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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

GALINHA DOS OVOS DE OURO

Subsidiária da MRV (MRVE3) nos EUA garante mais de R$ 1 bilhão para construtora com venda de empreendimentos na Flórida

A Resia vendeu dois conjuntos localizados na Flórida, e a negociação rendeu cerca de R$ 375 milhões aos cofres da incorporadora

Larissa Vitória
Larissa Vitória
30 de junho de 2022
19:15 - atualizado às 19:38
Logo da MRV (MRVE3) nas cores verde e amarelo
MRV - Imagem: Divulgação

A Resia mostrou nesta quinta-feira (30) porque tem sido um dos grandes - se não o grande - destaques financeiros da MRV (MRVE3) nos últimos trimestres. A subsidiária norte-americana da incorporadora brasileira, anteriormente conhecida como AHS Residential, concluiu hoje a venda de dois empreendimentos por US$ 195 milhões (pouco mais de R$ 1 bilhão).

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Os conjuntos Village at Tradition e Harbor Grove, localizados no estado da Flórida, renderam um lucro bruto de US$ 71,6 milhões (cerca de R$ 375 milhões) à empresa, com cap rate de 4,2% - o indicador calcula a média de retorno de capital investido em um imóvel.

Vale relembrar que a "galinha dos ovos de ouro" da MRV pode ganhar um sócio estratégico em breve. A construtora admitiu que há possibilidades tanto de entrada de um parceiro na empresa quanto de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da subsidiária norte-americana.

Segundo os analistas, o movimento pode beneficiar as ações MRVE3. Para o Bank of America, por exemplo, a Resia ainda não foi precificada e "qualquer capitalização pode ser um gatilho".

MRV (MRVE3) anuncia recompra de ações

A venda dos dois empreendimentos não foi a única novidade anunciada pela MRV na noite de hoje. A companhia também informou ao mercado que dará início a um novo programa de recompra de ações.

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Com vigência até 31 de dezembro, a operação trará até seis milhões de ações para o caixa da empresa. O número representa cerca de 2% do total de ações da construtora em circulação no mercado.

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O programa de recompra ocorre em meio à queda dos papéis MRVE3, que acumulam um recuo de quase 31% neste ano.

Mas o "desconto" pode não ser o único motivo por trás da recompra. Entre outros fatores, as empresas adotam o programa de recompra quando:

  • acreditam que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;
  • precisam distribuir ações aos executivos como bônus e não querem emitir novos papéis;
  • querem gerar valor ao acionista que continua em sua base, apesar da instabilidade do mercado.

O que muda para os acionistas?

Até que a MRV decida qual será o destino das ações recompradas, os efeitos para os acionistas ainda são incertos.

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Mas há dois cenários mais prováveis. O primeiro prevê que, se os papéis forem cancelados, o acionista termina, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, o que pode engordar sua contas de dividendos.

Já se os ativos permanecerem guardados na tesouraria para uma oferta no futuro, o acionista terá ganhos apenas após sua venda. Nesse caso, o ganho de capital fará parte do lucro, o que também influencia na distribuição de proventos.

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