O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com a nova alta dos juros, remuneração de títulos de renda fixa conservadores sobe um pouco mais e supera 1% ao mês. Veja quanto eles vão pagar de agora em diante
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou, nesta quarta-feira (15), a taxa básica de juros, a Selic, em mais 0,50 ponto percentual, o que aumenta, um pouquinho mais, a rentabilidade das aplicações de renda fixa pós-fixadas - inclusive a das mais conservadoras.
O ajuste veio dentro das expectativas do mercado e do que já havia sido sinalizado pela autoridade monetária na reunião passada, elevando a meta da Selic de 12,75% para 13,25% ao ano.
Isso significa que, a partir de agora, os investimentos de renda fixa que pagarem 100% do CDI - taxa de juros que costuma caminhar próxima da Selic - passarão a remunerar em torno de 13,15% ao ano, mais de 1% ao mês.
A decisão do Banco Central brasileiro se seguiu à decisão do Federal Reserve, o banco central americano, que elevou os juros nos Estados Unidos em 0,75 ponto percentual na tarde de hoje, para a faixa de 1,50% a 1,75% ao ano.
Tanto aqui como lá os bancos centrais lutam contra uma inflação galopante - guardadas as devidas proporções de cada economia -, mas o Brasil já está bem mais adiantado no processo, pois começou a aumentar a Selic há mais de um ano. Já o Fed está apenas em seu terceiro ajuste, depois de manter os juros zerados durante toda a pandemia.
O mercado acredita que o ciclo de alta da Selic já esteja perto do fim, mas ainda devem vir mais ajustes pela frente. A expectativa é de mais uma alta de 0,25 ou 0,50 ponto ou de duas altas de 0,25. Com isso, a Selic terminaria 2022 em 13,50% ou 13,75% ao ano, e ainda deve se manter elevada por mais algum tempo.
Leia Também
O próprio comunicado do Banco Central divulgado nesta quarta diz que o Copom antevê "um novo ajuste, de igual ou menor magnitude" na próxima reunião. Mas ainda não dá clareza quanto a um fim do ciclo de alta nos juros.
Seja como for, do ponto de vista do investidor, uma Selic de dois dígitos e ainda com perspectiva de novas altas deixa a renda fixa conservadora cada vez mais atrativa.
Obter retorno de 1% ao mês com baixo risco, muitas vezes até líquido de IR, voltou a ser possível, desde que o investidor esteja disposto a deixar o dinheiro aplicado por algum tempo.
Com a Selic nos dois dígitos, a caderneta de poupança voltou a render a sua taxa máxima de 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR), a qual também voltou a remunerar alguma coisa, depois de passar cerca de quatro anos zerada.
Já os investimentos de renda fixa pós-fixada - atrelados à Selic ou ao CDI - voltaram a pagar retornos atrativos acima da inflação, mesmo quando tributados. É o caso do Tesouro Selic (LFT), dos fundos DI e dos títulos bancários mais rentáveis, como os CDB, LCI e LCA pós-fixados.
Assim, é um bom momento para investir nesses papéis para além da reserva de emergência, pois a rentabilidade dessas aplicações tende a aumentar com a elevação da taxa básica e a provável manutenção desta nos dois dígitos ainda por um certo tempo.
Além disso, com a nova alta da Selic, aumenta a diferença entre a remuneração desses papéis e a da caderneta de poupança.
No vídeo a seguir, eu explico o que é a reunião do Copom e como a definição da Selic afeta a sua vida. Assista:
No patamar de 13,25% ao ano, a Selic já não perde para a inflação oficial projetada para os próximos 12 meses (de 5,51%, segundo o último Focus, datado do final de abril), como vinha acontecendo há algum tempo.
As aplicações financeiras cuja remuneração é atrelada à Selic ou à taxa DI - taxa de juros que costuma acompanhar a taxa básica - também já vencem o dragão.
Com a perspectiva de que a Selic ainda apresente novas altas, o que tende também a controlar a inflação, essas aplicações devem encontrar cada vez menos dificuldade de preservar o poder de compra do investidor.
Para você ter uma ideia de como o retorno da renda fixa conservadora está neste momento, eu fiz uma simulação de rentabilidade com quatro aplicações pós-fixadas no novo cenário de juros: caderneta de poupança, Tesouro Selic (LFT), fundo de renda fixa/CDB e Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Considerei Selic constante de 13,25% ao ano e o CDI constante de 13,15%, um pouco abaixo, como costuma acontecer.
Escolhi quatro prazos de forma a contemplar as quatro alíquotas de IR possíveis, no caso das aplicações tributadas (Tesouro Selic e fundos/CDB).
Usei datas reais para poder usar o simulador do Tesouro Direto para calcular o retorno do Tesouro Selic, de modo a incluir a taxa de custódia e o spread nos cálculos no caso de uma venda antes do vencimento.
Para calcular o retorno da poupança utilizei os prazos em meses e anos. Já para simular os retornos do fundo/CDB e da LCI, levei em conta o número de dias úteis entre as duas datas reais consideradas em cada prazo.
Todas as rentabilidades estão líquidas de taxas, spread e imposto de renda, quando for o caso.
| Prazo | Poupança | Tesouro Selic | Fundo de renda fixa / CDB 100% do CDI | LCI 100% do CDI |
| 3 meses | 2,01% | 2,48% | 2,51% | 3,24% |
| 8 meses | 5,46% | 6,96% | 7,00% | 8,74% |
| 1 ano | 8,30% | 10,76% | 10,80% | 13,09% |
| 2 anos | 17,28% | 23,58% | 23,61% | 27,78% |
Com o aumento da Selic para um valor superior a 8,50% ao ano, foi acionado o gatilho de altera o cálculo de rentabilidade da poupança.
Anteriormente, a caderneta pagava 70% da taxa Selic mais Taxa Referencial (TR), mas com a taxa básica neste novo patamar, a remuneração passou para 0,5% ao mês + TR, a mesma rentabilidade da poupança antiga e retorno máximo para esse tipo de aplicação.
Lembrando que a caderneta de poupança não tem taxas nem imposto de renda, e sua rentabilidade é mensal, apenas no dia do aniversário.
A TR, que desde 2017 vinha se mantendo zerada, voltou a subir recentemente, então eu considerei a taxa de maio (0,1663%) na simulação. Assim, a rentabilidade da poupança mostrada na tabela é de cerca de 0,67% ao mês, supondo uma TR constante de 0,1663% ao mês, mas essa taxa tende a subir ainda mais com novas altas na Selic.
Já o Tesouro Selic é um título público que paga, no vencimento, a Selic mais um ágio ou deságio. Se vendido antes do vencimento, o retorno é levemente sacrificado em função de uma diferença entre as taxas de compra e venda do papel (spread), o que pode deixar a rentabilidade inferior à Selic do período.
O rendimento do Tesouro Selic é diário, e há cobrança de IR e de uma taxa de custódia obrigatória de 0,20% ao ano, paga à B3, apenas sobre o que exceder o saldo investido de R$ 10 mil.
É possível, porém, que a rentabilidade do título seja um pouco maior do que a que aparece na tabela. Isso porque, nos casos de venda antes do vencimento, a calculadora do Tesouro Direto não confere a isenção de taxa de custódia para o valor investido inferior a R$ 10 mil.
Levei em conta, ainda, que a corretora utilizada para operar no Tesouro Direto não cobra taxa de agente de custódia, que é aquela taxa de administração que as corretoras podem cobrar para oferecer acesso à plataforma do Tesouro - mas que a maioria já não cobra.
Considerei também os fundos de renda fixa que só investem em Tesouro Selic e não cobram taxa de administração, supondo que seu retorno represente a variação do CDI no período menos o imposto de renda. Assim, esses fundos se equiparam, por exemplo, aos CDBs, RDBs ou contas de pagamento que remuneram 100% do CDI.
Vale aqui uma observação: os fundos Tesouro Selic não costumam pagar exatamente 100% do CDI. Sua remuneração tem ficado um pouco abaixo disso, e eles também estão sujeitos a eventuais quedas nos preços dos títulos, que são raras, mas podem acontecer. A simulação é apenas ilustrativa.
Por fim, simulei o retorno da LCI porque se trata de um título isento de taxas e de IR. Considerei um papel que pague 100% do CDI, apenas para você ver como seria receber uma rentabilidade líquida de 100% do CDI neste momento.
O Copom ainda não cortou a taxa de juros, mas isso deve acontecer em breve — e o mercado já se move para ajustar os retornos para baixo
BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano
Em carta mensal, Sparta analisa por que os eventos de crédito deste ano não doeram tanto no mercado de debêntures quanto os de empresas como Americanas e Light em 2023 e avalia os cenários de risco e oportunidades à frente
Pierre Jadoul não vê investidor disposto a tomar risco e enfrentar volatilidade enquanto juros continuarem altos e eleições aumentarem imprevisibilidade
O produto estará disponível por tempo limitado, entre os dias 24 e 28 de novembro, para novos clientes
Após o tombo do Banco Master, investidores ainda encontram CDBs turbinados — mas especialistas alertam para o risco por trás das taxas “boas demais”
Levantamento da Anbima mostra que a expectativa de queda da Selic puxou a valorização dos títulos de taxa fixa
A correção de spreads desde setembro melhora a percepção dos gestores em relação às debêntures incentivadas, com o vislumbre de retorno adequado ao risco
Surpresa da divulgação do IPCA de outubro foi gatilho para taxas do Tesouro Direto se afastaram dos níveis mais altos nesta terça-feira (11)
BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano
Queda inesperada de demanda acende alerta para os fundos abertos, porém é oportunidade para fundos fechados na visão da gestora
Queda inesperada de demanda por debêntures incentivadas abriu spreads e derrubou os preços dos papéis, mas movimento não tem a ver com crise de crédito
Funcionalidade facilita o acompanhamento das aplicações, refletindo o interesse crescente por renda fixa em meio à Selic elevada
As três gigantes enfrentam desafios distintos, mas o estresse simultâneo nos seus títulos de dívida reacendeu o temor de um contágio similar ao que ocorreu quando a Americanas descobriu uma fraude bilionária em 2023
Juro real no título indexado à inflação é histórico e pode mais que triplicar o patrimônio em prazos mais longos
Prêmio pago no título público está nas máximas históricas, mas existem algumas condições para conseguir esse retorno total no final
Captação no mercado externo neste ano já soma US$ 29,5 bilhões até setembro, segundo a Anbima
Indicador mede o desempenho das LFTs e reforça a consolidação da renda fixa entre investidores; Nubank estreia primeiro produto atrelado ao índice
Nova pesquisa da Empiricus mostra que os gestores estão pessimistas em relação aos retornos e às emissões nos próximos meses
BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam travar boa rentabilidade agora e levar títulos até o vencimento diante da possibilidade de corte dos juros à frente