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Notícias que não são exatamente positivas podem ser motivo de comemoração — a Petrobras e o Corinthians são dois exemplos recentes
"Temos que comemorar o resultado de hoje!"
Essas foram as palavras de Vanderlei Luxemburgo, técnico do Corinthians, após a partida contra o São Paulo, no último domingo. Quem não assistiu ao jogo e só viu esse trecho da coletiva de imprensa pode até ter pensado que o Timão tinha vencido o jogo. Mas, na verdade, ele estava comemorando um empate.
Parece contraditório comemorar um resultado desses, não é? Mas se você é corintiano, como eu, entendeu bem o velho "Luxa". O pessimismo está tão grande que qualquer resultado que não seja uma derrota já é motivo de alegria pelos lados do Parque São Jorge.
Nesta semana, vimos um efeito bem parecido com as ações da Petrobras (PETR4), que chegaram a subir +4% após o anúncio de uma mudança negativa para a companhia.
Na última terça-feira (16), o governo e a nova gestão da estatal finalmente implementaram uma mudança na política de precificação de combustíveis, algo que vinham prometendo desde o início do ano.
Até a semana passada, os preços dos combustíveis vendidos pela Petrobras levavam em consideração apenas a cotação dos derivados do petróleo nos mercados internacionais — era a chamada política de Preços de Paridade de Importação (PPI).
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Adotado em 2016, esse mecanismo praticamente impediu a Petrobras de quebrar; nos anos anteriores, a petroleira acumulou prejuízos bilionários no segmento de refino, vendendo combustíveis abaixo do seu preço de custo durante o governo Dilma.
Com a mudança implementada nesta semana, a paridade de importação não será mais o único parâmetro a influenciar o preço dos combustíveis, o que provavelmente implica em lucros menores para a Petrobras no segmento de refino.
E o que aconteceu com PETR4 logo após o anúncio na terça-feira? A ação chegou a subir +4% no meio do pregão.
Por que os investidores comemoraram essa derrota?
Depois de anos de resultados desastrosos, os investidores da Petrobras têm péssimas recordações do último governo do PT. Por esse motivo, quando o governo e a nova gestão da companhia disseram estar estudando uma nova política de precificação de combustíveis, o mercado ficou extremamente receoso.
Muita gente "abandonou o barco", e as ações começaram a precificar que a mudança viria e seria desastrosa para os resultados da petroleira.
No entanto, não foi isso o que aconteceu. Segundo o comunicado, os combustíveis deixarão de acompanhar fielmente as cotações internacionais, mas ainda terão correlação com os preços lá fora.
Além disso, o documento mencionou que a nova política será realizada visando a sustentabilidade financeira da companhia. Apesar de ainda não sabermos a fórmula final, esses trechos mostram que as chances de acontecerem os mesmos problemas do governo Dilma são remotas, pelo menos por enquanto.
Sim, é provável que as margens do refino sejam menores daqui para frente. Mas, para quem estava esperando "prejuízos bilionários", "margens menores" acabaram sendo motivo de comemoração — e, por isso, as ações subiram.
É por isso que você nunca deve olhar apenas para a qualidade da empresa e dos resultados na hora de investir. É preciso entender também qual é a expectativa que o mercado tem sobre a companhia.
Você pode investir em uma empresa maravilhosa, com resultados pomposos e repleta de qualidades. Mas se o mercado inteiro já está esperando uma "goleada" dela, é provável que notícias apenas "boas" façam as ações cair, porque as expectativas já estavam muito elevadas.
Os melhores investimentos são aqueles nos quais conseguimos unir qualidade de resultados com expectativas apenas razoáveis do mercado, porque isso significa preços descontados e ótimo potencial de valorização para as ações.
A Petrobras é um bom exemplo disso. Com resultados muito bons e valuation bastante descontado, nem precisamos de notícias positivas para ganhar dinheiro com as ações.
Na verdade, por apenas 3 vezes lucros esperados para este ano, basta que as coisas não piorem muito nas mãos do novo governo — o que não é impossível, mas parece mais distante com a nova política de precificação de combustíveis mais racional do que se temia.
Com um dividend yield esperado de 18%, as ações da Petrobras fazem sentido dentro de uma carteira já diversificada e focada em dividendos, como é o caso da série Vacas Leiteiras.
Se quiser conferir a lista com todas as pagadoras de dividendos, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a semana que vem!
Ruy
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