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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

SETOR HOSPITALAR

Viveo (VVEO3) fecha mais duas aquisições e pode disparar 44% até o fim de 2022, diz Itaú BBA; entenda a análise

Holding totaliza oito compras desde o início de 2022. Para o Itaú, as novas operações anunciadas pela companhia são positivas para o conglomerado — e para sua carteira

Camille Lima
Camille Lima
23 de agosto de 2022
12:06 - atualizado às 12:26
remédio
Imagem: Shutterstock

Desde o ano passado, a Viveo (VVEO3) mostra-se determinada a conquistar o setor hospitalar e de saúde. A holding renovou o ritmo intenso de compras no começo de 2022, mas desacelerou o passo em abril depois de fechar a aquisição de uma startup farmacêutica que usa robôs para produzir remédios.

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Quatro meses depois, a fome por expansão bateu forte mais uma vez — e a companhia foi novamente às compras preparada para arrematar mais duas empresas, com um investimento total de aproximadamente R$ 110 milhões.

Com as novas operações, a holding hospitalar totaliza oito compras anunciadas desde o início de 2022.

De acordo com o documento arquivado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), as transações estão alinhadas aos planos de expansão da companhia e reforçam o ecossistema da Viveo, além de buscar “simplificar o mercado da saúde”.

Viveo (VVEO3) e os produtos hospitalares

Expandindo seu portfólio na área de produtos hospitalares, a primeira compra anunciada pela Viveo na noite de ontem foi a da Neve.

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Fundada em 1986 em Bragança Paulista, interior de São Paulo, a companhia é responsável pelo desenvolvimento de quatro linhas de produtos: ortopédica, cirúrgica, de proteção e de paramentação.

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De acordo com a companhia, a aquisição deve reforçar o canal de fabricação e comercialização de produtos médicos para hospitais e clínicas.

“A Neve agregará produtos de alto desempenho complementando nosso portfólio atual de materiais”, disse o CEO da holding, Leonardo Byrro. “Assim, seguimos com foco em simplificar o mercado de saúde e nos consolidarmos como a melhor plataforma one stop shop para nossos clientes.”

Atualmente, a Neve possui uma equipe de 400 funcionários que atendem a mais de 1,5 mil hospitais e clínicas no Brasil.

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Segundo fato relevante protocolado na CVM, a receita líquida anual da companhia é de cerca de R$ 106 milhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português) é de R$ 17 milhões.

Foco da Viveo (VVEO3) em nutrição

A segunda aquisição anunciada pela Viveo na noite de ontem foi a da Nutrifica.

Fundada em 2015, em Brasília (DF), a companhia é focada no comércio de nutrição enteral e parenteral, com manipulação de fórmulas de uso humano.

A holding hospitalar vem investindo forte no segmento de manipulação há algum tempo. Até agora, a Viveo investiu cerca de R$ 535 milhões na aquisição de três manipuladoras, especializadas em nutrição, diálise e quimioterápicos.

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“A Nutrifica adiciona mais uma geografia na tese de manipulação de soluções estéreis, reforçando o canal de serviços”, disse o CEO da Viveo.

Com a compra da Nutrifica, o conglomerado oficialmente torna-se a maior manipuladora do segmento no hemisfério Sul.

A empresa de nutrição conta com uma receita líquida anual de R$ 16 milhões, com um Ebitda de aproximadamente R$ 5 milhões.

Vale destacar que a conclusão das operações ainda está sujeita ao cumprimento de determinadas condições previstas em contrato, como a aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

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O que dizem os analistas

Para o Itaú BBA, as novas aquisições anunciadas pela Viveo (VVEO3) são positivas para o conglomerado — e para a sua carteira.

Os analistas seguem otimistas com o futuro da holding e mantiveram a recomendação de compra para os papéis.

A casa de análise fixou um preço-alvo de R$ 23 para VVEO3, o que implica em um potencial de valorização de aproximadamente 44,6% em relação ao fechamento dos papéis no último pregão, de R$ 15,91.

Na sessão desta terça-feira (23), as ações da Viveo operam em alta. Por volta de 12h04, os ativos avançavam 1,07%, negociados a R$ 16,08.

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Pilares da tese do Itaú para Viveo (VVEO3)

A avaliação positiva do Itaú BBA para as ações da Viveo (VVEO3) leva em conta três pilares.

O primeiro deles é o segmento em que a Neve está inserida, uma vez que a adquirida atua de forma complementar à Cremer, marca de produtos hospitalares do conglomerado.

Para os analistas, a aquisição permite a expansão do portfólio de produtos da Cremer e o aumento da capacidade produtiva da companhia.

Outro ponto da tese do Itaú é a “expansão geográfica do braço de produtos estéreis da Viveo”, que começou com a compra das empresas Life e Famap, anunciada em meados de abril deste ano.

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“Enxergamos a operação como um passo positivo no caminho de a companhia se tornar uma one-stop-shop para os clientes de assistência médica”, disse o banco, em relatório.

A casa de análise ainda destaca o valuation atraente da Viveo em relação aos seus pares, uma vez que a companhia negocia a cinco vezes o valor de empresa (EV) em relação ao Ebitda.

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