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Balanço da Petrobras (PETR4) sai no mesmo dia em que a estatal anunciou o pagamento de aproximadamente R$ 44 bilhões em dividendos
No centro das atenções desde que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito para seu terceiro mandato, a Petrobras (PETR4) informou na noite desta quinta-feira (3) seu balanço referente ao terceiro trimestre do ano. O documento aponta um lucro líquido de R$ 46,096 bilhões, alta de 48% na comparação com igual período de 2021.
O dado veio acima das projeções do mercado, que apontava R$ 45,56 bilhões no caso do Goldman Sachs e R$ 41,84 bilhões nas contas do Itaú BBA.
Na comparação com o segundo trimestre deste ano, há uma queda de 15,2% no indicador.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado, principal indicador do caixa operacional da Petrobras, foi de R$ 91,4 bilhões entre julho e setembro. Aqui, a alta foi de 50,5% ante igual período do ano passado e abaixo dos R$ 95,2 bilhões projetados pelo mercado.
A receita de vendas da petroleira chegou a R$ 170 bilhões no terceiro trimestre, alta de 39,9% na comparação com o mesmo período de 2021. Para este dado, as projeções indicavam uma média de R$ 163,7 bilhões.
Mais uma vez, o diesel e a gasolina foram os principais produtos comercializados pela petroleira, responsáveis por 74% da receita de derivados.
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O lucro líquido da Petrobras (PETR4) caiu entre um trimestre e outro principalmente pela desvalorização do barril de petróleo no mercado internacional.
Durante o terceiro trimestre, a estatal também fez uma série de reajustes de preço, cortando os valores do diesel, da gasolina e do GLP.
Além disso, ainda segundo o balanço arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o período de julho a setembro também não contou com os R$ 14,2 bilhões referentes ao acordo de coparticipação em Sépia e Atapu, que impulsionaram os lucros do trimestre anterior.
De acordo com a Petrobras, neste caso, a compensação foi feita parcialmente por meio da melhora no resultado financeiro — negativo em R$ 8 bilhões, melhora de 49% —, ajudado pela menor depreciação do real frente ao dólar recentemente.
Os custos com os produtos vendidos pela Petrobras somaram R$ 83,2 bilhões, aumentando 34,2% em um ano — próximo da alta de 39,9% vista na receita líquida.
Aqui, o dado foi influenciado pelas maiores compras e importação de petróleo e derivados. A desvalorização do Brent contribuiu para a queda nos custos com participações governamentais.
Mais cedo, a Petrobras (PETR4) já havia chamado atenção do mercado ao aprovar um novo pagamento de dividendos.
O conselho de administração da estatal aprovou a distribuição de um valor de aproximadamente R$ 44 bilhões — R$ 3,3489 por ação ordinária (PETR3) ou preferencial (PETR4). A estatal não divulgou o total dos dividendos, então o Seu Dinheiro fez a conta com base no total de papéis em circulação no mercado.
De acordo com a Petrobras, o dividendo proposto está alinhado à política de remuneração aos acionistas. A estatal estabeleceu que poderá distribuir aos acionistas 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e os investimentos, desde que a dívida bruta esteja abaixo de US$ 65 bilhões.
A Petrobras pretende pagar os dividendos da seguinte forma:
Os investidores com ações da Petrobras na B3 no dia 21 de novembro terão direito a receber os dividendos. Por fim, os papéis passarão a ser negociados "ex-direitos" a partir de 22 de novembro.
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