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A privatização do Banco do Brasil (BBAS3) é um dos assuntos que devem ser discutidos durante a corrida presidencial nas eleições
O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles defendeu nesta terça-feira (19) a privatização do Banco do Brasil (BBAS3). A Eletrobras (ELET3) também foi mencionada, chamada de parte das “grandes estrelas” em poder do governo federal.
"Não faz sentido o governo federal ter duas grandes instituições financeiras", disse o ex-ministro se referindo ao Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal.
Meirelles, que deixou o cargo de secretário de Fazenda do Estado de São Paulo neste mês, tem a intenção de concorrer a algum cargo nas eleições. Para ele, privatizar o BB seria mais fácil por se tratar de uma instituição que tem grande quantidade de ações espalhadas pelo mercado.
Segundo o ex-ministro, num cenário em que o Banco do Brasil fosse privatizado, as atividades da Caixa Econômica Federal seriam direcionadas à ações sociais.
Por fim, ele defendeu que a discussão de desestatização da financeira deve acontecer no início do próximo mandato presidencial, já que um governo eleito com a força popular sempre reúne condições de discutir programas consistentes de reformas e privatizações com o Congresso no primeiro ano de governo.
Privatizar uma empresa estatal não é tão fácil quanto se fala. A exemplo disso, temos a Eletrobras (ELET3) que teve a desestatização aprovada pelo Congresso em junho de 2021, mas ainda aguarda julgamento do Tribunal de Contas da União (TCU) — previsto para esta quarta-feira (20) — para aprovar a privatização.
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De fato, a privatização do Banco do Brasil (BBAS3) sempre esteve no radar do Ministério da Economia, chefiado por Paulo Guedes, assim como a Petrobras (PETR4).
"Um plano para os próximos dez anos é continuar com as privatizações. Petrobras, Banco do Brasil, todo mundo entrando na fila, sendo vendido e sendo transformado em dividendos sociais", declarou Paulo Guedes, em setembro do ano passado.
O ex-governador de São Paulo e atual pré-candidato à Presidência pelo PSDB, João Doria, também já afirmou que, caso eleito, deve privatizar o Banco do Brasil (BBAS3). O assunto já foi discutido com Meirelles, afirmou o ex-ministro e ex-presidente do Banco Central durante o governo Lula.
Por fim, Meirelles disse não ver nos dois candidatos que lideram as intenções de votos (ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro) disposição clara para reformas.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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