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Depois de reduzir a dependência do cartão de crédito, Nubank agora teme crescimento da concorrência e do aperto nas regras de capital para fintechs

O Nubank (NUBR33) nem teve tempo de começar a comemorar a redução da dependência do cartão de crédito e colher frutos do investimento em uma prateleira de serviços mais ampla.
Num comunicado a seus acionistas esta semana, o "neobanco" listou uma série de riscos ao negócio que vão merecer atenção.
Mudanças regulatórias que apertaram as regras de capital para as fintechs e aumento da concorrência no setor de cartões estão entre os fatores citados.
No ano passado, as tarifas de intercâmbio e os juros relacionados aos cartões de crédito responderam por pouco menos da metade da receita da fintech, ante fatia de 63% em 2020.
Nascido do cartão de crédito sem anuidade, o Nubank obtém receitas com o produto através desse intercâmbio pago pelas adquirentes (empresas que fazem a liquidação das operações) e do crédito rotativo.
"Nossa receita será significativamente prejudicada se perdermos todo ou parte substancial de nosso negócio de cartão de crédito, seja devido à perda de clientes, alterações regulatórias ou legislativas", advertiu a fintech no documento, citando a possibilidade de as taxas cobradas passarem a ser limitadas por reguladores.
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Analistas acreditam que o cartão de crédito pode se tornar fonte de dores de cabeça neste ano, em um cenário de inflação e endividamento altos.
"Notavelmente, créditos ao consumidor sem garantias e cartões de crédito devem enfrentar alguma pressão, à medida que o ano começa com alta inflação e endividamento das famílias", afirmou o JPMorgan, em relatório.
A fintech também admite que a concorrência deve aumentar "à medida que as tecnologias emergentes continuam a entrar no mercado e as grandes instituições financeiras buscam cada vez mais inovar os serviços (...) que oferecem."
ROXO VIROU VERMELHO
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