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Embora a Polônia não esteja diretamente envolvida no conflito, o país condena veementemente a guerra e abriu suas portas para milhões de refugiados.
O conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se arrasta por quase nove meses, parece ter ganhado um capítulo mais dramático nesta terça-feira (15).
Segundo informações da Associated Press, dois foguetes russos acabaram atingindo a Polônia, integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), matando duas pessoas. De acordo com a AP, a informação foi coletada de um oficial da inteligência americana.
A notícia tende a piorar o cenário geopolítico, aumentando a tensão no leste europeu e levando o governo polonês a acionar o comitê de segurança nacional.
A região atingida é uma área de secagem de grãos e fica próximo da fronteira com a Ucrânia, em Przewodów. As bolsas em Nova York apresentaram uma desaceleração dos ganhos após a notícia.
De acordo com o Pentágono, ainda não há confirmação de que se trata de um ataque russo, com a situação sendo investigada. Já o Ministério da Defesa russo disse não ter feito nenhum ataque contra alvos perto da fronteira da Polônia, com as notícias veiculadas pela imprensa internacional sendo categorizadas como "uma provocação deliberada para agravar a situação". A declaração foi noticiada pela Interfex, agência russa.
A Otan tem um pacto de defesa coletiva. Ou seja: ataques contra países-membros são considerados como ataques a todos.
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Apesar da falta de confirmação oficial, a Polônia está em contato direto com outros membros da Otan — a Letônia, Lituânia e Estônia já responsabilizaram a Rússia pelos mísseis.
Nesta terça-feira (15), a Rússia havia iniciado uma ofensiva que deixou cerca de 7 milhões de ucranianos sem acesso à energia elétrica.
Embora a Polônia não esteja diretamente envolvida no conflito, o país condena veementemente a guerra e abriu suas portas para milhões de refugiados.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disse ter conversado com o presidente polonês, Andrzej Duda, sobre o acontecido. Segundo o secretário, aliados ainda estão sendo consultados e os dados apurados.
O presidente da Polônia disse que estão sendo verificadas as premissas para a aplicação do Artigo 4 da Otan, quando se espera consultas mútuas para verificar a existência de ameaças. Caso se confirme, é possível que o artigo 5, de defesa comum, entre em operação.
*Com informações da Associated Press e Sky News
*Em atualização
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