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Valor passou de R$ 5 para R$ 3,25. Banco suíço diz que o resultado da resseguradora em 2021 foi pior do que o esperado.
A destruição de valor do IRB Brasil Re (IRBR3) prossegue após a resseguradora divulgar prejuízo no ano passado. O Credit Suisse decidiu cortar o preço-alvo da ação de R$ 5,00 para R$ 3,35, mais em linha com o fechamento de ontem (3), a R$ 3,26.
Para justificar o corte, o Credit apontou que o resultado da resseguradora em 2021 foi pior do que o esperado.
"Vimos os resultados do IRB como negativos devido ao índice de sinistralidade de 123,5%", afirmou o Credit Suisse em relatório.
A ação do IRB (IRBR3) terminou o dia com queda de 4,91%, a R$ 3,10.
De acordo com o banco, apesar de o cenário de aumento da taxa de juros (Selic) provavelmente trazer melhores receitas para o IRB, a lucratividade deve continuar a ser impactada no médio prazo.
Dessa forma, o Credit Suisse classificou IRB como Underperform (equivalente a venda).
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O banco agora projeta um prejuízo líquido de R$ 29 milhões para o IRB em 2022, um corte drástico em relação à estimativa anterior de lucro de R$ 350 milhões.
Para 2023, o Credit também reduziu suas projeções de lucro de R$ 570 milhões para R$ 225 milhões.
Em fevereiro deste ano, completou dois anos da polêmica carta da gestora de fundos Squadra que apontou inconsistências contábeis nos balanços do IRB. De dezembro de 2019 até hoje, a empresa perdeu mais de R$ 40 bilhões em valor de mercado.
A resseguradora mostrava rentabilidade exuberante até a Squadra identificar que os resultados eram maquiados por itens extraordinários que somaram R$ 1,5 bilhão. Isso significava que os lucros recorrentes eram muito inferiores aos lucros contábeis que a empresa, de fato, reportava.
Depois da primeira paulada nas ações provocada pelo relatório da Squadra, a imprensa começou a reportar que a Berkshire Hathaway, a holding de investimentos do bilionário Warren Buffett, havia aumentando sua posição em IRBR3.
A informação provocou euforia nos papéis, que reverteram parte das perdas. Havia um detalhe, no entanto: a notícia era falsa e foi desmentida pela própria Berkshire Hathaway. A holding afirmou que nunca teve, não tem e nem pretende ter ações do IRB.
No entanto, enquanto ela olhava para dentro de seu negócio, as concorrentes se movimentavam. Agora, ela precisará correr se quiser se manter como uma competidora relevante no jogo do varejo brasileiro
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