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Na prática, a nova medida anunciada deve incrementar a acessibilidade financeira em cerca de 5% e 3%, na média, para os grupos afetados
O Conselho Curador do FGTS já havia aprovado, no início de junho, uma série de medidas para mitigar os efeitos da inflação e da alta dos juros para as famílias e construtoras que trabalham com o programa Casa Verde e Amarela.
Agora, além de confirmar as mudanças, o Ministério do Desenvolvimento Regional acrescentou mais uma revisão inesperada ao programa que beneficiará famílias nos patamares mais baixos de renda e duas construtoras voltadas para esse segmento, segundo o Itaú BBA.
O MDR aprovou uma alteração na regra de subsídios que deve aumentar em até 20% a concessão de dinheiro feita pelo governo.
O banco de investimentos espera que as faixas 1 e 2 do programa, com renda familiar mensal de até R$ 3 mil, sejam os mais afetados. Na prática, a medida deve incrementar a acessibilidade financeira em cerca de 5% e 3%, na média, para os dois grupos.
Considerando as incorporadoras e construtoras que lançam empreendimentos para essa faixa de renda, o Itaú BBA calcula que Tenda (TEND3) e Direcional (DIRR3) devem ser as principais favorecidas. Além delas, Cury (CURY3), MRV (MRVE3) e Plano & Plano (PLP3) também têm chances de ganhar escala e recuperar as margens com a novidade.
Além da mudança na regra de subsídios, as outras alterações aprovadas para o programa Casa Verde e Amarela devem entrar em vigor na próxima segunda-feira (18). Relembre quais foram as principais novidades:
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Segundo o Conselho Curador do FGTS, a ampliação pode beneficiar cerca 107 mil famílias por ano, com redução de juros entre 0,75% e 1,16% ao ano.
O esticamento dos limites de renda também terá um impacto no mercado de trabalho, ainda de acordo com o órgão: "a medida deve propiciar a execução de cerca de R$ 8,5 bilhões em descontos, permitindo a contratação de 330 mil unidades habitacionais e a geração de 830 mil postos de empregos este ano".
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