Pesadelo da crise de 2008 volta a assombrar Wall Street e S&P 500 chega a zerar ganhos do ano
O único que sobreviveu ao dia de caos nos mercado financeiros foi o Nasdaq — índice de tecnologia conseguiu encerrar a quarta-feira (15) perto da estabilidade, com variação positiva de 0,05%

Um dos maiores temores do investidor é reviver a crise de 2008, quando grandes bancos dos EUA faliram, as bolsas despencaram e o mercado financeiro entrou em colapso. Esse pesadelo bateu à porta de Wall Street nesta quarta-feira (15) e não deu para ignorar — tanto que o S&P 500 chegou a zerar os ganhos do ano.
A notícia da quebra de um banco nunca é positiva. Quando o Silicon Valley Bank (SVB) anunciou na última sexta-feira (10) que iria fechar as portas após uma perda de US$ 1,8 bilhão com a venda de uma carteira de títulos, o mercado entrou em estado de alerta.
A situação piorou quando, na sequência, a falência do Signature Bank foi decretada. Ainda assim, Wall Street resistiu e conseguiu, apesar da forte volatilidade, operar em campo positivo durante boa parte do tempo.
Só que hoje a situação mudou quando um gigante europeu foi à lona: o Credit Suisse sentiu o golpe depois que os sauditas informaram que um investimento no banco não estava mais disponível, levando a uma corrida para longe do setor bancário nos mercados internacionais.
Dessa vez, o banco era grande demais para ser ignorado. A notícia fez o S&P 500 zerar os ganhos do ano no meio da sessão — ainda que tenha se recuperado depois —, e o Dow Jones cair mais de 700 pontos.
Confira a variação e a pontuação dos principais índices de ações dos EUA no fechamento:
Leia Também
- Dow Jones: -0,87%, 31.874,57 pontos
- S&P 500: -0,70%, 3.891,93 pontos
- Nasdaq: -0,05%, 11.434,05 pontos
- Leia também: Crise? Que nada! Tem bancão embolsando US$ 15 bilhões com falências lá fora — saiba quem está se dando bem
A crise de 2008 bate à porta
A crise de 2008 ficou conhecida assim porque foi em 15 de setembro daquele ano que o gigante Lehmann Brothers faliu. Mas ela teve início um ano antes, em 2007, quando bancos bem menores começaram a quebrar.
Por isso, o fechamento do SVB e do Signature seguido por problemas no Credit Suisse despertam os piores pesadelos nos investidores em todo o mundo.
Só que, segundo o banco central da Suíça (SNB) , o momento não é o mesmo. Em comunicado junto com a Autoridade Supervisora do Mercado Financeiro Suíço, o SNB diz que o Credit Suisse “atende aos requisitos de capital e liquidez impostos a bancos sistemicamente importantes” e que o BC intervirá se a situação mudar.
Os reguladores também disseram que a falência de dois bancos regionais dos EUA na semana passada não representa um “risco direto de contágio” para os bancos suíços.
Fato é que a situação do Credit Suisse arrastou para baixo as ações dos grandes bancos norte-americanos. Citigroup, Wells Fargo e Goldman Sachs caíram 5%, enquanto o Bank of America recuou 2%.
Entre os bancos regionais, que se recuperaram ontem, voltaram a ficar no vermelho. O SPDR S&P Regional Banking ETF (KRE) caiu 2,3%, pressionado por perdas de mais de 10% no First Republic Bank e no PacWest Bancorp.
- Não dê dinheiro à Receita Federal à toa: você pode estar deixando de receber uma boa restituição do Imposto de Renda por algum equívoco na hora da declaração. Clique aqui e baixe GRATUITAMENTE um guia completo para não errar em nada na hora de acertar as contas com o Leão.
Por que Nasdaq resistiu?
Diferente do S&P 500 e do Dow Jones, o Nasdaq foi um sobrevivente desse dia de perdas generalizadas em Wall Street.
O índice de tecnologia foi ajudado por grandes nomes do setor como Netflix e Alphabet que avançaram 3,3% e 2,7%, respectivamente. Amazon e Meta Platforms também contribuíram com a performance, subindo cerca de 1% cada, enquanto a Microsoft ganhou 1,8%.
Esse comportamento é explicado pela taxa de juros. Com a crise do setor bancário batendo à porta, os investidores acreditam que o Federal Reserve (Fed) será forçado a rever seu plano de aperto monetário - alguns bancos como o Goldman Sachs apostam até mesmo em corte de juros na reunião da semana que vem.
Uma taxa referencial menor favorece ações de crescimento sensíveis à política monetária, entre elas, as de tecnologia. Não à toa nomes como Zoom Video e Coinbase tiveram alta de 2,5% e 3,2%, respectivamente, na sessão de hoje.
S&P 500 caiu e a Europa?
Se nas bolsas dos EUA o Credit Suisse fez um estrago, na Europa a situação não foi diferente.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 3%, com todos os segmentos no vermelho.
Confira o fechamento das principais bolsas europeias:
- Londres: -3,38%, 7.344,45 pontos
- Paris: -3,58%, 6.885,71 pontos
- Frankfurt: -3,27%, 14.735,26 pontos
As ações do setor bancário caíram 7%, na pior sessão desde que a Rússia iniciou a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, de acordo com dados da Eikon.
O setor de petróleo e gás recuou 6,7%, enquanto as ações de mineração perderam 5,6%.
RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS
Ibovespa dispara 7,7% e supera 206 mil pontos na máxima histórica após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
5 de outubro de 2026 - 10:39NOVO RECORDE
Petrobras (PETR4) supera R$ 700 bilhões em valor de mercado, o maior da história. O que impulsionou a ação?
3 de outubro de 2026 - 15:15BOM HUMOR NA BOLSA
Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos
3 de outubro de 2026 - 11:45MAIS OTIMISMO COM O PAPEL
Bank of America vê potencial de alta de 64% para a JBS (JBSS32) e calcula a renda extra para o investidor
2 de outubro de 2026 - 19:32TOUROS E URSOS #290
Ibovespa a 200 mil pontos? Gestor diz o que pode acontecer com seus investimentos se Lula ou Flávio vencerem
2 de outubro de 2026 - 18:30FECHAMENTO DOS MERCADOS
No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara, chega nos 192 mil pontos e sobe 2,63%
2 de outubro de 2026 - 17:36POR QUE É TÃO IMPORTANTE?
Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto
2 de outubro de 2026 - 10:50Conteúdo BTG Pactual
Fundo multimercado que já rendeu CDI + 4,36% desde sua criação segue na ‘contramão’ das tendências; conheça
1 de outubro de 2026 - 14:00PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições podem levar o Ibovespa acima de 200 mil pontos? A visão de Rodrigo Glatt, sócio da gestora GTI
1 de outubro de 2026 - 11:32BALANÇO DO MÊS
Tesouro Direto dispara em setembro com retorno de mais de 5% — mas outro investimento toma a dianteira e fica no topo do ranking
30 de setembro de 2026 - 19:16FECHAMENTO DOS MERCADOS
O vento a favor que fez o Ibovespa decolar 4 mil pontos, inverter o sinal e fechar setembro no azul
30 de setembro de 2026 - 17:49MESMO QUE 'DÊ RUIM'