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Desde a condução de Caio Paes de Andrade à presidência da Petrobras, no fim de junho, preço da gasolina já caiu quase 20%
A Petrobras (PETR4) anunciou nesta quinta-feira (1) uma redução de 7,08% no preço da gasolina. O anúncio ocorre pouco mais de duas semanas depois do último corte no valor do combustível.
De acordo com a estatal, o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,53 para R$ 3,28 por litro, uma redução de R$ 0,25 por litro.
Esta é a quarta vez no ano que a Petrobras diminui o preço da gasolina. O novo preço entrará em vigor amanhã (2), mas não é possível prever quando a redução chegará às bombas.
Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina e 27% de etanol para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,57, em média, para R$ 2,39 a cada litro vendido na bomba.
A redução, segundo a Petrobras, acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da estatal, que busca o equilíbrio dos seus valores com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.
O novo presidente da Petrobras (PETR4), Caio Mario Paes de Andrade, assumiu a petroleira em 28 de junho. O primeiro corte de preços da gasolina foi anunciado em 19 de julho e, desde então, o valor do litro em refinarias já teve queda acumulada de 19,2%.
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No início de agosto, a Petrobras também cortou duas vezes o preço do óleo diesel nas refinarias.
Hoje, as cotações do petróleo caem em torno de 2% nos mercados internacionais.
O recente recuo do petróleo tem sido usado pela Petrobras para justificar as reduções de preços recentes.
O preço dos combustíveis tem sido um problema para o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição.
Por isso, ele promoveu mudanças consecutivas o comando da estatal — e tem sido acusado de interferir politicamente na empresa.
Bolsonaro também criticou o lucro da Petrobras sem mencionar que a União é a acionista controladora e dona da maior fatia das ações da Petrobras.
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