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Após última alta nos preços dos combustíveis, governo intensificou a pressão sobre a petroleira, o que pesou sobre os papéis e também sobre o Ibovespa
A Petrobras (PETR3; PETR4) está na berlinda. Na última semana, o noticiário em torno da estatal pegou fogo, e todos sabemos que petróleo e combustíveis são substâncias altamente inflamáveis.
De um lado, a alta nos preços das commodities energéticas no mercado internacional obrigou a companhia a reajustar mais uma vez os seus preços.
Do outro, o governo federal, influenciado pela opinião pública, tenta conter esse aumento, com medidas que incluem desde o corte de impostos até uma pressão direta sobre a Petrobras, com críticas por parte do presidente Jair Bolsonaro, troca de CEO, possibilidade da instauração de uma CPI e até menção a mudanças na lei das estatais para conseguir interferir um pouco mais na companhia, a ponto de talvez até alterar a política de preços.
A pessoa física, por sua vez, encontra-se numa espécie de cabo de guerra. Pelo lado do consumidor, os altos preços dos combustíveis realmente desgastam seu poder de compra direta e indiretamente, pois também pressionam a inflação.
Pelo lado do investidor, a possibilidade, cada vez mais real, de intervenção estatal na política de preços da Petrobras tem machucado as ações da companhia e aumentado o risco do investimento, arrastando junto o Ibovespa.
Com todo o ruído dessa semana, os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) acumularam queda de 3,74% no período, enquanto os ordinários (PETR3) caíram 3,41%. Já o Ibovespa recuou 1,16%.
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As pressões que a Petrobras sofre de todos os lados - e exerce no bolso dos brasileiros - foram o tema do podcast Touros e Ursos desta semana.
Afinal, a estatal tem culpa pela alta dos preços dos combustíveis? Poderia fazer algo a respeito? As outras medidas tomadas pelo governo, como corte de impostos, podem realmente controlar os preços? E toda essa tensão acabou tornando as ações da empresa um mau investimento?
Eu, Victor Aguiar e Vinícius Pinheiro batemos um papo sobre isso, respondemos a uma pergunta de um dos nossos ouvintes sobre a Oi e também, como sempre, escolhemos nossos touros e ursos da semana. Para ouvir, basta apertar o play no tocador abaixo!
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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