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Criadora do ChatGPT é a grande vencedora da primeira onda da inteligência artificial, gerando dividendos diretos para a Microsoft
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos quinzenalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia.
Estamos chegando ao final da temporada de resultados do 3T23, com uma série de novidades interessantes no mundo da tecnologia.
Na coluna de hoje, vou comentar sobre três delas que deveriam, no mínimo, tangenciar seu portfólio de ações.
Elas envolvem novidades no ChatGPT, a expectativa para o game mais aguardado de todos os tempos e a volta das "small caps" de tecnologia.
Na semana passada aconteceu a primeira teleconferência de desenvolvedores da OpenAI, a empresa por trás do ChatGPT.
A atmosfera de novidade fez lembrar os saudosos tempos em que a Apple nos encantava com suas apresentações.
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Para além da nostalgia de termos novamente uma empresa de tecnologia fazendo eventos excitantes, a OpenAi trouxe uma série de novidades sobre o futuro do seu ChatGPT.
A mais interessante delas foi a oferta de ferramentas para que os desenvolvedores criem seus próprios "GPTs" temáticos com base nos dados da OpenAI e comercializem esses produtos num modelo de compartilhamento de receitas com a empresa.
Na prática, esse é o primeiro passo para criação de chatbots totalmente customizados para cada usuário.
Antes disso, teremos os chatbots temáticos.
Não que eu vá fazer isso, mas seria totalmente possível treinar um ChatGPT com o histórico de colunas do Estrada do Futuro.
Na prática, esse chatbot seria uma espécie de "mini Richard", conversando com você sobre inovação da mesma maneira que eu faria.
Na primeira interação, o provável é que o chatbot não fosse capaz de muito mais a não responder algumas perguntas simples, por exemplo, "e aí, o que você achou do resultado da Netflix no 3T23?".
Com o tempo — e uma extensa base de textos — os GPTs se tornarão bem mais potentes e personalizados.
Além disso, a OpenAi mencionou alguns dados interessantes: eles disseram ter 2 milhões de desenvolvedores ativos, 100 milhões de usuários ativos semanalmente e 92% das empresas da Fortune 500 como clientes.
Definitivamente, a OpenAi é a grande vencedora da primeira onda da inteligência artificial, gerando dividendos diretos para a empresa que detém quase metade do seu equity: a Microsoft (B3: MSFT34), cujas ações (que recomendamos na Empiricus) acabam de fazer novas máximas.
Na semana passada, a Rockstar Games — estúdio de games que criou as franquias GTA e Red Dead Redemption — completou 25 anos de vida.
Eles comemoraram esse aniversário de uma maneira estranha: com o anúncio de um anúncio.
Sim, exatamente isso.
A Rockstar postou em seu Twitter que no mês que vem ocorrerá o anúncio oficial de GTA VI (provavelmente o jogo mais esperado de todos os tempos).
Ainda não sabemos o que será mostrado (se será apenas um trailer cinemático, ou se veremos detalhes de história e gameplay). Mas fato é que o simples "anúncio do anúncio" fez as ações da Take Two (B3: T1TW34) subirem 11% no dia!
Empresas de games têm dinâmicas interessantes: elas trabalham por anos em projetos cujo ciclo comercial ocorrerá em menos de 30 dias.
Salvo exceções (como o GTA V, que conseguiu se manter relevante por 10 anos), a maioria dos games faz entre 70% e 80% de toda sua receita no primeiro mês de lançamento.
Na ausência de novidades que de fato movem o ponteiro dos lucros, as empresas recorrem com frequência a anúncios para chamar atenção do mercado e trazer algum hype para suas ações.
Todo investidor de games sabe que se as empresas estão quietas há muito tempo, algum anúncio deve vir em breve para mexer com as ações.
Em 2022, a Take Two vinha exatamente nesse marasmo e aí começou a especulação de que o GTA VI seria anunciado em breve.
Em vez disso, a Take Two chacoalhou o mercado com o anúncio da aquisição da Zynga — na época, a maior empresa de games mobile do mercado —, num deal estranho, caro e que fez as ações caírem nos meses seguintes 30%.
Mais cedo ou mais tarde, todos aprendemos a não investir em boatos.
Desde 2021, quando a maioria das ações de tecnologia fez seu pico — no que, obviamente olhando em retrospecto, foi uma bolha regada à juros zeros — apenas as Big Techs tem dado alegria aos investidores.
No 3T23, porém, tivemos uma temporada excepcional para o emerging tech (aquele pedacinho bem mais especulativo dentro das ações da tecnologia).
Para citar algumas que eu acompanho há alguns anos, Doximity subiu 16% no resultado, Datadog subiu 28%, Applovin subiu 15% no acumulado de dois dias após a divulgação, Duolingo subiu 20% e tantas outras.
De fato, na maioria dos casos as ações de tecnologia ainda estão bastante machucadas do bear market de 2022. Seus valuations ainda são convidativos e os fundamentos começam a melhorar.
O 3T23 foi a primeira vez, em mais de 18 meses, que o segmento nos fez voltar a sonhar.
Então as perspectivas parecem muito boas para os próximos meses.
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