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A produção avançou apenas quando confrontada com o trimestre anterior, mas essa base de comparação foi afetada por paralisações nas operações da companhia
Os analistas esperavam que a queda dos preços do minério de ferro, que chegou a ficar abaixo dos US$ 100 a tonelada na última semana, tivesse um efeito negativo sobre a Vale (VALE3). E o relatório de produção e vendas divulgado nesta terça-feira (19) mostra que eles estavam certos.
A mineradora avançou 17,4% na produção da matéria-prima do aço, em relação ao primeiro trimestre, com 74,1 milhões de toneladas métricas (Mt).
Mas a base de comparação trimestral foi afetada por paralisações nas operações motivadas pelas chuvas de início de ano. Quando confrontada com os números do mesmo período do ano anterior, a produção recua 1,2%.
As vendas também trouxeram sinais negativos para a companhia: a Vale comercializou 64,3 Mt de minério de ferro entre abril e junho, queda de 2,3% ante o 2T21.
Mas a companhia já estava preparada para uma possível queda e comercializou um percentual maior de minérios de alta sílica - ou seja, com mais impurezas -, para aproveitar ds preços de mercado mais altos para esses produtos.
"A flexibilidade da cadeia de suprimentos da Vale nos permite ajustar a estratégia de vendas de acordo com as condições de mercado", destaca, em nota, a empresa.
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Confira também como foram as vendas de níquel e cobre na comparação anual:
Além dos números do segundo trimestre, a Vale também atualizou o guidance de produção para 2022. A mineradora cortou as estimativas para o minério de ferro e cobre. Confira os novos números:
| Produto | Guidance de produção |
| Minério de Ferro | 310-320 (Mt) |
| Pelotas | 34-38 (Mt) |
| Níquel | 175-190 (kt) |
| Cobre | 270-285 (kt) |
A queda mais brusca foi observada nas projeções para o cobre, que iam de 330 quilotoneladas (KT) a 355 (KT). Já o minério de ferro sofreu um corte de 10 Mt no limite inferior e de 15 Mt no teto do guidance.
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