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As empresas do setor energético são conhecidas por encherem os bolsos dos investidores de dividendos. Por isso, o mercado olha com atenção para os números da Transmissora Aliança de Energia Elétrica (TAESA-TAEE11) divulgados nesta quarta-feira (10).
Mas o balanço não trouxe boas notícias: a companhia encerrou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 564 milhões, uma queda de 19,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Considerado os seis primeiros meses deste ano, o lucro da empresa atingiu R$ 1,643 bilhão, queda de 9,3% em base anual de comparação.
O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) anual cresceu na base anual 40,4%, chegando a R$ 464,9 milhões.
A receita líquida totalizou R$ 847,7 milhões no segundo trimestre, o que representa uma queda de 6,3% na mesma base de comparação.
O resultado da Taesa (TAEE) é explicado por um Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) menor entre abril e junho, o que afetou negativamente a receita de correção monetária de todas as concessões da empresa.
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No trimestre, as despesas financeiras líquidas da Taesa aumentaram devido às variações do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além do maior volume de dívida líquida.
A Taesa encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 6,661 bilhões, aumento de 12,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O desempenho da Taesa ainda foi afetado pela redução na margem de implementação de infraestrutura em função da entrada em operação de Janaúba e menores investimentos nos empreendimentos Sant’Ana e Ivaí, em construção.
A Taesa (TAEE11) informou junto com os resultados financeiros a aprovação do pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 506,733 milhões.
Desse valor, R$ 308,79 milhões se referem a dividendos intercalares e R$ 197,93 milhões ao JCP. O montante total equivale a R$ 0,49030959036 por ação ordinária ou preferencial, ou R$ 1,47092877107 por unit.
O pagamento ocorrerá em 26 de agosto, com base na posição acionária de 15 de agosto. A partir do dia 16, as ações ON e units passarão a ser negociadas "ex-direitos" e passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados.
Então você pode optar por comprar a ação agora e ter direito aos proventos ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o direito a eles.
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