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A equipe que defende o bilionário quer mais tempo para se preparar e pede que o julgamento ocorra apenas em fevereiro do próximo ano
Elon Musk sabe que que sua decisão de rescindir o acordo para a aquisição do Twitter (TWTR34) foi polêmica. Por isso, o bilionário quer garantir mais tempo para se preparar para a disputa judicial iniciada pela rede social após o negócio de US$ 44 bilhões subir no telhado.
Os advogados do dono da Tesla entraram com uma moção na última sexta-feira (16) contra o pedido do Twitter para acelerar o julgamento do caso na Corte de Chancelaria de Delaware, tribunal norte-americano que é referência para disputas entre empresas.
A companhia do passarinho azul protocolou na última terça-feira (12) o processo que deu início à batalha judicial e pediu que a Corte julgasse o impasse até meados de setembro.
Segundo a empresa, a pressa é "para proteger o Twitter e seus acionistas do risco de mercado contínuo e danos operacionais resultantes da tentativa de Musk de forçar sua saída" do acordo.
Por outro lado, o bilionário argumenta que o julgamento deve ocorrer apenas em fevereiro do próximo ano. Segundo a equipe de Musk, o "pedido repentino" para acelerar as coisas é "a mais recente tática do Twitter para encobrir a verdade sobre contas falsas".
Por falar em contas falsas, o número de usuários fictícios, ou “spam”, na plataforma é o principal motivo por trás do fim do acordo para a compra do Twitter.
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De acordo com uma carta emitida pelo escritório de advocacia que representa Elon Musk, o a dona da rede social violou o acordo ao "parecer ter feito declarações falsas e enganosas nas quais o Sr. Musk se baseou ao celebrar o contrato".
A queixa é que a empresa se recusou ou falhou em fornecer informações solicitadas pelo dono da Tesla.
"Musk e seus consultores financeiros têm solicitado informações críticas do Twitter desde 9 de maio de 2022 - e repetidamente desde então. Às vezes, o Twitter ignorou os pedidos, às vezes os rejeitou por motivos que parecem injustificados e, às vezes, afirmou cumprir ao fornecer informações incompletas ou inutilizáveis."
Para o Twitter, no entanto, foi o empresário que deixou de cumprir os termos acordados. "Musk aparentemente acredita que ele, ao contrário de qualquer outra parte sujeita às leis de Delaware, está livre para mudar de ideia, estragar a companhia, romper suas operações, destruir valores dos investidores e sair andando," afirma a empresa.
Enquanto o impasse não é solucionado, Elon Musk fica sujeito a ter de desembolsar uma quantia polpuda por romper o acordo de compra.
Na reunião com o Conselho, quando o Twitter aprovou a transação com Musk, a plataforma estabeleceu a condição de que, caso uma das partes rompesse o contrato, seria imputada multa de US$ 1 bilhão.
Quem decidirá se a penalidade será paga ou não é a Corte de Delaware, conforme estipula o acordo de compra assinado pelas duas partes em abril passado.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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