia pretende fazer ficou em R$ 1,30. O valor representa 1,33 vezes o preço médio ponderado por volume das ações na B3 nos 60 pregões anteriores à véspera da data da aprovação do plano de recuperação.

Do valor total que vai entrar no balanço da Americanas, R$ 12 bilhões virão dos acionistas de referência — o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Quem vai bancar os outros R$ 12 bilhões são os bancos credores que se comprometeram a converter os créditos contra a varejista em ações.

Mas tudo ainda depende, é claro, da aprovação do plano de recuperação judicial nesta terça-feira (19). Os acionistas da Americanas também precisam aprovar o aumento de capital em uma futura assembleia.

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Lemann e sócios aumentarão participação na varejista

Seja como for, a capitalização vai impor uma diluição brutal aos acionistas que não participarem da operação. O que, de certo modo, já era esperado diante do rombo no balanço da varejista após a fraude bilionária.

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Ao preço de R$ 1,30 por ação, a Americanas terá de emitir mais de 18 bilhões de novos papéis para chegar aos R$ 24 bilhões necessários. Essa quantidade representa uma diluição de pouco mais de 95% em relação à base acionária atual.

É quase certo, portanto, que Lemann e os sócios aumentem consideravelmente a participação na companhia após a conclusão da capitalização.

No limite, os bilionários podem ficar com aproximadamente 49% do capital da Americanas se não houver adesão dos minoritários à operação. Atualmente eles possuem 30,12% das ações da varejista.

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Nesse mesmo cenário, os bancos credores passarão a deter quase 48% da companhia. Por fim, a capitalização pode diluir a participação dos minoritários da Americanas dos atuais 69,88% para algo como 3% do capital.

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Americanas (AMER3): novas adesões ao plano

Além das condições do aumento de capital, a Americanas anunciou novas adesões ao acordo para a aprovação do plano de recuperação judicial.

Entre os credores que aderiram estão o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia, de acordo com a companhia. Assim, a Americanas já conta com apoio "significativamente superior a 60% da dívida".

Lembrando que a companhia também precisa obter o aval da maioria simples dos credores presentes na assembleia geral de credores (AGC) desta terça-feira — para esse critério, cada credor tem direito a um voto no cômputo geral.

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