🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Redecorando a casa

Mobly (MBLY3) em disparada: como a compra do controlador afeta as ações da empresa?

As ações da Mobly (MBLY3) chegaram a saltar mais de 30% com a notícia envolvendo a possível troca de controlador; entenda as implicações

Victor Aguiar
Victor Aguiar
6 de outubro de 2022
15:17
Fachada da loja física da Mobly (MBLY3)
Loja da Mobly na Vila Arens/Vila Progresso. Jundiaí - SP. - Imagem: Divulgação / Mobly

A Mobly (MBLY3) era um dos patinhos feios da última safra de IPOs: desde a abertura de capital, em fevereiro de 2021, suas ações amargavam uma desvalorização de mais de 85%. Mas a varejista de móveis começa a ensaiar o voo do cisne na B3, tudo graças à fusão entre duas empresas da Europa — uma delas, a sua controladora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 14h00, os papéis MBLY3 disparavam 26%, a R$ 3,90; nas máximas do dia, chegaram a saltar 37%, sendo negociadas a R$ 4,27. É o maior patamar de preço desde maio deste ano.

E esse movimento está ligado a uma novidade potencialmente benéfica para a companhia brasileira: a alemã home24 SE, dona de 51% do capital da Mobly, será comprada pelo grupo austríaco XXXLutz KG, o terceiro maior varejista de móveis do mundo.

Ou, em outras palavras: a Mobly pode ter um novo acionista de referência, com disposição para injetar ânimo em suas operações. A home24 está longe de seus melhores dias — somente no primeiro semestre desse ano, os alemães viram a receita líquida cair 10% e queimaram mais de 70 milhões de euros do caixa.

A situação econômica do velho continente, afinal, não é nada favorável: o sentimento do consumidor está em tendência de baixa e a inflação, em alta — tendências que também são vistas na Alemanha. E, num cenário como esse, redecorar a casa deixa de ser a prioridade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o que exatamente está em negociação entre as duas empresas europeias, e quais os potenciais desdobramentos dessa operação para a Mobly? A percepção do mercado é a de que há incertezas quanto ao futuro; ainda assim, quaisquer possibilidades derivadas da compra da home24 são positivas para a empresa brasileira.

Leia Também

Mesmo com a forte valorização desta quinta (6), as ações da Mobly (MBLY3) ainda estão no vermelho no acumulado do ano (Fonte: B3)

Mobly (MBLY3): troca de controlador

Antes de qualquer coisa, vamos à Europa: a XXXLutz fez uma oferta hostil para comprar 100% da home24, ao preço de 7,50 euros por ação — um prêmio de 124% em relação às cotações de fechamento da empresa alemã no pregão de quarta (5).

Mais que isso: os austríacos também se comprometeram com um aumento de capital de cerca de 23 milhões de euros (R$ 120 milhões), injetando dinheiro novo nas operações. Considerando esses termos, os alemães aceitaram a proposta, para a surpresa de pouca gente.

"Estamos convencidos de que, em conjunto com a XXXLutz, aumentaremos de maneira significativa a nossa robustez e presença no mercado de móveis", disse Marc Appelhoff, CEO da home24. "O fato de conseguirmos atrair um investidor forte e estratégico, em tempos de tensões globais e depressão no sentimento econômico, é um voto de confiança em nosso modelo de negócios".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Marc Appelhoff, diga-se, também ocupa o cargo de presidente do conselho de administração da Mobly (MBLY3) — basicamente, a empresa é o braço de atuação da home24 no Brasil, servindo como plataforma para fora do mercado europeu.

Uma vez concluída a operação, ocorrerá uma mudança no capital social da Mobly: sai a home24 e entra a XXXLutz como acionista de referência da companhia. E é neste ponto que residem os maiores potenciais de valorização das ações MBLY3.

Distribuição do capital social da Mobly (MBLY3); Victor Noda, Marcelo Marques e Mário Fernandes fazem parte da diretoria executiva da empresa (Fonte: Mobly)

MBLY3: vai ter OPA?

Há duas maneiras de se analisar os eventuais impactos que essa transação poderá trazer para a Mobly (MBLY3): o lado qualitativo e o quantitativo. Comecemos pela questão principal — se a XXXLutz precisará ou não fazer uma oferta pública de aquisição (OPA) aos acionistas da empresa brasileira.

Afinal, a transação implica numa troca indireta de controle para a Mobly: a XXXLutz passará a ter os 51,16% que atualmente são detidos pela home24, uma vez concluída a compra. Dito isso, ainda não há resposta; a CVM precisará analisar o caso e determinar se é necessário ou não disparar uma operação do tipo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caso se decida que sim, é preciso fazer uma OPA, pode-se assumir algumas premissas. Considerando o prêmio de 124% pago pela XXXLutz para comprar a home24, é razoável imaginar que parte desses múltiplos também se estendem à Mobly, considerando sua importância estratégica na carteira da empresa alemã.

Mas e se a CVM entender que não é necessário fazer a OPA? Bem, nesse caso, a Mobly fará parte do portfólio da XXXLutz, e caberá aos austríacos decidirem o que fazer — ficar com as operações no Brasil ou procurar um comprador.

XXXLutz, Mobly e expansão

A XXXLutz tem um faturamento anual de 5,34 bilhões de euros (cerca de R$ 27,3 bilhões). Conta com mais de 370 lojas, espalhadas por 13 países europeus, e conta com mais de 25 mil empregados — um gigante global no varejo de móveis e que está em fase de expansão.

"Internacionalização é a chave para o sucesso", diz o site institucional do grupo austríaco, ressaltando, em determinado ponto, que a "abertura consistente" para novos mercados é parte da estratégia. Nesse sentido, a Mobly (MBLY3) pode ser um atrativo: o Brasil e a América Latina ainda são territórios inexplorados pela empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em termos operacionais, a Mobly tem uma posição de destaque no portfólio da home24. Basta olhar para as métricas de caixa: os alemães fecharam o mês de junho com uma posição de liquidez 65,7 milhões de euros (pouco mais de R$ 330 milhões); a empresa brasileira, sozinha, tinha R$ 203 milhões.

"A home24 estava com problemas, isso impediu que ela crescesse lá fora, impediu a Mobly de crescer também. Era um controlador manco, capenga", diz um gestor de um fundo de investimentos que possui ações da companhia na carteira. "[A XXXLutz] é um novo sócio, com bolso fundo".

E mesmo se os austríacos optarem por vender a Mobly, as perspectivas parecem positivas para os detentores de ações MBLY3, considerando o desconto visto nos papéis: a empresa era avaliada em R$ 330 milhões na bolsa; descontada a posição de caixa, o valor de mercado seria de menos de R$ 130 milhões.

Em sua estreia na B3, em fevereiro de 2021, as ações MBLY3 valiam R$ 21,00, o que conferia à empresa um market cap de R$ 2,2 bilhões na ocasião. "Qualquer cenário tem upside", diz o gestor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo com o salto do momento, a Mobly ainda acumula perdas de cerca de 25% em 2022. Na Alemanha, as ações da home24 (H24.DE) fecharam o pregão em alta de 125%, a 7,48 euros — um ajuste quase exato para os termos propostos pela XXXLutz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
A MAIS-VALIA DO BRADESCO

“É o momento certo de capturar valor”: CEO do Bradesco (BBDC4) revela plano para destravar até R$ 50 bilhões com a Bradsaúde

27 de fevereiro de 2026 - 11:43

Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço

FIM DA BATALHA

Netflix (NFLX34) abandona a Warner após sangria de US$ 170 bilhões na bolsa — e ações comemoram em disparada

27 de fevereiro de 2026 - 9:03

O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman

NASCE UM GIGANTE

Bradesco (BBDC4) prepara a joia da coroa para a bolsa: vem aí a Bradsaúde no Novo Mercado da B3

27 de fevereiro de 2026 - 7:33

Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa

SURFANDO O RALI

Ibovespa em recorde ajuda a turbinar lucro da B3 (B3SA3); resultado do 4T25 supera expectativas

26 de fevereiro de 2026 - 19:58

Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos

DINHEIRO NO BOLSO DO ACIONISTA

Além dos dividendos: Itaú Unibanco (ITUB4) anuncia R$ 3,85 bilhões em JCP; veja valor por ação e quem tem direito

26 de fevereiro de 2026 - 19:11

Remuneração será igual para ações ordinárias e preferenciais, com pagamento até 31 de agosto de 2026

DEPOIS DO RALI

A Vale (VALE3) subiu demais? O vilão que fez o BofA deixar de recomendar a compra das ações e elevar o preço-alvo a R$ 95

26 de fevereiro de 2026 - 17:54

Banco reconhece que a companhia mantém disciplina de custos e forte execução operacional, mas chama atenção para uma dinâmica perigosa para as ações

SINAL VERDE?

Marcopolo (POMO4) surpreende no balanço e ações aceleram na bolsa. Vale comprar ou ficar de fora? Analistas respondem

26 de fevereiro de 2026 - 16:31

Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo

R$ 1,7 BILHÃO BATENDO À PORTA

Por que o Pão de Açúcar está ‘na berlinda’? Qual é a real situação da empresa hoje e o que deu errado nos últimos anos

26 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante

ESQUENTA

Nova ação de saneamento na bolsa? Aegea dá sinais de um possível IPO; veja o que se sabe até agora

26 de fevereiro de 2026 - 13:16

A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura

O PIOR PASSOU?

Azul (AZUL53) dá tchau para o fundo do poço? S&P eleva a nota de crédito da companhia aérea após o fim da recuperação judicial

26 de fevereiro de 2026 - 12:01

A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou

MAIS UM REVÉS PARA A EMPRESA

Fictor Alimentos (FICT3) finalmente se envolve na RJ da holding e agora corre grande risco; veja o que está em jogo

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta

AUMENTO DE CAPITAL

A conta aumentou: Banco de Brasília (BRB) busca aporte de quase R$ 9 bilhões com acionistas após caso do Banco Master; entenda

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.

A ESTRELA DO MERCADO CAIU?

Rede D’Or (RDOR3) tem alta de 39,2% no lucro, mas ação cai forte na bolsa; expectativas estavam altas demais?

26 de fevereiro de 2026 - 10:40

A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima

ALÍVIO NO CAPITAL

Banco do Brasil (BBAS3) quer mais fôlego no balanço e renegocia prazo para pagamento de R$ 4,1 bilhões ao Tesouro

26 de fevereiro de 2026 - 10:12

Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027

PROVENTOS NO RADAR

Engie Brasil (EGIE3) anuncia mais de meio bilhão de reais em dividendos após balanço do 4T25

25 de fevereiro de 2026 - 19:57

Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado

BTG SUMMIT 2026

Executivos da Amazon e do Google alertam: a IA é uma questão de sobrevivência para as empresas

25 de fevereiro de 2026 - 19:30

Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita

BALANÇO

Nubank (ROXO34) surpreende no 4T25: lucro cresce 50% e ROE atinge máxima histórica de 33%

25 de fevereiro de 2026 - 18:21

Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques

PLANO OUSADO... OU TEDIOSO?

Santander Brasil (SANB11) crava data para alcançar o sonhado ROE acima de 20%; banco mira eficiência na briga com fintechs

25 de fevereiro de 2026 - 16:29

Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players

RAIO-X DO BALANÇO

Lucro da C&A (CEAB3) cresce no 4T25, mas vendas perdem força. O que fazer com a ação agora?

25 de fevereiro de 2026 - 13:15

Pressão no vestuário e ambiente promocional intenso limitaram o crescimento, mas bancos enxergam ganhos operacionais à frente

REAÇÃO AO BALANÇO

O pior trimestre em 10 anos: WEG (WEGE3) decepciona no crescimento no 4T25. Ainda vale pagar caro pela excelência?

25 de fevereiro de 2026 - 12:39

Lucro vem abaixo do esperado e receita perde força, mas analistas revelam “trunfo” do balanço; veja o que esperar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar