Petrobras (PETR4) recua quase 4% após críticas de Lula; petista condenou pagamento de dividendos e política de preços da estatal
Embalados pela alta do petróleo, os papéis operavam em alta mais cedo, mas, após a nova rajada de críticas, passaram a registrar uma queda brusca

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual chefe do executivo, Jair Bolsonaro, têm muitas diferenças. Mas também há uma semelhança marcante entre os dois principais nomes das próximas eleições presidenciais: sua habilidade para derrubar as ações da Petrobras (PETR4) com críticas ferrenhas.
Bolsonaro já criticou diversas vezes a política de preço dos combustíveis e não esconde sua vontade de privatizar a estatal. Nesta sexta-feira (28) foi a vez de Lula voltar a atacar as diretrizes adotadas pela Petrobras.
Para o pré-candidato à presidência pelo PT, não há motivos para que o valor da gasolina e do diesel seja afetado pelos preços internacionais.
“Posso afirmar para você: prepare-se porque se a gente voltar a presidir, com todo respeito que eu tenho aos acionistas, a minha preocupação não é com acionista de Nova York, é com o povo brasileiro”, prometeu, em entrevista à rádio Liberal FM.
Além disso, Lula também argumentou que, ao invés de pagar dividendos bilionários, a petroleira deve investir em melhorias na sua capacidade de refino. “A Petrobras é uma extraordinária empresa não só de petróleo, mas de tecnologia, de investimento, de pesquisa. É isso o que queremos fazer da Petrobras”, afirmou o petista.
As declarações do ex-presidente impactaram negativamente as ações da estatal. Embalados pela alta do petróleo, os papéis operavam em alta mais cedo, mas, após a nova rajada de críticas, passaram a registrar uma queda brusca.
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As ações preferenciais (PETR4) encerram o dia em queda de 3,96%, a R$ 32,54, enquanto os papéis ordinários (PETR3) recuaram 2,97%, cotados a R$ 35,89. Confira como foi o dia nos mercados.
[captacao]
Sobrou até para a Eletrobras
A Petrobras não foi a única estatal a entrar na mira do ex-presidente. Lula também criticou a privatização da Eletrobras: “Agora querem vender a Eletrobras. Para quê? Para passar um produto que foi construído com o dinheiro brasileiro para a iniciativa privada cobrar a energia mais cara do povo brasileiro”.
O ex-presidente alfinetou ainda Jair Bolsonaro e sua associação do ICMS ao aumento dos combustíveis. Segundo Lula, não é função do governo federal brigar com governadores.
“A verdade é o seguinte: nós não temos que estar atrelados a preços internacionais. São os vendedores da pátria que subordinaram o Brasil a interesses internacionais, a acionistas minoritários de NY. Mas eu estou preocupado com o povo”, argumentou.
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