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OPA, NÃO É BEM ASSIM!

Após ruídos em torno do desconto na compra do Grupo BIG, Carrefour (CRFB3) corre para tentar explicar melhor a história

No documento divulgado no início desta noite (12), o Carrefour nega que tenha existido qualquer tipo de disputa judicial com os vendedores

letreiro do carrefour
Imagem: Shutterstock

Ao anunciar o desconto de R$ 1 bilhão na compra do BIG sem dar maiores detalhes sobre as razões que levaram o fundo de private equity Advent a aceitar devolver o dinheiro, o Carrefour (CRFB3) abriu margem para que o mercado especulasse e imaginasse os piores cenários possíveis que levaram a esta tomada de decisão. 

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Para os analistas, a movimentação acendeu alguns sinais amarelos sobre a operação do BIG. Já alguns veículos de imprensa chegaram a noticiar que a devolução de R$ 1 bi se deu após uma longa disputa judicial e a descoberta de despesas não provisionadas que poderiam chegar aos R$ 3 bilhões. 

Esse está longe de ser o cenário mais favorável para uma empresa de capital aberto e, por isso, o Carrefour acaba de emitir um novo fato relevante para explicar (e desmentir) as razões que levaram ao ajuste no preço do BIG. 

No documento divulgado no início desta noite (12), a empresa nega que tenha existido qualquer tipo de disputa judicial com os vendedores do Grupo Big e que o processo de ajuste de preço pós-fechamento da transação segue as práticas de mercado utilizadas em transações similares.

Em uma tentativa de desmentir a existência de provisões não realizadas ou erros contábeis que possam ter levado ao abatimento do valor total do ativo, o Carrefour afirmou que os resultados encontrados por auditores e assessores externos nos registros contábeis do Grupo Big foram divulgados nas demonstrações financeiras relativas ao exercício de 2022, “não sendo esperado ou vislumbrado qualquer ajuste material adicional resultante da Transação”. 

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Ou seja: o abatimento no valor total pago pelo Grupo BIG veio de negociações entre compradores e vendedores após as análises feitas por auditores, sem que houvesse qualquer tipo de litígio político entre as partes. 

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"Contrariamente a especulações da mídia, a saída de determinados executivos da Companhia e de suas subsidiárias ao longo dos últimos meses não tem qualquer relação com as questões descritas acima, tendo ocorrido no curso ordinário dos negócios”, finaliza a companhia. 

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