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Os contratos mais líquidos da commodity fecharam as negociações do dia em alta; ações da estatal avançam mais de 2%
Depois de quase uma semana no vermelho, os contratos mais líquidos do petróleo tentam corrigir as perdas recentes nesta sexta-feira (6). Em consequência, as ações da Petrobras avançam e disputam as maiores altas da B3 — em meio a um dia movimentado nos mercados.
Por volta das 16h30 (horário de Brasília), os papéis preferenciais (PETR4) da estatal, que têm prioridade na distribuição de proventos, registram alta de 2,69%, a R$ 33,61. Já os ordinários (PETR3) subiam 2,76%, a R$ 36,46.
Apesar dos ganhos, a petroleira acumula queda na semana, também na esteira do petróleo — que recuou mais de 5% apenas na quarta-feira (4). As ações preferenciais (PETR4) recuam 2,6% e as ordinárias acumulam baixa de 3,4%.
O ‘respiro’ do petróleo acontece, porém, em um movimento contrário ao dólar. No início da manhã, a moeda americana disparou — e atingiu R$ 5,22 — em uma reação quase instantânea após a abertura de postos de trabalho nos Estados Unidos, o payroll, vir acima do esperado para setembro. Mas durou pouco tempo.
Os contratos mais líquidos do petróleo WTI fecharam em alta de 0,58%, com o barril a US$ 82,17. Já os futuros do Brent terminaram o dia com ganhos de 0,61%, a US$ 84,58.
A queda do dólar e consequente alívio na cotação do petróleo tem explicação. Um dos motivos para isso é a desaceleração dos preços dos salários por hora, um dos fatores que impactam mais diretamente a inflação norte-americana do que o número de vagas disponíveis no mercado de trabalho.
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Os investidores, agora, aguardam novos dados de inflação, a serem divulgados na próxima semana, para calibrar as expectativas sobre a decisão do Federal Reserve (Fed) em novembro. Acompanhe a cobertura de mercados.
Além disso, o petróleo foi beneficiado pela notícia de que a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) vai elevar a perspectiva de demanda por petróleo no médio e longo prazos em um próximo relatório. As informações são da Reuters.
Vale lembrar que as incertezas sobre a demanda de commodities, em um cenário de menor oferta com os cortes voluntários da Rússia e da Arábia Saudita, derrubaram as cotações do petróleo ao longo da semana.
Na ponta negativa, Yduqs (YDUQ3) opera em queda maior de 10%, com as ações pressionadas pela perspectiva de juros elevados por mais tempo.
Após o payroll, analistas do mercado passaram a apostar na taxa Selic na casa dos dois dígitos no fim do ciclo de cortes nos juros — de olho na permanência da política monetária mais restritiva nos Estados Unidos.
Com o forte recuo, Yduqs (YDUQ3) zerou os ganhos dos últimos pregões — com a abertura de quase 6 mil vagas e mais de 90 cursos de medicina, previstos no novo edital do Programa Mais Médicos, lançado na quarta-feira (4). A companhia agora acumula queda acima de 5% na semana.
Os setores mais sensíveis aos juros, como varejo e construção, também operam entre as maiores baixas do pregão.
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