Oi (OIBR3) usa dinheiro de venda a rivais para quitar dívida bilionária com o BNDES; valor foi o maior já recuperado na história do banco
A operadora desembolsou R$ 4,6 bilhões para liquidar dívidas de contratos celebrados em 2009 e 2012

A conclusão da venda da operação móvel da Oi (OIBR3) para as rivais TIM (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Claro, anunciada mais cedo, já começou a dar resultado para os credores do grupo. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu nesta quarta-feira (20) um pagamento de R$ 4,6 bilhões para a líquidação das dívidas da companhia.
Segundo o banco, essa é a maior soma já recebida pela instituição em recuperação de crédito e reestruturação de empresas. O pagamento referente a contratos celebrados em 2009 e 2012 foi efetuado diretamente pelas compradoras.
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"A recuperação integral do crédito com o Grupo Oi encerra com êxito uma das renegociações mais importantes já realizadas pelo BNDES", diz, em nota, a instituição.
Mas, apesar, de impressionar, o valor ainda é pouco perto dos R$ 15,9 bilhões que a Oi receberá pelo negócio. De acordo com o comunicado publicado hoje, as compradoras já pagaram R$ 14,5 bilhões.
O restante da quantia, que equivale a 10% do preço da operação, fica retido pelas compradoras por até 120 dias para possíveis compensações de valores que a empresa possa ter de pagar em função de eventuais ajustes.
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Histórico da venda da Oi (OIBR3) Móvel
A venda da operação móvel da Oi para as rivais foi fechada em dezembro de 2020. O passo era considerado fundamental para que a empresa saísse da recuperação judicial.
No início de março, a Oi conseguiu derrubar uma barreira importante à venda da sua unidade móvel, depois que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) desconsiderou um recurso que barrava o negócio.
Na ocasião, o Cade manteve o Acordo em Controle de Concentração (ACC), mas aprovou por unanimidade a incorporação de imposições unilaterais que assegurem a mitigação dos riscos concorrenciais no setor de telecomunicações.
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