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Em Brasília, os danos materiais ainda estão por ser calculados, enquanto o prejuízo maior almejado pelos golpistas, o da ruptura da democracia, não se materializou. No que se refere aos mercados, é provável que a instabilidade afaste os investidores do Brasil
Ter cuidado com o que se deseja é uma atitude prudente. E não é de ontem nem de hoje que bolsonaristas radicais desejam uma intervenção, eufemismo para golpe. A intervenção finalmente veio, mas contra eles.
Milhares de golpistas tomaram a Praça dos Três Poderes no domingo. Provaram a quem ainda duvidava que os temores de uma emulação tupiniquim do ataque ao Capitólio dos Estados Unidos eram bastante reais.
O Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) foram depredados pelos invasores, muitos dos quais foram a Brasília com todas as despesas pagas por financiadores da tentativa de golpe.
Diante do descaso e da conivência das autoridades locais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou intervenção no setor de segurança do governo do Distrito Federal.
O governador do DF, Ibaneis Rocha, tentou salvar a própria pele. Entregou em sacrifício seu secretário de segurança pública, Anderson Torres, que até outro dia era ministro da Justiça sob Jair Bolsonaro. Horas depois, o STF afastou Ibaneis do cargo por 90 dias.
De um condomínio de luxo nos Estados Unidos, Bolsonaro repudiou apenas as acusações de ter servido de inspiração aos golpistas.
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Centenas de pessoas foram presas durante a noite e a madrugada. E, embora o interventor federal Ricardo Capelli afirme que a situação está sob controle, bolsonaristas radicais interditavam rodovias de São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso na manhã de hoje.
Na capital paulista, golpistas atearam fogo em pneus e bloquearam a Marginal Tietê perto da entrada pela rodovia Castello Branco.
Em Brasília, os danos materiais da imitação da invasão do Capitólio norte-americano ainda estão por ser calculados, mas será uma conta com muitos zeros. Já o prejuízo maior almejado pelos golpistas, o da ruptura da democracia, não se materializou.
No que se refere aos mercados financeiros, é provável que a sensação de instabilidade e de insegurança afaste os investidores do Brasil em uma semana que começa positiva nas bolsas de valores estrangeiras.
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ATAQUES ANTIDEMOCRÁTICOS
E agora, ‘Mercado’? Gestores divergem sobre tamanho da crise após cenas de terrorismo e destruição em Brasília — mas concordam que bolsa, juros e dólar devem ter dia difícil. De um lado, alguns especialistas acreditam em um acontecimento pontual, sem desdobramentos em uma crise institucional. Do outro, gestores apontam que o investidor estrangeiro pode ficar preocupado e que o xadrez político volta a se movimentar.
DE OLHO NO BRASIL
Estados Unidos, União Europeia e ONU saem em apoio ao governo brasileiro. “Condenamos os ataques à Presidência, ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal hoje”, escreveu o secretário de Estado dos EUA. Veja a repercussão internacional completa da invasão à Praça dos Três Poderes.
DESDOBRAMENTOS DO CASO
Voltou atrás: mesmo desembargador que havia suspendido aumento de capital da Gafisa (GFSA3) derruba liminar. A assembleia de acionistas deve acontecer nesta segunda-feira. Desde o começo de dezembro até o pregão da última sexta-feira (06), as ações GFSA3 sobem mais de 270%.
REABERTURA
China alivia políticas contra a covid-19 e reabre fronteira fechada há três anos com Hong Kong. Além disso, o país deve liberar viagens estrangeiras e o retorno dos residentes sem a necessidade de novas quarentenas.
NOVAS FONTES DE ENERGIA
Taxação do sol: governo quer facilitar geração de energia solar em casa e estuda ampliar subsídios para baixa renda. O programa poderia envolver linhas de crédito com juros mais baixos para famílias de classe média e fontes de financiamento para comunidades vulneráveis.
NÃO SE PERCA
Vai pagar o IPVA 2023? Confira as datas de pagamento de acordo com o seu estado. Todas as 27 unidades da federação publicaram o calendário atualizado para o pagamento parcelado do imposto sobre veículos automotivos. Veja a agenda.
ESPECIAIS SD
Onde investir em 2023: FIIs de papel devem ser as estrelas do ano, mas há oportunidades de lucro com tijolo. Os fundos imobiliários que aplicam em ativos físicos ficarão às margens do tabuleiro para quem busca posições mais seguras; mas, para quem quer FIIs com bons portfólios e desconto nas cotas, as melhores opções podem estar nesse segmento.
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