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FECHAMENTO DO DIA

Bolsa hoje: Ibovespa recua com pressão de Nova York e tensão política; dólar sobe

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14 de fevereiro de 2023
7:03 - atualizado às 15:05

RESUMO DO DIA: Embora o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tenha feito acenos de paz ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o dia foi mais uma vez marcado por temores com relação à meta de inflação e mudanças no BC.

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Os ataques não vieram diretamente do presidente da República, mas sim de nomes fortes do Partido dos Trabalhadores (PT), como a senadora Gleisi Hoffmann.

Pesou também rumores de que Lula deseja uma elevação de 1 ponto percentual na meta de inflação, o que, para o mercado, significa uma desancoragem ainda maior das expectativas de inflação, prejudicando o andamento da política monetária.

Confira os maiores destaques do dia:

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
CRFB3Carrefour Brasil ONR$ 14,452,92%
BBAS3Banco do Brasil ONR$ 41,552,34%
SBSP3Sabesp ONR$ 54,501,87%
TIMS3Tim ONR$ 11,711,56%
EMBR3Embraer ONR$ 16,241,50%

Confira também as maiores quedas da sessão:

CÓDIGONOMEULTVAR
CASH3Meliuz ONR$ 0,87-7,45%
CVCB3CVC ONR$ 3,47-6,72%
BRFS3BRF ONR$ 6,46-6,51%
YDUQ3Yduqs ONR$ 8,03-6,41%
QUAL3Qualicorp ONR$ 5,04-5,62%
FECHAMENTO

O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,91%, aos 107.848 pontos.

FECHAMENTO EM NOVA YORK

A inflação americana acima do esperado foi a grande vilã do desempenho dos indices em Wall Street nesta terça-feira.

O indicador mostrou desaceleração, mas ainda acima do que o esperado pelo mercado, aumentando as chances de que o aperto monetário siga por mais tempo.

  • Nasdaq: +0.57%
  • S&P 500: -0,03%
  • Dow Jones: -0,46%
CEO CONFERENCE

Há pouco mais de um mês não há como falar de varejo sem tocar no nome da Americanas (AMER3), afinal, o rombo revelado pela varejista acendeu um alerta em todo o setor, que já vinha sofrendo com juros altos e agora tem o drama do crédito escasso — misturado à desconfiança — como uma das principais dificuldades. Esquivando-se de comentar de maneira mais profunda a polêmica que envolve a concorrente, executivos da Via (VIIA3) e do Mercado Livre (MELI34) analisaram esse cenário durante o evento CEO Conference, realizado pelo BTG Pactual nesta terça-feira (14).

Para eles, os juros altos, que já castigavam as varejistas, somaram-se de maneira brutal ao acesso mais difícil ao crédito. Assim, a época de muitas vendas como visto durante a pandemia ficou para trás junto com os juros baixos, obrigando o mercado a separar "o joio do trigo", como disse Stelleo Tolda, um dos fundadores e conselheiro do Mercado Livre.

Mas, isso não é necessariamente ruim — e pode levar a uma consolidação saudável do setor de varejo, acreditam eles.

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"Enxergamos esse evento que acabou de acontecer [o caso da Americanas] como um desafio de curto prazo, que assustou todo o sistema financeiro. Mas, é uma grande oportunidade no médio e longo prazos porque há muito share [participação de mercado] para ser capturado", disse Roberto Fulcherberguer, presidente da Via, que também é dona da Ponto e da Casas Bahia.

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FECHAMENTO

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,42%, a R$ 5,1984.

FECHAMENTO

O barril do brent encerrou o dia em alta 1,19%, a US$ 85,58

FUNDOS DE INVESTIMENTO SOMAM R$ 8,5 BILHÕES EM EXPOSIÇÃO A AMERICANAS (AMER3)

Um total de 1.126 fundos de investimento, com uma exposição de R$ 8,5 bilhões, possuíam algum tipo de exposição à Americanas (AMER3) antes da descoberta do rombo contábil na varejista. Os números são da Anbima, a associação que representa as instituições que atuam no mercado de capitais.

Apesar das cifras, a representatividade do caso Americanas em relação ao mercado foi pequena, de acordo com Carlos André, presidente da Anbima. O patrimônio da indústria de fundos ronda hoje a casa dos R$ 7 trilhões.

“Foi um impacto que eu considero relativamente contido”, disse André, durante um almoço com a imprensa promovido pela associação, o primeiro desde a pandemia da covid-19.

O presidente da Anbima considera que o mercado permanece "funcional" apesar da maior dificuldade de as empresas captarem recursos de investidores no mercado de capitais neste início de ano.

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PIORA DOS INDÍCES

Na última hora, os principais índices em Nova York aceleraram o ritmo de perdas, levando o Ibovespa junto.

Isso porque a inflação acima do esperado e novas falas de dirigentes do Federal Resererve acabaram sinalizando que ainda pode ser cedo para sonhar com a queda dos juros.

No Brasil, rumores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deseja que a meta de inflação seja elevada em 1 ponto percentual contamina os negócios, elevando o prêmio de risco e pressiona o câmbio.

TENDA (TEND3) SOBE FORTE EM DIA DE RELANÇAMENTO DO 'MINHA CASA, MINHA VIDA'

O índice imobiliário da B3, que reúne as principais empresas do setor, acompanha a aversão ao risco do mercado e exibe mais quedas do que altas nesta terça-feira (14). Entre os poucos sinais verdes, no entanto, um deles chama a atenção dos investidores: a Tenda (TEND3) sobe forte.

Por volta das 14h45, os papéis TEND3 avançavam 6%, cotados em R$ 4,23. Além deles, as ações de outra construtora focadas em empreendimentos de baixa renda, a MRV (MRVE3), também anotava ganhos mais modestos, de 0,16%.

O fôlego para as duas companhias vem diretamente da agenda presidencial: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relança hoje o programa "Minha Casa, Minha Vida" (MCMV). A meta é contratar, até 2026, dois milhões de moradias.

Vale relembrar que a MRV é a maior construtora de moradias populares do país. Já a endividada Tenda pode apostar nos subsídios e financiamento ao setor para recuperar a rentabilidade da operação.

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FECHAMENTO NA EUROPA
  • Frankfurt: -0,10%
  • Londres: +0,04%
  • Paris: +0,07%
  • Madri: +0,61%
  • Stoxx 600: +0,24%
DECEPÇÃO

As bolsas em Nova York operam em queda após o índice de inflação ao consumidor mostrar uma força maior do que a expectativa dos investidores. A alta de 0,5% indica desaceleração, mas ainda acima do que o mercado considera ideal antes de um novo corte de juros.

IBOVESPA SE FIRMA EM QUEDA

Depois de começar o dia instável, o Ibovespa vem se firmando em ritmo de queda. O desempenho negativo das petroleiras pesa sobre o índice.

BB ACREDITA EM RECUPERAÇÃO DE ATIVOS DA AMERICANAS

Diferentemente de bancos privados, como Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4), o Banco do Brasil (BBAS3) decidiu provisionar apenas metade da sua exposição ao caso Americanas (AMER3). E isto aconteceu porque a instituição acredita que haverá recuperação dos ativos.

“Neste caso específico, avaliou-se que 50% era adequado segundo nossa metodologia e informações que tínhamos. A gente enxerga que vai haver recuperação de ativos porque existem ativos a serem recuperados”, disse o diretor financeiro, Ricardo Forni, durante coletiva com jornalistas.

O evento foi o primeiro para comentar resultados com a presença da nova presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, no comando. Ela assumiu o cargo em meados de janeiro, substituindo Fausto Ribeiro na direção.

Com o caso Americanas sob escrutínio, o BB afirmou que o escândalo foi analisado de maneira personalizada e a decisão de provisionar apenas metade da exposição não foi feita levando em consideração o impacto no desempenho do banco em 2022 ou em 2023.

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ANDRÉ ESTEVES VÊ ANSIEDADE DE LULA PARA CUMPRIR PROMESSAS

As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste início de mandato mostram uma ansiedade do petista em atender rapidamente a população mais carente, mas essa mesma ansiedade pode trazer um risco ao governo. A análise é de André Esteves, sócio sênior e presidente do conselho de administração do BTG Pactual (BPAC11).

“O presidente tem uma ansiedade natural, pelo momento de vida e tudo o que passou, de rapidamente atender aquela população que ele vê como o seu objetivo de governo, o que eu acho louvável”, afirmou Esteves, na abertura do CEO Conference, evento promovido pelo BTG.

Por outro lado, Esteves acredita que essa ansiedade pode trazer “a sedução de um atalho que não vai levar a lugar nenhum”.

O banqueiro fez a declaração ao ser questionado se Lula havia se tornado um "economista heterodoxo". Isso porque o presidente vem se alinhando ao grupo que enxerga as políticas de ajuste fiscal como um obstáculo à agenda social do governo.

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AS APOSTAS DO BILIONÁRIO

Enquanto o mercado financeiro demonstrava receio frente ao futuro da Tesla (Nasdaq: TSLA), que chegou a perder mais de 60% de seu valor de mercado em 2022, o bilionário húngaro George Soros viu uma oportunidade de abocanhar uma nova fatia na empresa de Elon Musk.

Com a compra de 242.399 papéis TSLA, o family office Soros Fund Management elevou a participação na fabricante de veículos elétricos em cerca de 270% durante o quarto trimestre de 2022. 

Ao fim de dezembro, o fundo detinha 332.046 ações da Tesla — equivalente a US$ 65,3 milhões, com base na cotação dos papéis no último fechamento, de US$ 196,89 —, de acordo com um documento divulgado na segunda-feira (13).

Além das ações, Soros também se expôs à companhia de Musk através de investimentos no ETF Cathie Wood's Ark Innovation, com a aquisição de 500 mil papéis ao longo dos últimos três meses do ano passado.

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ABERTURA EM NY

O CPI de janeiro divulgado nesta terça-feira (14) mostrou que a inflação dos Estados Unidos ficou em linha com as expectativas do mercado. Ainda assim, as bolsas norte-americanas abriram o dia em queda.

Veja como operam os principais índices de Nova York por volta das 11h35:

  • Dow Jones: -0,61%
  • S&P 500: -0,73%
  • Nasdaq hoje: -0,77%
POR QUE AS AÇÕES DA OI (OIBR3) SALTAM MAIS DE 19% HOJE?

A Oi (OIBR3) é um dos destaques positivos da bolsa brasileira nesta terça-feira (14). As ações da companhia de telecomunicações chegaram a entrar em leilão por oscilação máxima permitida e, por volta das 10h55, operam com um salto de 19,26, cotadas em R$ 1,92.

O gatilho para a alta dos papéis é a notícia de que a justiça dos Estados Unidos aceitou um pedido de tutela de emergência solicitado pela empresa na semana passada.

As ações OIBR3 já haviam subido forte na última segunda-feira (13), quando os primeiros relatos do deferimento da solicitação começaram a circular pela imprensa. Hoje, com a confirmação do acolhecimento do pedido enviada pela companhia ao mercado, os ativos seguem em trajetória de ganhos.

VEJA TAMBÉM - Fim da Linha para a Oi (OIBR3)? Novo rombo gigantesco revelado

Oi (OIBR3) em contagem regressiva para nova recuperação judicial?

Na prática, a tutela obtida pela Oi nos EUA pode funcionar como uma preparação para um novo processo de recuperação judicial.

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CPI DOS EUA SOBE EM LINHA COM PREVISÕES E FUTUROS DE NY AVANÇAM

A inflação ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês), avançou 0,5% em janeiro, em linha com as previsões do mercado. Na comparação anual, o principal indicador de preços norte-americano subiu 6,2%, contra expectativa de alta de 6,4%.

Com isso, os índices futuros de Nova York apontam para uma abertura em alta nesta terça-feira (14). Veja como operam os futuros das principais bolsas de Wall Street por volta das 10h35:

  • Dow Futures: +0,26%
  • S&P Futures: +0,34%
  • Nasdaq Futures: +0,40%
ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa abriu a terça-feira (14) em alta e, por volta das 10h07, subia 0,41%, aos 109.284 pontos. Os ganhos do índice são impulsionados pelo alívio nos juros e no câmbio provocado pela entrevista do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao programa Roda Viva ontem.

A alta também é patrocinada pelas commodities. O mínerio de ferro subiu 0,41% em Dalian, na China, e animou as cotações de mineradoras e siderúrgicas hoje.

No mesmo horário, o dólar à vista operava em queda de 0,36%, cotado em R$ 5,157.

MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

O QUE ROBERTO CAMPOS NETO TINHA A NOS FALAR? 

Lá fora, as ações asiáticas entregaram um desempenho misto nesta terça-feira, com os investidores se preparando para a divulgação de dados cruciais sobre a inflação nos EUA. No âmbito internacional, depois de um bom janeiro, os investidores passaram por algumas semanas instáveis, enquanto contemplavam a perspectiva de mais aumentos nas taxas de juros do Federal Reserve, com o objetivo de esfriar a ainda robusta economia americana (teremos mais juros por mais tempo).

O principal golpe veio de um relatório de empregos no início do mês, que levou vários membros do Fed a insistir que continuarão a apertar a política monetária até que os preços estejam sob controle. Os mercados europeus e os futuros americanos têm uma boa manhã. Por aqui, o destaque do dia é a digestão da excelente entrevista de Roberto Campos Neto ao Roda Viva ontem, além da repercussão do resultado do Banco do Brasil, que foi muito bem no quarto trimestre de 2022.

A ver...

00:46 — A entrevista

No Brasil, tivemos ontem a entrevista de Roberto Campos Neto, presidente do BC, no Roda Viva. A ideia de seu movimento era esclarecer algumas dúvidas para o público em geral, buscando uma trégua com o governo e sua base — os gritos de algumas personalidades hoje mais secundárias, como Hoffmann e Boulos, incomodam, mas pouco indicam as reais intenções do Poder Executivo, mais bem representado por Haddad. Como sabemos, há uma grande pressão sobre a autoridade monetária local.

Roberto Campos confirmou a discussão de estudos, conduzidos ao longo dos últimos anos pela equipe técnica do BC, sobre formas de aprimorar a política monetária e a dinâmica das metas de inflação (algo que o mundo faz formalmente na atualidade). Note que não há problema em se debater a meta, principalmente como colocado pelo presidente, a questão negativa se deu com a forma da ala política se expressar — como foi colocado, uma mudança nas metas poderia ser prejudicial às expectativas.

De acordo com o que foi falado na entrevista, muito do debate ainda depende do caminhar da agenda fiscal (novo arcabouço e reforma tributária), que poderia dar espaço para a redução dos juros de maneira saudável e célere. A disposição em conversar de Campos Neto, se dispondo inclusive a ir ao Congresso, mostra boa intenção, o que poderá ser bem-recebido pelo governo, assim como já vem sendo feito pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 

01:56 — Resultados e algumas sinalizações

Além da entrevista, ainda por aqui, devemos ter a repercussão do bom resultado do Banco do Brasil, divulgado na noite de ontem, que assim como no caso de Itaú, mostrou força e qualidade nos números — lucro de mais de R$ 30 bilhões em 2022, um crescimento de mais de 50% contra 2021, e ROE de 23%. Uma loucura que deve reverberar bem no setor, mostrando que há vida depois do caso de Americanas — o guidance aponta para um ano melhor ainda em 2023. 

Além do bom número, devemos ter continuidade da repercussão das notícias que começaram a circular ontem sobre a conversa que Haddad teve com Lula nos EUA. Ao que tudo indica, Lula concordou em não apresentar proposta de mudança na meta de inflação na reunião do CMN de quinta-feira, enquanto os nomes dos novos diretores do Banco Central deverão ser neutros (servidores de carreira). Esse debate foi adiado para depois da apresentação do novo arcabouço fiscal, o que é positivo.

02:45 — A inflação americana

A inflação dos preços ao consumidor nos EUA em janeiro provavelmente produzirá um frenesi de entusiasmo no mercado. A previsão de consenso entre os economistas é que o dado tenha subido 0,5% em janeiro, impulsionado por um aumento nos custos de energia. Os preços da gasolina caíram acentuadamente em novembro e dezembro, mas aumentaram substancialmente até agora em 2023. Com isso, se o índice principal chegar conforme o esperado, reduzirá o aumento do ano anterior para 6,2%, contra um aumento de 6,5% nos 12 meses até dezembro.

Provavelmente, como já vem acontecendo, os detalhes técnicos do dado vão nos mostrar que a inflação está desacelerando, mas muito lentamente, até mesmo porque muitas empresas tradicionalmente aumentam os preços no início do ano. Além disso, temos o problema da ponderação da cesta de consumo, em que os diferentes componentes da inflação também podem retardar as pressões desinflacionarias temporariamente.

O dado é um progresso, mas ainda representaria uma inflação desconfortavelmente alta. Eventuais surpresas podem facilmente determinar a direção do mercado até a reunião de política do Fed em março, que também apresentará as últimas projeções econômicas das autoridades — um dado mais quente do que o previsto pode aumentar as expectativas de aumentos futuros, fazendo com que as ações e títulos caiam, e vice-versa.

03:48 — Entre a Ásia e a Europa

Hoje, tivemos na Ásia os dados do PIB do quarto trimestre do Japão, que vieram mais fracos do que o esperado, com algumas revisões para baixo em relação aos meses anteriores, mas os detalhes foram mais favoráveis, tanto que o mercado subiu em Tóquio. Basicamente, o consumo foi relativamente bom e as quedas de estoque (que devem ser revertidas eventualmente) justificam boa parte da fraqueza. A atividade asiática deverá ser aquecida ao longo de 2023 com a reabertura da China.

Enquanto isso, os investidores digerem os dados dos preços no atacado da Alemanha que vieram bem abaixo do esperado, mostrando uma alta de apenas 0,2% na comparação mensal. Consequentemente, o dado de comparação anual desacelerou de 12,8% para 10,6%. Se a notícia é boa para o BCE, as novidades não foram tão animadoras para o BoE, que viu hoje dados de mercado de trabalho no Reino Unido bem mais fortes do que o esperado, ainda que os salários reais ainda caiam.

04:36 — Depois da corrida espacial 2.0, chegou a vez da corrida da I.A.

Muito foi falado nos últimos meses sobre o potencial das ferramentas de chatbot de inteligência artificial, como o ChatGPT, da Microsoft (recentemente aumentou seu investimento na empresa para US$ 10 bilhões), abalando significativamente a maneira como as pessoas usam e interagem com os mecanismos de pesquisa. Isso também levantou questões sobre a ameaça ao domínio do Google no negócio — durante anos, o Google teve quase o monopólio do negócio de buscas.

A crescente atenção aos negócios de IA gera volatilidade no mercado. Em resposta, na semana passada, o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, apresentou o Bard, uma nova ferramenta de IA que adiciona funcionalidade à pesquisa do Google. Enquanto isso, a Microsoft realizou um evento para revelar as atualizações de seu mecanismo de busca Bing que funcionam em recursos do ChatGPT. Mais e mais novidades estão sendo apresentadas na frente IA, de concorrentes grandes e pequenos, o que provavelmente provocará uma corrida tecnológica nos próximos anos.

IBOVESPA FUTURO ABRE EM LEVE ALTA; DÓLAR RECUA

O Ibovespa futuro abriu a terça-feira (14) em leve alta. Por volta das 09h, o índice subia 0,19%, aos 109.380 pontos.

O dólar à vista, por sua vez, iniciou as negociações com queda de 0,40%, cotado em R$ 5,1558.

NEXPE (NEXP3) ENTRA COM PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A lista de empresas que recorreram à Justiça por auxílio para a renegociação de dívidas acaba de ganhar mais uma integrante. A Nexpe (NXPE3) registrou nesta terça-feira (14), em caráter de urgência, um pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

A decisão de pedir socorro aos tribunais foi aprovada pelos membros do conselho de administração e acionistas da companhia em assembleia geral e provoca uma queda brusca nos papéis hoje. Por volta das 11h50, as ações NXPE3 operavam com um recuo de 27,82%, cotadas em R$ 6,54.

Dona das corretoras de imóveis Abyara e Brasil Brokers, a Nexpe já não vinha bem das pernas há algum tempo. Os últimos balanços da companhia foram afetados principalmente por despesas com o grande número de processos trabalhistas ajuizados a partir de 2015.

A empresa e suas subsidiárias citam que, atualmente, existem 249 reclamações trabalhistas em trâmite contra o grupo. Antes disso, uma consultoria contratada em 2017 já havia evidenciado um passivo trabalhista da ordem de R$ 70 milhões.

Leia mais.

AGENDA DO DIA

Veja quais eventos macroeconômicos devem movimentar os principais mercados globais nesta terça-feira (14):

OndeAgenda econômicaPeríodoHorário
Reino UnidoTaxa de desempregoDezembro4h
Zona do euroPrévia do PIB4T227h
EUARelatório mensal da OPEPFevereiro9h
EUAInflação ao consumidor (CPI)Janeiro10h30
EUADiscurso de Lorie Logan (Fed Dallas)--13h
EUADiscurso de John Williams (Fed NY)--16h05
Fonte: Investing.com

Confira também o calendário de balanços do dia:

  • Brasil: Pátria Investimentos (antes da abertura); Banco BMG, Eternit, JSL, Nubank, Raízen, Totvs e Vinci Partners (depois do fechamento)
  • Exterior: Coca-Cola (antes da abertura); America Movil (depois do fechamento); Carrefour (sem horário)

Acesse ainda a agenda completa da semana em detalhes aqui.

PIB DA ZONA DO EURO TEM LEVE EXPANSÃO NO 4º TRIMESTRE, CONFIRMA REVISÃO

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2022 ante o terceiro trimestre, segundo revisão divulgada hoje pela Eurostat, como é conhecida a agência de estatísticas da União Europeia (UE).

Na comparação anual, o PIB da zona do euro se expandiu 1,9% entre outubro e dezembro.

Os resultados confirmaram as estimativas iniciais, publicadas no fim de janeiro, e vieram em linha com as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Em todo o ano de 2022, a economia da bloco teve crescimento de 3,5% em relação a 2021, confirmou a Eurostat.

DAY TRADE NA B3

Após o fechamento do último pregão, identifiquei uma oportunidade de swing trade baseada na análise quant - compra dos papéis de Taurus (TASA4).

TASA4: [Entrada] R$ 15.75; [Alvo parcial] R$ 16.18; [Alvo] R$ 16.83; [Stop] R$ 15.03

Recomendo a entrada na operação em R$ 15.75, um alvo parcial em R$ 16.18 e o alvo principal em R$ 16.83, objetivando ganhos de 6.8%.

O stop deve ser colocado em R$ 15.03, evitando perdas maiores caso o modelo não se confirme.

Leia mais.

FUTUROS DE NOVA YORK OPERAM EM LEVE ALTA

Os índices futuros de Nova York amanheceram em leve alta hoje.

Os investidores tentam dar continuidade aos ganhos da véspera enquanto aguardam os números da inflação nos Estados Unidos.

A divulgação do CPI está marcada para as 10h30.

Veja como estavam os futuros de Wall Street por volta das 7h30:

  • Dow Jones: +0,08%
  • S&P-500: +0,10%
  • Nasdaq: +0,16%
BOLSAS DA EUROPA OPERAM EM LEVE ALTA

As bolsas de valores da Europa operam em leve alta.

Os investidores da região repercutem a confirmação do resultado do PIB da zona do euro na reta final de 2022.

Ao mesmo tempo, eles se preparam para a divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos em meio à expectativa de desaceleração da alta dos preços ao consumidor.

Veja como estavam as principais bolsas europeias por volta das 7h25:

  • Londres: +0,46%
  • Frankfurt: +0,27%
  • Paris: +0,47%
BOLSAS DA ÁSIA FECHAM MAJORITARIAMENTE EM ALTA

As bolsas de valores da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira.

Os mercados da região deram sequência ao rali da véspera em Wall Street.

Hoje, os investidores aguardam os novos dados de inflação nos Estados Unidos.

Veja como fecharam as principais bolsas asiáticas hoje:

  • Tóquio: +0,64%
  • Seul: +0,53%
  • Xangai: -0,08%
  • Hong Kong: -0,24%
  • Taiwan: +0,71%
KAZUO UEDA É NOMEADO PARA A PRESIDÊNCIA DO BANCO DO JAPÃO

O governo japonês nomeou nesta terça-feira Kazuo Ueda como próximo presidente do Banco do Japão (BoJ). A instituição é comandada há uma década por Haruhiko Kuroda.

Ueda foi professor de economia da Universidade de Tóquio e participou do conselho do Banco do Japão entre 1998 e 2005.

O governo também nomeou Ryozo Himino, ex-chefe da Agência de Serviços Financeiros do país, e Shinichi Uchida, atual diretor de Política Monetária do Banco do Japão, como vice-presidentes da autoridade monetária.

O Parlamento japonês deverá sabatinar os nomeados até o fim de fevereiro.

Os acenos de Campos Neto ao governo Lula no Roda Viva

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, aproveitou o centro do Roda Viva para colocar água na fervura do embate público entre a autoridade monetária e o governo.

Na entrevista levada ao ar no fim da noite de segunda-feira pela TV Cultura, Campos Neto defendeu o regime de metas de inflação ao mesmo tempo em que sinalizou a intenção de construir pontes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Vou fazer de tudo para aproximar o Banco Central do governo", disse ele, mas “sempre com uma atitude independente”.

Bolsonarista infiltrado?

Visto pelo Palácio do Planalto como uma espécie de bolsonarista infiltrado, Campos Neto procurou negar qualquer viés político na atuação do BC. Afirmou estar à frente de uma instituição de Estado, não de governo.

Leia mais.

Nubank pode ter o último prejuízo da história no 4T22 — e graças ao fim do bônus bilionário do fundador; saiba o que esperar do balanço

O primeiro ano de vida do Nubank (NUBR33) como companhia aberta, com ações negociadas em bolsa, foi mais do que agitado.

Em 2022, o banco digital expandiu a operação em outros países, fez uma mudança drástica no rendimento da conta e se colocou numa polêmica que deveria ter ficado restrita ao mercado de capitais, mas fez parte dos clientes questionarem se ele havia falido. 

Este, claro, é um resumo simplificado do que foi um ano complexo para o Nubank e outras fintechs brasileiras. O resultado da operação do ano todo será conhecido amanhã (14), quando o Nubank publica as demonstrações financeiras após o fechamento das bolsas.

Apesar de complicado, o ano teve um marco que merece destaque na história do banco do cartão roxo. A companhia finalmente atingiu o breakeven no terceiro trimestre de 2022, ou seja, registrou lucro contábil pela primeira vez.

Leia mais.

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Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

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