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Pátria e outros investidores se comprometem a colocar até R$ 291 milhões na oferta da Infracommerce, cuja ação cai mais de 80% desde o IPO, em 2021
Uma das empresas que sofreu na bolsa com a desaceleração do comércio eletrônico, a Infracommerce (IFCM3) acaba de lançar uma oferta primária de ações por meio da qual pretende levantar até R$ 407,5 milhões.
Publicamente, a plataforma vinha cogitando a possibilidade de realizar a oferta desde o início de setembro.
O anúncio, no entanto, ocorreu somente na manhã de hoje, em fato relevante divulgado perto da abertura do pregão.
O volume de ações, o montante a ser captado e os termos da oferta trazem algumas diferenças relevantes em relação ao anúncio de setembro.
A oferta da Infracommerce consiste em uma emissão de 187,5 milhões de novas ações no lote principal.
Ela pode ser acrescida em 33,33%. Isso significa que um eventual lote adicional pode resultar na emissão de mais 62,5 milhões.
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Tanto o lote principal quanto o adicional darão direito a um bônus de subscrição. A cada três ações, os participantes da operação terão direito a um bônus de subscrição.
Levando-se em consideração o preço de fechamento de ontem de IFMC3 (R$ 1,63), o lote principal pode resultar na captação de R$ 305,625 milhões.
Se a oferta for colocada na íntegra e ainda houver demanda por todo o lote adicional, a operação pode alcançar R$ 407,5 milhões.
Já o direito aos bônus de subscrição poderá ser exercido em intervalo entre 6 e 12 meses subsequentes à liquidação da oferta, mas a data exata será definida posteriormente. Ou seja, o volume captado pela empresa pode aumentar ainda mais — assim como a diluição dos atuais acionistas que não participarem da oferta.
A definição do preço por ação acontece no dia 14 de dezembro. Os bancos Itaú BBA, Santander, UBS BB, BTG Pactual e ABC Brasil são os coordenadores da oferta,
Em setembro, quando anunciou a intenção de realizar essa rodada de captação de dinheiro, a Infracommerce pretendia lançar um lote principal de 150 milhões de ações.
Em caso de demanda, o lote adicional resultaria na emissão de mais 75 milhões de ações, o que levaria a operação em R$ 277,5 milhões.
Portanto, se colocada na íntegra, a oferta apresentada hoje resultará em uma diluição um pouco maior, mas com R$ 130 milhões a mais nos cofres da Infracommerce.
O que a Infracommerce pretende fazer com o dinheiro
De acordo com o prospecto da oferta, a Infracommerce pretende dar duas destinações ao dinheiro:
A fixação do preço por ação da oferta será conhecido na próxima quinta-feira, 14 de dezembro, depois do fechamento do pregão.
A oferta da Infracommerce já sairá com R$ 291 milhões garantidos de antemão — mais do que os R$ 205 milhões em compromissos de investimento obtidos em setembro.
Uma parcela de R$ 22 milhões será garantida por administradores não identificados, desde que o preço por ação alcance no máximo R$ 2,00.
Por sua vez, a Compass Group comprometeu-se a participar com pelo menos R$ 21 milhões, também desde que o preço por ação não ultrapasse R$ 2,00.
Já os fundos do Pátria entrarão com R$ 60 milhões se a emissão sair numa faixa entre R$ 1,60 e R$ 1,70 por IFCM3.
Além disso, caso o investimento se confirme, a Infracommerce terá de convocar uma assembleia de acionistas para eleger um membro do conselho indicado pelo Pátria.
O restante dos investimentos garantidos virá de outros sócios minoritários.
A Infracommerce foi uma das últimas empresas a aproveitar a última janela de IPOs da B3.
A abertura de capital da empresa movimentou R$ 870 milhões em maio de 2021.
Desde então, IFCM3 caiu mais de 80%.
Em setembro de 2022, a Infracommerce anunciou um aumento de capital privado no qual os acionistas colocaram R$ 400,8 milhões na empresa.
No pregão de hoje, a ação oscilava dentro de uma faixa de alta entre 2% e 3%.
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